,


Crítica – Kill List

Por Rennan A. Julio

 

O melhor do que há de mais perverso

Perturbador, violento, complexo e verossímil. Algumas dessas palavras podem tentar descrever a obra prima do terror britânico dirigido por Ben Wheatley.

Assassinos de aluguel que matam pessoas, pois essas mereciam. Com aparência de tema batido, o thriller se mostra duro e frio como seu protagonista Jay (Neil Maskell, dono de um dos mais problemáticos e psicopatas do suspense atual).

Após um trabalho mal sucedido, o assassino recebe uma proposta de nova missão para ser realizada com seu melhor amigo e parceiro Gal (além de alívio cômico, Michael Smiley exala carisma e logo conquista o público). A “lista para matar”, portanto, é oriunda nessa nova missão, tendo em sua realização capítulos digno do Bastardos Inglórios do gênio do gênero Quentin Tarantino.

Pedófilos, corruptos e estupradores estão nessa lista, o que altera a já não estável mente de Jay, que com o decorrer da missão vai perdendo a mão da discrição, fato que o colocou em um patamar elevado dentro do seu campo de trabalho.

Aliado ao gênero gore da violência e do horror, o terror de Kill List dá show se comparadas às franquias tristes e defasadas como Jogos Mortais e O Albergue. Sem medo de assustar, a obra se mostra determinada para tal feito. Destaque para a cena final ocorrida nos túneis do subsolo, simplesmente aterrorizante e bela. A mais provável nata da psicopatia.

Com direito a seitas diabólicas, o filme situa seu público no que há de mais desumano e non sense da sétima arte. Prepare-se para algo denso e assustador. Por favor, aproveite.

Comments

Leave a Reply

Leave a Reply

Your email address will not be published.

Loading…

Loading…

Comments

comments