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Crítica – Os Fantásticos Livros Voadores do Sr. Lessmore

“Os livros podem ser divididos em dois grupos: aqueles do momento e aqueles de sempre” – John Ruskin

A verdade contida nessa frase pode ter significado vazio para aqueles que ainda não conheceram o prazer de uma boa leitura. Entretanto, para os já contagiados pelo encanto dos retângulos de papel, com suas capas duras, folhas amarelas e cheiro magnífico, o excerto apenas confirma o parecer que temos diante do mundo literário. E de certa, e alterada, maneira, expressa o lugar em que podemos guardar Os Fantásticos Livros Voadores do Sr. Lessmore: No grupo dos para sempre.

Inspirado, em medidas iguais, pelo furacão Katrina, Buster Keaton, “O Mágico de Oz” e a paixão pelos livros, o curta é uma alegoria bem humorada sobre o poder curativo das histórias, nos mostrando como a literatura pode servir de válvula de escape de uma realidade terrível ou só melhorar o que antes já era bom.

De modo deslumbrante, com um delicioso e sensível uso de cores, sons, gestos, expressões, o pequeno filme consegue nos conduzir pelo campo dos sonhos, das fantasias, nos mergulhando em nossa própria imaginação agora, pelo cinema, disponibilizada para que todos vejam como é mágica.

Em um 2011 onde a história e a tradição das grandes telas foram homenageadas por aqueles que a compõem, como em A Invenção de Hugo Cabret e O Artista, uma história de amor pelas poderosas obras que mudam as pessoas, que acabam por transformar o mundo não poderia ter sido melhor executada como foi em Os Fantásticos Livros Voadores do Sr. Lessmore. Um tributo aos livros, a seus escritores e a nós, singelos leitores. E ao término, é como se uma mensagem implícita nos fosse deixada e nos encarregasse de uma missão: Espalhem livros ao mundo e deem mais cor à vida das pessoas.

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