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Os filmes essenciais do Cinema Marginal

Os filmes essenciais do Cinema Marginal

Fala Galera! Dessa vez montarei uma lista que diz muito sobre o nosso cinema: o tema central irá tratar do movimento denominado Cinema Marginal. Tendo surgido na década de 60 com uma corrente de cineastas jovens que tinham como verdadeira preocupação contestar os costumes e a linguagem cinematográfica, o Cinema Marginal se realizava com a liberdade total de seus idealizadores para contar histórias abrangendo valores culturais e éticos, além de enfatizar o erotismo/pornografia e o grotesco. Separarei uma pequena lista com os filmes essenciais do movimento para quem quiser conhecê-lo melhor. Espero que gostem e divirtam-se com o experimentalismo do movimento.

1 – Bang Bang (1971) – Direção: Andrea Tonacci

Homem neurastênico que, durante a realização de um filme, se vê envolvido em várias situações como o romance com uma bailarina espanhola, perseguições, discussões com um motorista de táxi e o enfrentamento com um bizarro trio de bandidos.

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2 – Matou a Família e Foi ao Cinema (1969) – Direção: Júlio Bressane

Um rapaz de classe média baixa carioca mata os pais a navalhadas e vai ao cinema ver Perdidos de Amor. Márcia, uma jovem rica e insatisfeita, aproveita uma viagem do marido para ir à casa de Petrópolis, onde recebe a visita de uma velha amiga, Regina. Intercaladas com as cenas entre elas, que dançam, conversam sobre homens e se acariciam, aparecem pequenas histórias autônomas de assassinatos no interior de famílias pobres. Entre essas crônicas familiares, uma história destoa: a do preso político torturado até a morte.

matou a familia e foi ao cinema

3 – Meteorango Kid, Héroi Intergaláctico (1969) – Direção: André Luiz Oliveira

As aventuras de Lula, um estudante universitário, no dia do seu aniversário. De forma absolutamente despojada, anárquica e irreverente, mostra sem rodeios o perfil de um jovem desesperado, representante de uma geração oprimida pela ditadura militar e pela moral retrógrada de uma sociedade passiva e hipócrita. O anti-herói intergaláctico atravessa esse labirinto cotidiano através das suas fantasias e delírios libertários, deixando atrás de si um rastro de inconformismo e um convite à rebelião em todos os níveis

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4 – O Anjo Nasceu (1969) – Direção: Júlio Bressane

Dois bandidos saem pela cidade cometendo atos de violência. Santamaria, místico, acredita que assim está se aproximando de um anjo que lhe limpará a alma. Urtiga, um marginal ingênuo, segue os passos do amigo, acreditando também no anjo da salvação.

O anjo nasceu

5 – O Bandido da Luz Vermelha (1968) – Direção: Rogério Sganzerla

Marginal paulista chamado João Acácio Pereira, mais conhecido como Bandido da Luz Vermelha, coloca a população em polvorosa e desafia a polícia ao cometer os crimes mais requintados – de estupro a assassinatos. Ele conhece a provocante Janete Jane, famosa em toda a Boca do Lixo, por quem se apaixona.

o bandido da luz vermelha

6 – O Estranho Mundo de Zé do Caixão (1968) – Direção: José Mojica Marins

Elevado ao estado inatingível dos seres sobrenaturais, Zé do Caixão desfia sua filosofia e apresenta três contos em O Fabricante de Bonecas, marginais invadem a casa de um velhinho e descobrem o segredo da confecção de suas bonecas em Tara, um vendedor de balões fantasia uma paixão doentia por uma garota que ele segue obsessivamente pelas ruas. Em Ideologia, o excêntrico Professor Oãxiac Odez tenta provar a um rival que o instinto prevalece sobre a razão, usando métodos nada ortodoxos.

O estranho mundo do zé do caixão

7 – Os Monstros de Babaloo (1970) – Direção: Elyseu Visconti

Uma aventura burlesca na misteriosa Ilha de Babaloo envolve a trágica família de um industrial com punhos de ferro, rei do quiabo e do jiló no ano dos acontecimentos extraordinários que se seguem. Paraíso perdido, o lugar é dominado por Madame Bouganville, por sua filha, e pela empregada.

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8 – Ritual dos Sádicos (1970) – Direção: José Mojica Marins

Um renomado psiquiatra injeta doses de LSD em quatro voluntários com o objetivo de estudar os efeitos do tóxico sob a influência da imagem de Zé do Caixão. O personagem aparece de maneira diferente nos delírios psicodélicos e multicoloridos de cada um, misturando sexo, perversão, sadismo e misoginia. Interrogado por um grupo de intelectuais, o psiquiatra faz uma revelação surpreendente que os obriga a questionar suas convicções.

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9 – Sem Essa, Aranha! (1970) – Direção: Rogério Sganzerla

O filme é uma comédia sobre a fome, ensaio de humor negro sobre a miséria agônica do subdesenvolvimento mental de nossas elites, onde o excelente cômico Jorge Loredo representa a burguesia nacional através do personagem-título, um pobre diabo chapliniano e um magnata inigualável, às voltas com os constantes solavancos de nossa realidade, sujeita a chuvas e trovoadas, assim co- mo as quarteladas e abusos de autoridade, típicos da época em que foi rodado.

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10 – Documentário (1966) – Direção: Rogério Sganzerla

Dois jovens sem nada para fazer, caminham e conversam pela cidade de São Paulo discutindo se vão ou não ao cinema.

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