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10 grandes atuações femininas do cinema

Sempre tive uma queda maior pelo trabalho de atrizes em vez de atores. Não sei exatamente o porque, mas atuações femininas sempre me impactaram e me instigaram mais. Acho que personagens femininas num geral, costumam ser mais intensas, terem mais espaço para mostrar seus sentimentos e emoções. O cinema quase sempre quando mostrou homens em grandes atuações, foi em papeis de mafiosos, gângsters, cowboys, ou grandes vilões, que apesar da humanidade, assim como os homens da vida real, tinham seus sentimentos e emoções mais puros, vetados e contraídos. Talvez tudo isso não passe de uma impressão errada, mas a verdade é que foi muito mais fácil para mim – apesar da difícil missão de deixar incríveis trabalhos de fora -, eleger 10 grandes atuações femininas do cinema. Performances arrebatadoras, bem construídas, e que proporcionaram alguns dos melhores momentos dessas grandes atrizes. Tentei primar pela diversidade, de diferentes gêneros, países e momentos. Se são as 10 melhores eu não sei, mas sem dúvidas estão entre as que mais me marcaram. Se tem alguma dessas que você ainda não conferiu, corra e se prepare para um verdadeiro show de interpretação!

Por ordem cronológica decrescente:

Juliette Binoche – Cópia Fiel (2010)

Que Binoche é uma das melhores em atividade, isso não há dúvidas. Ela, que é uma das únicas atrizes a ser vencedora da trinca de festivais europeus (Veneza, Berlim e Cannes) além de ter um Oscar de melhor atriz coadjuvante por ‘O Paciente Inglês’, teve o seu auge recentemente, nas mãos do diretor Abbas Kiarostami, no filme ‘Cópia Fiel’. Num personagem que lhe proporcionou falar três idiomas num único filme, além de encarar um personagem repleto de nuances, a francesa entregou algo próximo do sublime, e foi reconhecida por isso: faturou o prêmio de melhor atriz no Festival de Cannes.

Marion Cotillard – Piaf: Um Hino de Amor (2007)

Na pele da eterna Edith Piaf, Marion Cotillard entregou um trabalho impressionante na cinebiografia da cantora francesa. Apesar da maquiagem, a atriz não a fez de muleta, e com uma construção impressionante de postura vocal e corporal, fez uma performance assustadoramente mediúnica. O resultado foi tão impactante, que mesmo sendo uma completa desconhecida até então nos Estados Unidos, faturou o Oscar de melhor atriz em 2008. Foi a única atriz premiada numa performance em língua não inglesa, ao lado de Sophia Loren por ‘Duas Mulheres’ em 1960.

Ellen Burstyn – Requiem Para um Sonho (2000)

A atriz americana já tinha uma consolidada carreira no cinema, com destaque para os filmes ‘O Exorcista’ e ‘Alice Não Mora Mais Aqui’, que lhe rendeu o Oscar de melhor atriz em 1975. Infelizmente não foi um prêmio merecido, pois no mesmo ano Burstyn tinha como concorrente ninguém mais ninguém menos do que Gena Rowlands por ‘Uma Mulher Sob Influência’ (que você irá conferir logo abaixo). Mas ela estava no auge de sua carreira, e a academia, imediatista como só ela, sentiu necessidade de premiá-la. No entanto, seu grande trabalho viria quase 30 anos depois, em ‘Requiem Para Um Sonho’. Na pele da dependente de remédios Sara Goldfarb, Ellen entregou uma performance visceral e e impactante. Foi nomeada novamente para o prêmio da academia, mas dessa vez sofreu do mesmo mal que causou 25 anos antes: perdeu para uma atriz “da onda”: Julia Roberts por ‘Erin Brockovich’, no entanto a performance ainda ressoa, e o trabalho de Burstyn ficará marcado por muito tempo.

Fernanda Montenegro – Central do Brasil (1998)

Uma brasileira na lista. Pode parecer até clichê a escolha, mas não tem como ignorar o que Montenegro faz nesse filme de Walter Salles. Uma performance sutil e tão encantadora, que conquistou o mundo. Fernanda ganhou o prêmio de melhor atriz no Festival Berlim e foi indicada ao Oscar e Globo de Ouro. Não foi dessa vez que tivemos uma brasileira premiada e o resto da história já conhecemos. Mas basta dar uma olhadinha nos comentários do filme no IMDb por exemplo, para perceber o quanto o filme, e Fernanda, são queridos no mundo inteiro. Outra atuação da Fernanda pouco conhecida que merece destaque é no filme “Eles não usam black-tie”. Ao lado de Gianfrancesco Guarnieri, ela protagoniza uma das cenas mais lindas do nosso cinema.

Glenn Close – Ligações Perigosas (1988)

Glenn é talvez uma das atrizes mais subestimadas de Hollywood, atualmente. Não deve em nada por exemplo para Meryl Streep, no entanto, fica a sombra dela e nos últimos anos fez poucos trabalhos instigantes no cinema. Mas nos anos 80 dominava: fez grandes atuações, como em ‘Atração Fatal’ na pele da psicopata Alex, e em ‘Ligações Perigosas’ na pele da maquiavélica Marquesa de Merteuil. Da série: injustiças do Oscar, perdeu o prêmio para Jodie Foster numa atuação correta em ‘Acusados’. Ao todo, Glenn possui 6 indicações ao premio da academia e nenhuma vitória. E o pessoal só lembra do DiCaprio que tem 5.

Liv Ullmann – Face a Face (1976)

A parceria entre Liv Ullmann e Ingmar Bergman é uma das mais frutíferas do cinema, e que rendeu algumas das melhores performances femininas da sétima arte. Persona, A Paixão de Anna, Sonata de Outono, Cenas de Casamento, e em especial Face a Face, fazem de Liv Ullmann uma das maiores atrizes de todos os tempos. Aqui, em especial, vivendo uma médica em depressão, Liv dá um verdadeiro show de interpretação no grande momento de sua carreira. Foi indicada ao Oscar por sua atuação, mas perdeu para Faye Dunaway que também estava ótima em Rede de Intrigas.

Gena Rowlands – Uma Mulher Sob Influência (1974)

Considerado por muitos a grande interpretação feminina do cinema, Gena Rowlands tem aqui seu grande momento na incrível parceria com seu marido, John Cassavetes. No papel da dona de casa de classe média baixa, Mabel, que acaba entrando em um estado de descontrole, Gena entrega uma atuação sublime. Resultou numa indicação ao Oscar de melhor atriz, que terminou numa das maiores injustiças da academia, ao premiar Ellen Burstyn por ‘Alice Não Mora Mais Aqui’. Porém, ao contrário da performance de Ellen, a atuação de Gena é tida como referência até hoje, tanto por atrizes, quanto por excelência na arte de atuar. Obrigatório conferir essa que é a obra-prima da parceria do casal americano mais cool ever. Angelina Jolie e Brad Pitt who?

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