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21 filmes poéticos que você precisa ver

21 filmes poéticos que você precisa ver

Cinema poético é um termo que se ramifica em um vasto território. A própria poesia é uma monstruosidade abrangente de conceitos e estética em favor da experiência imediata e imersão.

Um cinema de poesia, em seguida, poderia utilizar o éter caótico de sonho / memória, renunciar a consistência espaço-tempo, complexos gestos humanos diários ou fornecer um senso de urgência visuais imersiva

De Taste Of Cinema


1. O Espelho (1975, Andrei Tarkovsky)

Um homem em seus últimos dias de vida relembra o passado. Entre as memórias pessoais da infância e adolescência, da mãe, da Segunda Guerra Mundial e de um doloroso divórcio, estão também momentos que contam a história da Rússia numa mistura de flashbacks, tomadas históricas e poesia original.

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2. O Corredor (1995, Sharunas Barthas)

Uma série de rostos, de gestos, de imagens mentais ou reais, e depois, a pouco e pouco, uma comunidade retoma forma, a dança ressurge.
A banda sonora, curiosa mistura de barulhos surdos e de música longíqua, está onipresente, como um rumor que envolve os corpos, que explica a sua origem.


3. O Vento Nos Levará(1999, Abbas Kiarostami)

Munido de câmera fotográfica e telefone celular, um estrangeiro no Irã profundo é tratado pelos moradores da vila de casas de barro Siah Dareh, no Curdistão iraniano, como o “engenheiro”. No entanto, ele não chegou de Teerã a serviço da engenharia, mas da espera. O real motivo da viagem é uma anciã à beira da morte.

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4. A Cor da Romã (1969, Sergei Parajanov)

Biografia estilizada do poeta e trovador Sayat Nova do século 18. Descreve a vida do poeta em oito seções, da infância à morte, rica em seus simbolismos sacros e seculares.

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5. Luz Depois das Trevas ( (2012, Carlos Reygadas)

Ao deixarem a vida urbana da Cidade do México rumo a um novo lar no interior do país, Juan e sua família devem se adaptar a um local onde a vida é compreendida de uma forma diferente da conhecida por eles. Entre o sofrimento e o prazer, estes dois mundos distintos coexistem. Resta saber se se complementam ou lutam inconscientemente pela eliminação um do outro. Carlos Reygadas partiu de suas memórias, medos, sonhos e esperanças para contar uma nova história, mesclando fatos reais e ficcionais.


6. Touki Bouki (1973, Djibril Diop Mambety)

“Paris, Paris”, sussura Joséphine Baker na banda sonora. Através de um belo atalho, a canção introduz o assunto do filme, a estranha dupla atração/repulsa que exerce a “cidade das luzes” sobre a geração africana pós-independências: atração pela capital (as palavras), recusa da assimilação. Os dois protagonistas vivem à margem: em Dakar. Ao sabor da corrente tentam reunir por todos os meios (roubos, prostituição) o dinheiro que lhes permitirá chegar a Paris.

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7. Landscape Suicide (1987, James Benning)

O cineasta James Benning documenta dois notórios casos criminais a fim de provar a sua tese de que as paisagens que nos cercam influenciam sutilmente o nosso comportamento e a maneira que vemos o mundo neste docudrama experimental.


8. Juventude em Marcha (2006, Pedro Costa)

Ventura, um operário cabo-verdiano que mora no subúrbio de Lisboa, é subitamente abandonado pela sua esposa Clotilde. Ele sente-se perdido entre o velho quarteirão no qual passou seus últimos 34 anos e seu novo endereço num prédio de baixo custo, recentemente construído num conjunto habitacional. Todas as pobres almas que ele ali encontra parecem se tornar seus próprios filhos. Os cenários são as ruínas do bairro cabo-verdiano de Fontainhas, no noroeste de Lisboa, e o novo bairro Casal da Boba, construído pelo governo nos terrenos da maior lixeira do país.


9. Tramas do Entardecer (1943, Maya Deren & Alexander Hammid)

A narrativa do filme é circular, e repete uma série de imagens simbólicas psicologicamente, incluindo uma flor em uma calçada longa, uma chave de queda, uma porta aberta, uma faca em um pedaço de pão, um misterioso figura camuflada com um espelho de um rosto, um telefone do gancho e um oceano.

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10. Vida sem Destino (1997, Harmony Korine)

Do autor de “Kids”, Harmony Korine, o filme traz a mesma visão realista sobre um grupo de adolescentes perdidos e o mundo tragicamente vazio em que vivem. O cenário é uma cidadezinha, devastada por um furacão. O foco é uma dupla de garotos que passa os dias à toa cheirando cola e matando gatos para vender.


11. Fata Morgana (1971, Werner Herzog)

O filme ficou, durante algum tempo, engavetado, mostrado apenas para alguns amigos. Um filme repleto de plasticidades (sem fazer dessas o grande mote), poético e ao mesmo tempo chocante em seu transe de sons, cores e efeitos.

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