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Dragon Ball Z: A Batalha dos Deuses (Masahiro Hosoda, 2013)

Pra fã nenhum botar defeito!

Por Rafael Lopes

Uma legião de fãs aguardava ansiosamente por isso. Depois da decepção sem tamanho com a vergonhosa versão live action intitulada Dragon Ball Evolution, a confiança nesse A Batalha dos Deuses era enorme. Supervisionado bem de perto pelo criador Akira Toriyama, que produziu o filme como vingança à piada lançada em 2009, Dragon Ball Z: A Batalha dos Deuses é muito mais um acalanto aos fãs do que uma obra para levar o legado de Dragon Ball a outros públicos. Isso é bem fato pois o filme desde o seu início se assume mais um episódio de despedida estendido do que um filme dedicado a desenvolver outras situações paralelas às que crescemos assistindo.

O lado ruim é infelizmente o filme sofrer com a obrigatoriedade de avançar desordenadamente com o enredo, sem tempo para trabalhar melhor a presença dos personagens que idolatramos. É tanto que muitos deles se resumem a uma fala e quando tem fala. Uma pena, pois o que garantiu o apego tão forte dos fãs às histórias de Goku e sua turma era justamente a maneira tranquila com a qual desenvolvia suas situações, fechando arcos de histórias maravilhosamente bem. Mas esse filme, apesar da pressa, se mantém firme ao longo de sua rápida duração. O roteiro, ainda que bem preguiçoso, é muito mais preocupado em nos causar uma gostosa nostalgia, de maneira lúdica nos fazer lembrar com carinho esses personagens que toda manhã lutavam contra criaturas malignas para salvar nosso mundo (e estavamos lá, de braços levantados para ajudar a genki dama).

É esse o grande acerto de A Batalha dos Deuses. É até desnecessário cobrar mais que isso. Não que seja demérito mas convenhamos: 80 minutos não dá pra desenvolver muita coisa, não é? A honestidade em sempre deixar claro se tratar de um trabalho dedicado aos inúmeros fãs espalhados pelo globo é o que deixa esse filme tão delicioso. É tanto que o que você encontra de marmanjo com seus mais de 20 anos nas salas lotadas não é brincadeira. Se você um dia gastou dinheiro comprando aquelas revistas que resumiam os capítulos e  escreviam artigos e mais artigos sobre as sagas; se você não perdia um episódio dos animes na tv; se você ajudou Goku mandando seu poder para fortalecer a Genki Dama, não perca. É pra sair da sala de cinema com um sorriso de satisfação.

É  uma despedida digna a algo que muito certamente marcou sua infância.

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