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Pelo em Ovo – Gravidade

A seção Pelo em Ovo é simplesmente uma teoria baseada em teorias ilógicas/improváveis.
O filme a ser analisado abaixo é o Gravidade (Alfonso Cuarón – 2013).

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Dr. Ryan em posição fetal.

Você deve estar pensando como Gravidade pode ter uma interpretação profunda.
Bem, fui longe para encontrar alguma teoria no filme, achei pelo em ovo literalmente.
Primeiramente, queria deixar exposto que não pesquisei sobre a crença religiosa de Cuarón, esta teoria é apenas uma hipótese.
E podemos esquecer os efeitos especiais e toda a sensação espetacular que o filme nos trouxe.

O filme começa com uma missão espacial em torno do Hubble.
Quando morremos, segundo algumas crenças, vamos para o céu, certo?
Então, neste caso, a Dra. Ryan Stone (Bullock) não estava em uma missão. Essa passagem da missão no espaço é a passagem desta vida para a melhor. Não apenas ela, mas também a sua alma gêmea, Matt (Clooney). Os dois passaram da vida para a eternidade, desta para melhor.

Tá, finja que acredita nisso.
O que é então a queda da Dra. no espaço?
É a separação do casal. A Dra. fica perdida na eternidade, mas Matt, consegue salvá-la e tenta manter-se ao seu lado. Eles não querem se separar.

Descrevo agora uma passagem de um texto de Monica Buonfiglio, para explicar esse lance de eternidade e almas gêmeas:

“(…) Pode o amor viajar por este mistério chamado vida após morte? Os espíritas acreditam que sim. Claro que para muitos, isto é subjetivo. Os mais céticos dizem que “tudo pode ser explicado”, mas acabam por não explicar.
Se entendermos que o amor verdadeiro resiste a tudo, principalmente ao tempo e à distância, por que não acreditar que ele pode ultrapassar dimensões espirituais e do tempo-espaço?
Os espiritualistas também acreditam ser possível este contato, pois entendem que o espírito é imortal e que nada acaba, devido à grandeza da alma que transcende o corpo e a ação do karma, ou seja, “a lei da causa e efeito”. (…)”

Então os dois não queriam se separar no universo (eternidade), queriam seguir juntos. Porém, a separação foi necessária, para a reencarnação de ambos.
A partir do momento em que a Dra. cai no espaço, começa a tentativa de separação e a dúvida da reencarnação.

Os dois acabam se separando, não por vontade mas por necessidade, e Dra. Ryan acaba encontrando uma nave perdida no espaço e entra nela para a tentativa de regresso a Terra.
Neste momento, podemos criar uma analogia da nave com o óvulo da mulher. Sim, é a reencarnação de Dra Ryan. A cena em que ela aparece em posição fetal foi vista por muitos como o renascimento dela no filme, mas nessa teoria é a preparação de seu nascimento, ela é um feto em um óvulo.
Todos que viram o filme se lembram das alucinações da Dra. ao se lembrar de Matt. Isto é a prova de que a Dra. não conseguia deixar sua alma gêmea, ela não queria reencarnar no momento, mas era necessário. E é exatamente em uma dessas conversas alucinógenas que ela encontra forças para não desistir de lutar para conseguir regressar (nascer).
Então, a Dra. Ryan aparece em sua última cena voltando para a Terra, ou seja, ela finalmente nasce.

O filme nos mostra, nesta versão, todo o processo de eternidade/reencarnação/nascimento de uma pessoa. Além de mostrar o quão inseparáveis são as almas gêmeas.

Bem, acredito que Cuáron não estava pensando nessas analogias ao fazer o filme. É bem certo que não.
Estou errado? Posso estar, mas não é tão grave assim. Esta é uma leitura ilógica. Este é o Pelo em Ovo.

Written by Felipe Yuzo

Aquela dose de alma na penumbra diária.

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