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Crítica – O Voo

De Volta para o Futuro I, II, III. Forest Gump – O Contador de Histórias. Náufrago. Grandes produções que foram além das telas de cinema: Se tornaram parte da cultura pop.  Todos esses ótimos trabalhos de um Robert Zemeckis, no mínimo, inspirado. Uma pena que toda essa ‘inspiração’ tenha trazido à vida um filme monótono, inexpressivo, prolongado excessivamente e sustentado apenas pela vontade do espectador de dizer: “Sim, eu consegui, com um esforço nunca antes experimentado, assistir O Voo. Esse erro que custou mais de duas horas da minha vida.”

“Um piloto de avião (Denzel Washington) salva quase cem passageiros durante uma aterrissagem arriscada e é saudado como herói. Uma investigação revela que o sujeito sofre de alcoolismo e a sua situação se inverte.” Sinopse interessante, não?! O trailer também é muito bem editado. Só que vendem o filme de uma maneira errada, nos fazendo acreditar em um longa que não existe.

Como sabemos previamente que o avião se acidenta, esperamos ansiosos por essa sequência. Sequência essa que não decepciona, com momentos de tirar o fôlego, repletos de tensão e medo, que se apodera tanto dos passageiros quanto daqueles que testemunham através das telas. Todavia, essa série de acontecimento tem lugar nos primeiros trinta minutos de filme e depois… NADA ACONTECE. Não ‘nada’ literalmente: todo o processo pelo qual o personagem de Washington passa, com seus altos e baixos. Mas é tudo muito irrelevante, com cenas que não impressionam, muitas vezes chatas, maçantes de ver. Quase não é possível localizar traços criativos vindos de um diretor que tanto podia estar no comando do filme quanto não estar.

Os dramas ali presentes não conseguem alcançar o público: Sabe-se que há algo de sério ocorrendo em relação ao protagonista, com os que o rodeiam, mas esse problema não consegue chegar até nós. Alcoolismo e o uso de drogas: apresentado de modo banal, como se fosse algo correto, ainda mais envolvendo uma profissão tão séria quanto a de piloto (fator desagradável). Não há infelicidade o suficiente que nos entristeça, não há alegria o bastante para que nos sintamos bem. Um drama raso, indiferente. A única emoção despertada é a de tédio.

A atuação tão comentada de Denzel Washington, sinto em dizer, é superestimada. Em tela, podemos ver um bom ator interpretando um, até que bem construído, personagem. E só. Não é impressionante. Apenas apropriada. No resto do elenco, um pequeno destaque para a linda Kelly Reilly, muito bem em seu papel.

Em filmes em que nada saí do jeito que deveria, é quase impossível prestar atenção em fotografia, direção de arte, trilha sonora… Porém, como nada disso me incomodou e/ou fez dessa enfadonha experiência ainda mais amarga, podemos deixar passar com um simples e direto ok.

Com os minutos finais que servem para algum tipo de reflexão, O Voo ainda termina com a balança pouco favorável e como apenas mais um filme visto, mostrando que… Bom, acho que não absorvi muitos ensinamentos ao assisti-lo, além de que acidentes não acontecem apenas com aviões. Acontecem com filmes também. E acidentes feios.

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  1. Ah, esse cara não pode ter visto o mesmo filme que eu. Alcool e drogas apresentados de forma banal? Atuação do Denzel superestimada?! O filme tem sim seus defeitos, como o maior deles que é a personagem Kelly Reilly, que nem citado na crítica é. Você perdeu 2h30m da sua vida vendo esse filme, e eu perdi 30m da minha lendo essa crítica.

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