20 filmes essenciais do cinema africano

20 filmes essenciais do cinema africano

O cinema africano levantam uma variedades de tópicos, desde o passado às relações atuais do estado moderno. As imagens mostradas na maioria dos filmes são partes de um história grandiosa construída em camadas de analogias, metáforas e eventos sociais.

Filmes africanos serão sempre contemplados como arquivos valiosos da memória, conhecimento e sabedoria. Que vale a pena preservar, reinterpretar e estudar. Aqui vai uma lista com 20 filmes africanos.


20 –  El Haram (Burkina Faso, Henry Barakat, 1965)

Adaptado do romance de Youssef Idriss, o filme lida com o sofrimento dos trabalhadores agrícolas migrantes, cujas vidas são precárias, uma vez que eles são apenas contratados em certas épocas do ano.

el haram


19 –  Samba Traoré (Burkina Faso, Idrissa Ouedraogo, 1992)

Samba foge para sua aldeia, depois de um assalto a um posto de gasolina. O amigo morre num tiroteio. Samba escapa com o dinheiro, mas perde a paz. Ele conhece Saratou. Os dois passam a viver juntos, dando apoio um ao outro, na tentativa de esquecer o passado. Saratou tem um filho de dez anos, Ali, de um homem a quem abandonou. Salif, um amigo de infância, e sua mulher Binta, testemunham o ato de desespero de Samba de se livrar de seus pecados.

Samba-Traore


18 – Finye (Mali, Souleymane Cissé, 1982)

Dois adolescentes malinenses, Bah e Batrou, oriundos de classes sociais diferentes, se encontram no liceu. Bah é o descendente de um grande chefe tradicional. O pai de Batrou, governador militar, representa o novo poder. Ambos os adolescentes pertecem a uma geração que recusa a ordem estabelecida e põe em questão a sociedade.

Finye


17 – Buud Yam (Burkina Faso, Gaston Kaboré, 1997)

Wend Kuuni foi encontrado quase morto na selva quando criança e adotado por uma família. Apesar de ter sido aceito pela comunidade da aldeia, continua a ser tratado como um forasteiro. A vida em família decorre serena até o dia em que Poghnéré, sua irmã adotiva, fica gravemente doente. Wend Kuuni parte em busca de um curandeiro lendário para salvar sua irmã da morte. Sai então de sua aldeia adotiva e começa uma jornada de iniciação que o conduzirá rumo às próprias raízes.

Buud Yam


16 – Ceddo (Senegal, Ousmane Sembène, 1976)

Este filme documenta através de uma personagem feminina as incursões colonizadoras do Islão e da Europa na sociedade africana. Ceddo, talvez o filme mais ousado de toda a filmografia de Sembene, retrata a luta pela resistência da cultura e das tradições africanas.

Ceddo


15 –  Hienas (Senegal, Djibril Diop Mambéty, 1992)

O filme detalha todos os sentimentos que vem do amor e vingança junto com um olhar satírico no consumismo e neocolonialismo na África. Lida com a vida do lado de fora de uma grande cidade, o filme se passa em uma aldeia remanso que já viveu dias melhores. O filme é uma adaptação da peça de Friedrich Durrenmatt. A história é sobre uma mulher que foi forçada a deixar a cidade e retorna para reivindicar sua vingança contra o homem que foi a fonte de seus problemas.

hyenas


14 –  Sankofa (Burkina Faso, Haile Gerima, 1993)

Um tortuoso regresso à época da escravidão do ponto de vista do povo africano.

sankofa


13 – A Negra de… (Senegal, Ousmane Sembène, 1966)

Uma imigrante senegalesa torna-se empregada doméstica de uma família burguesa de França e relembra com dor os eventos que a levaram até o antigo país colonizador.

La Noire De


12 –  Yaaba – O Amor Silencioso (Burkina Faso, Idrissa Ouedraogo, 1989)

Bila, um menino de dez anos, observa a vida de sua aldeia More, na África. Ele faz amizade com uma anciã que a comunidade acusa de feitiçaria. Pouco a pouco, nasce uma cumplicidade entre eles.

Yaaba


11 – Bamako (Mauritânia, Abderrahmane Sissako, 2006)

Bamako toca em uma profunda questão no que diz respeito aos poderes da ficção e sua relação com o mundo. Grande parte dos filmes engajados trabalha freqüentemente na chave da reação (no sentido nietzschiano do termo), da denúncia das injustiças, na reconstituição de acontecimentos, em toda uma estrutura que geralmente denota a falência da ficção em prol de um verismo desanimador. Nada disso em Abderrahmane Sissako, nada disso em Bamako: vemos aqui uma verdadeira prova de resistência, de confiança nos poderes da ficção não só para chamar a atenção daquilo que impede de viver (a fome, a pobreza, a privatização, a impotência diante dos efeitos da globalização nos países pobres), mas principalmente na vida que existe e persiste ao largo de tudo isso, na beleza de um sorriso ou de um canto que brota mesmo na penúria. Essa vitória funciona tanto no poder da ficção em relação aos problemas do mundo quanto no poder da vida em relação aos poderes que acossam e oprimem o povo africano. Ao fazer um somatório das mazelas que assolam os países da África, Bamako consegue inverter a lógica do tabuleiro e nos dá um verdadeiro testemunho sobre aqueles que teimam em insistir vivendo. Essa operação de subversão é algo que apenas muito poucos conseguem realizar.

Bamako

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