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50 Filmes Para Quem Adora Filosofia

9 – eXistenZ (David Cronenberg, 1999)

Uma renomada designer (Jennifer Jason Leigh) de jogos de realidade virtual, criadora de um novo jogo interativo chamado eXistenZ, é vítima de uma intensa perseguição por fanáticos religiosos que querem assassiná-la. Em fuga, é forçada a se esconder com um guarda de segurança novato (Jude Law), decidido a protegê-la. Porém, durante a perseguição os dois experimentam um mundo onde os limites entre a fantasia e a realidade não existem e nada é o que parece ser.


8 – Blow-Up – Depois Daquele Beijo (Michelangelo Antonioni, 1966)

Inpspirado no conto de Julio Cortázar ”Las babas del Diabo”, a história é sobre um fotógrafo profissional, Thomas, cujas ampliações de fotos que ele tirou secretamente de um casal revelam (ou parecem revelar) um assassinato em progresso. Michelangelo Antonioni (premiado em Cannes) faz um estudo influente e cheio de estilo sobre a paranóia e a desorientação.


7 – Dersu Uzala (Akira Kurosawa, 1975)

Drama contemplativo realizado por Kurosawa quando exilado do Japão. A Rússia financiou a história, passada no fim do século 19, que narra a aventura de um explorador e cartógrafo russo na Sibéria, onde pretende mapear toda a região. Para isso conta com ajuda de caçador mongol. Oscar de melhor filme estrangeiro.


6 – Danton – O Processo da Revolução (Andrzej Wajda, 1983)

Na primavera de 1794, Danton (Gérard Depardieu) retorna a Paris e constata que o Comitê de Segurança, sob a incitação de Robespierre (Wojciech Pszoniak), inicia várias execuções em massa. O povo, que já passava fome, agora vive um medo constante, pois qualquer coisa que desagrade o poder é considerado um ato contra-revolucionário. Nem mesmo Danton, um dos líderes da Revolução Francesa, deixa de ser acusado. Os mesmos revolucionários que promulgaram a Declaração de Direitos do Homem implantaram agora um regime onde o terror impera. Confiando no apoio popular, Danton entra em choque com Robespierre, seu antigo aliado, que detém o poder. O resultado deste confronto é que Danton acaba sendo levado a julgamento, onde a liberdade, a igualdade e a fraternidade foram facilmente esquecidas.


5 – O Fantasma da Liberdade (Luis Buñuel, 1974)

Várias situações independentes se sucedem, num filme episódico, sempre ligadas por um dos personagens. Mais uma parceria de Luis Buñuel com o roteirista Jean-Claude Carrière. Trama surreal e livre, uma sátira onírica e nonsense, na qual o diretor apela para a total inversão de valores no ataque à religião, à pátria e à família. O humor é erótico e violento.


4 – O Decameron (Pier Paolo Pasolini, 1971)

Baseado nos eternos clássicos de Boccaccio – e o primeiro filme da Trilogia da Vida de Pasolini – Decameron é uma “irreverente travessura” (Variety), “positivamente triunfante em sua malícia” (Films and Filming)! Freiras devassas que realizam “milagres” sexuais, uma esposa traiçoeira com habilidade para negócios, um artista tuberculoso à beira da morte que tenta trapacear com o Céu, jovens amantes apanhados com as calças na mão, um criado que perde a cabeça por amor e um simplório fazendeiro que tenta transformar sua esposa numa égua. Estas são apenas algumas das histórias que Pasolini traz à vida com maestria!


3 – Lago de Fogo (Tony Kaye, 2007)

O polêmico documentário mostra os dois lados da questão do aborto.


2 – Além do bem e do mal (Liliana Cavani, 1977)

O título do filme é também da obra do filósofo alemão Friedrich Nietzsche. Inspirado na história ocorrida entre Nietzsche, Paul Rée e Lou Andreas-Salomé, em que eles tentam a construção de um triângulo amoroso na Roma do século XIX. Em 1882, em um hotel na Piazza della Minerva, Paul Rée deixa seu amigo Fritz (Friedrich Nietzsche) entre prostitutas e ópio para ir a uma festa onde conhece Lou Andreas-Salomé, uma jovem russo-judaica. O rapaz decide se casar com ela para esquecer Fritz , mas Lou é uma mulher que precisa de liberdade acima de tudo. Assim começa um triângulo amoroso entre os três, o que desperta a indignação de Elisabeth, irmã de Friedrich, e que é apaixonada por seu irmão. A interpretação de algumas idéias de Nietzsche são transpostas visualmente na tentativa de fazê-las compreensíveis e atraentes. A idéia nietzschiana do mundo dionisíaco se mostra em diferentes envolvimentos sexuais.


1 – O Guia Pervertido do Cinema (Sophie Fiennes, 2006)

O filme conduz o espectador através de uma estimulante viagem por alguns dos maiores filmes de sempre. O guia e apresentador é Slavoj Zizek (lê-se Slavói Chichec), o carismático filósofo e psicanalista esloveno. Na sua apaixonada abordagem ao pensamento, vasculha a linguagem escondida do cinema, revelando o que os filmes podem dizer-nos sobre nós próprios. Seja destrinçando os enigmáticos filmes de David Lynch, ou deitando por terra tudo o que se pensava saber sobre Hitchcock. O filme estrutura-se a partir do próprio mundo dos filmes que discute; filmado em ambientes originais ou em réplicas dos cenários, cria-se a ilusão que Zizek fala a partir do interior dos próprios filmes. “The Birds” e “Psycho”, de Hitchcock são abordados por Zizek, considerando que aquele realizador é, provavelmente, o mais freudiano de todos. Prestem atenção à comparação que Zizek faz entre os três andares da assustadora mansão de Norman Bates (“Psycho”) e o conceito freudiano de Id, Ego e Superego. O psicanalista esloveno expõe os seus argumentos de forma tão natural e convincente e ao mesmo tempo tão rápida, que a nossa mente começa a girar vertiginosamente. Está estruturada em três partes: a primeira, está dedicada a Alfred Hitchcock e Lynch, e é sobre a diferença entre a realidade e os desejos; a segunda, é sobre a libido e a terceira é sobre a eficiência das aparências, centrada principalmente na obra de Tarkovsky e Chaplin.
Vale destacar que Zizek se despe do jargão acadêmico de filósofo, embarcando num registro que lhe permite intercalar alguns momentos em que expõe raciocínios conceitualmente apurados com outros em que mostra toda a sua comicidade.

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  1. Bela lista! Essa sessão é a que mais curto no Cinetoscópio!
    Muito curioso sobre o filme com Zizek!!

  2. A lista é muito boa, exceto pelo filme “Quem Somos Nós?” Não é que o filme seja ruim ou não, é que é uma tentativa de documentário totalmente desonesta com direito a cortes e distorções de frases de cientistas pra corroborar a “mensagem” do filme. Enfim, não assista como documentário de ciência.

  3. Achei que faltaram alguns filmes bem significativos na lista, tais como Morte em Veneza de Luchino Visconti, O Anjo Exterminador e O discreto charme da Burguesia de Bunnuel. Também tiraria alguns, mas concordo com grande parte dos citados

  4. Ilha do medo, Quando do Nietzche chorou, Réquiem for a dream, crush no limite, todos estes faltaram, porém deixar de tora Clube da luta é um pecado mortal!

  5. Tem pouco buñuel, antonioni, lynch e lars von trier, faltou alain resnais, faltou alejandro jodorowsky. Mas tem muita coisa boa

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