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15 filmes mudos que mudaram a história do cinema

15 filmes mudos que mudaram a história do cinema

De muitas maneiras, filmes mudos eram quase uma forma mais pura de cinema do que as imagens sonoras que são feitas hoje. Um filme mudo bem trabalhado, utilizando apenas imagens e música, cria algo quase mágico, que muitas vezes se conecta em mais níveis do que faz aquele que usa lotes de diálogo para o mesmo efeito. Claro, todos nós sabemos que os filmes falados venceram no final, mas isso não significa que os filmes mudos não eram artisticamente satisfatórios ou importante. Na verdade, muito da língua e da técnica usada no cinema moderno foi criada na Era silenciosa e muitos dos filmes mais ricos e mais gratificantes já feitos saiu durante o período.

Pode-se dizer que a era do cinema mudo foi o prólogo nas páginas da história do cinema, mas muitos dos melhores filmes mudos ainda são vigiados, estudado, e elogiados ainda hoje. Os quinze filmes abaixo ajudaram a definir o cenário para filmes posteriores.


15. O Nascimento de uma Nação ( D.W. Griffith, 1915)

Dois irmãos da família Stoneman visitam os Cameron em Piedmont, Carolina do Sul. Esta amizade é afetada com a Guerra Civil, pois os Cameron se alistam no exército Confederado enquanto os Stoneman se unem às forças da União. São retratadas as conseqüências da guerra na vida destas duas famílias e as conexões com os principiais acontecimentos históricos, como o crescimento da Guerra da Secessão, o assassinato de Lincoln e o nascimento da Ku Klux Klan.


14. Intolerância (D.W. Griffith, 1916)

O filme mostra quatro histórias que contam casos de intolerância: na Babilônia; na França, durante o massacre da noite de São Bartolomeu; na Judéia, na época da crucificação de Cristo; e nos Estados Unidos na época em que o filme foi realizado, sendo que as histórias são interligadas pela dramatização de um poema de Walt Whitman.


13. O Gabinete do Dr. Caligari (Robert Wiene, 1920)

Num pequeno vilarejo da fronteira holandesa, um misterioso hipnotizador, Dr. Caligari (Krauss), chega acompanhado do sonâmbulo Cesare (Veidit) que, supostamente, estaria adormecido por 23 anos. À noite, Cesare perambula pela cidade, concretizando as previsões funestas do seu mestre, o Dr. Caligari.


12. O Garoto (Charlie Chaplin, 1921)

Uma mãe solteira deixa um hospital de caridade com seu filho recém-nascido. A mãe percebe que ela não pode dar para seu filho todo o cuidado que ele precisa, assim ela prende um bilhete junto a criança, pedindo que quem o achar cuide e ame o seu bebê, e o deixa no banco de trás de um luxuoso carro. Entretanto, o veículo é roubado por dois ladrões, que quando descobrem o bebê o abandonam no fundo de uma ruela. Sem saber de nada um vagabundo faz o seu passeio matinal e encontra o bebê. Inicialmente ele quer se livrar da criança, mas diversos fatores sempre o impedem e gradativamente ele passa a amá-lo. Paralelamente a mãe se arrepende e tenta reencontrar seu filho, mas quando descobre que o carro foi roubado tem um choque, pois muito provavelmente ela nunca mais verá sua criança.


11. Nosferatu (F.W. Murnau, 1922)

Hutter, agente imobiliário, viaja até os Montes Cárpatos para vender um castelo no Mar Báltico cujo proprietário é o excêntrico conde Graf Orlock, que na verdade é um milenar vampiro que, buscando poder, se muda para Bremen, Alemanha, espalhando o terror na região. Curiosamente quem pode reverter esta situação é Ellen, a esposa de Hutter, pois Orlock, está atraído por ela.

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  1. Olá, Guilherme.

    Ótima lista.
    Mas, como toda lista, nunca vai conseguir incluir tudo (e nem se propõe a isso, evidentemente).
    Assim sendo, gostaria de contribuir citando vários outros mudos que eu acho tão relevantes quanto os 15 citados por você (mas talvez um pouco menos badalados):

    Do Chaplin:
    Em Busca do Ouro (1925)
    O Circo (1928)

    De Abel Gance:
    Napoleon (1927)
    J’Accusé (1919)
    A Roda (La Roue, 1923)

    De King Vidor:
    The Big Parade (1925)
    A Turba (1928)

    De Fritz Lang:
    A Morte Cansada (1921)
    Spione (1928)
    A Mulher na Lua (1929)

    Buster Keaton:
    Sherlock Jr. (1924)
    Nossa Hospitalidade (1923)

    Harold Lloyd:
    O Homem Mosca (Safety Last, 1923)
    Hot Water (1924)
    Kid Brother (1927)

    Do Hitchcock:
    The Lodger (o primeiro thriller hitchcockiano, agora restaurado pelo British Film Institute)
    O Ilhéu (The Manxman, 1929, o último filme mudo de Hitchcock, uma grande obra pouco conhecida)

    Do Murnau:

    Fausto (1926)
    O Pão Nosso de Cada Dia / City Girl (1929)
    Tabu (1931)

    De G. W. Pabst:
    Diário de Uma Garota Perdida (1929)
    Inferno Branco no Piz Palu (1929, co-dirigido por Pabst e Arnold Franck)

    De Robert Flaherty (documentarista):
    Nanook, o Esquimó (1922)

    De Alexander Dovzhenko:
    Terra (1930)
    Arsenal (1928)

    Carl Dreyer:
    Mikael (1924)

    Ozu:
    Meninos de Tóquio (1932)

    Anthony Asquith:
    A Cottage on Dartmoor (1929)

  2. Uma lista sobre filmes mudos não pode ser completa se não citar A Carruagem Fantasma (Körkarlen), de 1921.

  3. Só acho que além da sinopse deveria ter um comentário falando o que o filme revolucionou.
    Mas de resto Parabéns pela lista.
    Abraço

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