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Existencialismo em 50 Filmes – Parte 1

Existencialismo em 50 Filmes – Parte 1

Existencialismo é um termo aplicado a uma escola de filósofos dos séculos XIX e XX que, apesar de possuir profundas diferenças em termos de doutrinas, partilhavam a crença que o pensamento filosófico começa com o sujeito humano, não meramente o sujeito pensante, mas as suas ações, sentimentos e a vivência de um ser humano individual. No existencialismo, o ponto de partida do indivíduo é caracterizado pelo que se tem designado por “atitude existencial”, ou uma sensação de desorientação e confusão face a um mundo aparentemente sem sentido e absurdo. Muitos existencialistas também viam as filosofias acadêmicas e sistematizadas, no estilo e conteúdo, como sendo muito abstratas e longínquas das experiências humanas concretas.

Um filme existencial é aquele que lida com um mundo e / ou uma vida que é desprovida de qualquer sentido pré-determinado, regras ou justiça. Muitas vezes trata de uma luta confusa para encontrar significado pessoal. Estes são os filmes que nos forçam a olhar para a vida e ver que temos uma escolha para abraçar.  Fazer nossas próprias escolhas de acordo com a nossa própria consciência livre-arbítrio, ou talvez tomar o caminho mais fácil e deixar a sociedade em torno de nós ditar nossa breve existência. Ou, talvez, não temos uma escolha, mas somos obrigados a tornar-se dolorosamente conscientes desta futilidade. A única opção seria a abraçar esta verdade e rir do absurdo de tudo isso.(tasteofcinema)


1 – Nu (Mike Leigh, 1993)

O filme é uma obra em movimento. David Thewlis interpreta um homem sem lar e sem perspectivas que estupra uma mulher e foge, invadindo e mudando os rumos das vidas de várias pessoas que encontra. Thewlis vira carrasco, bálsamo, incitador, vítima, dependendo de quem cruza seu caminho. Parece um anjo/demônio boêmio que vem para provocar reações. Sua rudeza com uma mulher de meia-idade que se exibe na janela contrasta com seus conselhos metafísicos para o vigilante que a olha. Nu despe o espectador de qualquer procura por coerência narrativa. O que importa aqui é investigar almas.


2 – Viver a Vida (Jean-Luc Godard, 1962)

Nana (Anna Karina) é uma jovem que abandona o seu marido e o seu filho para iniciar sua carreira como atriz. Para financiar sua nova vida começa a trabalhar numa loja de discos, mas não ganha muito dinheiro. Como não consegue pagar o aluguel, Nana é expulsa de casa e decide virar prostituta. No primeiro dia que começa a trabalhar na rua, reencontra Yvette (Guylaine Schlumberger), uma velha amiga que lhe confessa que também se prostitui por necessidade. Yvette lhe apresentará a Raoul (Saddy Rebot), que se converterá em seu cafetão. A partir desse momento, Nana irá introduzindo-se progressivamente no mundo da prostituição.


3 – Face a Face (Ingmar Bergman, 1976)

Jenny Isaksson (Liv Ullmann) é uma psiquiatra casada, que é assombrada por visões de uma velha e passa a sofrer uma profunda depressão. Na procura desesperada de fugir deste pesadelo ela tem um caso com Tomas Jacobi (Erland Josephson), um médico casado. Isto só serve para provocar nela uma crise histérica e, quando tem novas alucinações com a velha mulher, ela tenta suicídio. Enquanto está entre a vida e a morte ela imagina ver todas as pessoas que tiveram alguma influência em sua vida. Quando está se recuperando ela consegue entender quem é a velha senhora e por qual motivo provoca tanto sofrimento.


4 – O Porco Espinho (Mona Achache, 2009)

Paloma é uma menina séria e inteligente de 11 anos, decidida a se matar em seu décimo-segundo aniversário. Fascinada por arte e filosofia, a menina passa o dia filmando seu cotidiano, a fim de fazer um documentário. À medida que a data de seu aniversário se aproxima, ela conhece pessoas que a fazem questionar sua visão pessimista do mundo.


5 –  Morangos Silvestres (Ingmar Bergman, 1957)

A caminho de uma cerimônia de premiação numa universidade, um médico é assediado por situações e personagens que o conduzem a um mergulho em sua vida pregressa.


6 – Amor (Michael Haneke, 2012)

Estrelado por dois ícones do cinema francês – Emmanuelle Riva, 85 anos, e Jean-Louis Trintignant, 81, “Amour” trata da relação de um casal de idosos que tem de lidar com a proximidade da morte.


7 – O Espelho (Andrei Tarkovsky, 1975)

Um homem em seus últimos dias de vida relembra o passado. Entre as memórias pessoais da infância e adolescência, da mãe, da Segunda Guerra Mundial e de um doloroso divórcio, estão também momentos que contam a história da Rússia numa mistura de flashbacks, tomadas históricas e poesia original.


8 – Sonata de Outono (Ingmar Bergman, 1978)

Uma pianista visita a filha no interior da Noruega. A mãe é uma artista de renome internacional, mas a filha é tímida e deprimida. O encontro das duas é tenso, marcado por lembranças do passado e revela uma relação repleta de rancor, ressentimentos e cobranças.


9 – Trinta Anos Esta Noite (Louis Malle, 1963)

O filme narra dois dias na vida de Alain Leroy, um homem angustiado e perdido, que deixava um hospital, onde fazia um tratamento contra o alcoolismo. Sua amante Lydia tenta ajudá-lo quando ele volta a Paris. Alain percorre bares e procura velhos amigos, em uma busca de si mesmo na reconstituição do passado.


10 – Os Incompreendidos (François Truffaut, 1959)

Os Incompreendidos (Les quatre cents coups) é um filme francês de 1959, do gênero drama, dirigido por François Truffaut. O filme narra a história do jovem parisiense Antoine Doinel, um garoto de 14 anos que se rebela contra o autoritarismo na escola e o desprezo dos pais Gilberte e Julien Doinel. Rejeitado, Doinel passa a faltar as aulas para freqüentar cinemas ou brincar com os amigos, principalmente René. Com o passar do tempo, as censuras o direcionarão, vivenciará descobertas e cometerá delitos em busca de atenção.

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