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Cute Love WTF

Filmes cruéis demais para serem vistos rapidamente

Pra mim filme bom é filme que te faz sentir. Filme que acaba e te deixa um tempinho olhando pro nada digerindo todos os socos no estômago que tu levou. Os filmes não estão em ordem de importância e minha intenção não foi trazer os clássicos filmes com cachorros ou tragédias. Nessa listinha separei alguns filmes que me tocaram bastante e que me ajudaram a compreender ou refletir sobre a vida e suas nuances. Alguns estão entre meus favoritos, mas eu já tenho o emocional destruído por 13 temporadas de Grey’s Anatomy.

1. Elena (Petra Costa) 

Começando por esse Filmão Da Porra™ que é dirigido por essa Mulherão Da Porra™ que é Petra Costa. Elena é um dos filmes mais sensíveis que já vi, sério! Toca lá no fundo e te deixa abismado de tão lindo que é. O filme fala sobre a vida, a arte, as relações e principalmente sobre a busca pela própria identidade. E o melhor de tudo sabe o que é? É um filme nacional! (sim, tenho a obrigação moral de enaltecer o cinema nacional sempre que possível). É filme brasileiro dirigido por mulher brasileira e é lindo demais. Optei por mostrar uma das minhas cenas preferidas dessa obra-prima invés do trailer pra tentar adicionar o elemento surpresa aos vários outros sentimentos que esse filme passa. ❤

 

2. Closer — Perto Demais (Mike Nichols)

Lembro de assistir esse filme quando era um pouco mais novo e achar um filmezinho chato e devagar, sem muita emoção a passar. Não o entendia muito bem mas quando tive a oportunidade de revê-lo, virou logo um dos meus preferidos. Closer trata sobre relacionamentos de uma forma muito madura e sincera, mostrando as singularidades das relações intra-e-inter-pessoal. Além de marcante é um filme muito bem feito, o que dizer da cena inicial e da final ao som de The Blower’s Daughter??? E o filme ainda conta com a Natalie Portman num papel foda que rendeu até indicação ao Oscar.

 

3. Túmulo dos Vaga-lumes (Isao Takahata)

Ainda me é muito viva a lembrança da primeira vez que assisti um filme do Studio Ghibli, o Castelo Animado. Lembro de ficar encantado com o universo do filme e procurar assistir e saber mais sobre as outras produções do Studio. Depois de passar por outros clássicos como A Viagem de Chihiro e Totoro, me deparei com Túmulo dos Vaga-lumes. Que tiro! Como eu tava acostumado com os filmes do Studio dirigidos pelo Miyazaki foi uma surpresa quando me deparei com uma história tão triste e crua, como é em O Túmulo dos Vaga-lumes. A história se passa no Japão durante os conflitos da Segunda Guerra e mostra a situação das vítimas de bombardeios, em especial a história de dois irmãos. É um filme que deixa exposta a dor de uma situação real de uma forma muito sensível e me fez refletir bastante sobre o quão incrédula é a ideia de que isso tenha acontecido há menos de um século atrás.

 

4. Dançando no Escuro (Lars Von Trier)

Um filme musical atuado pela Björk e dirigido por Lars Von Trier foi uma ideia muito doida que deu certo pra caramba. Pra mim, Lars é mestre em transmitir sentimento e, principalmente em Dançando No Escuro, consegue nos passar tudo que a protagonista sente. O filme conta a história de uma mãe solteira portadora de uma doença hereditária na visão que trabalha duro pra juntar dinheiro e impedir que o filho venha a sofrer da mesma doença. A história é cheia de reviravoltas e cruel, diga-se de passagem. Apesar de aparentemente Björk não ter curtido muito trabalhar com o Lars, a atuação dela é maravilhosa! Vale muito a pena assistir.

 

5. Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças (Michel Gondry)

Na mesma pegada de Closer, Brilho Eterno de uma Mente sem Lembrança também fala sobre relacionamentos e suas fragilidades. De uma forma confusa para alguns e esclarecedora para outros, o filme conta a história de Joel e Clementine, que após um término de namoro resolvem passar por um experimento onde são apagada as memórias afetivas um do outro. O filme é muito delicado em mostrar o sentimento individual dos personagens e como cada um lida com eles dentro de uma relação. O filme é maravilhoso e não tem problema nenhum procurar videos no youtube pra entender ele depois.

 

Bônus: Lost In Translation + Her

Você sabe o que Lost In Translation e Her tem em comum? Ambos falam sobre relacionamentos e sua fragilidades, sobre solidão e frustrações. Mas não é só isso não. Apesar da diferença de dez anos, os filmes se comunicam. Sim! “Lost in Translation” (2003), escrito e dirigido por Sofia Coppola, e “Her” (2013), escrito e dirigido por Spike Jonze retratam perspectivas sobre o fim do relacionamento entre os dois diretores, que foram casados de 1999 ate 2003. Em Lost In Translation vemos uma protagonista que enfrente a solidão de um relacionamento e a descoberta de novas experiências enquanto em Her, lançado dez anos depois, nos é mostrado uma visão já amadurecida sobre a relação. Individualmente os dois filmes são de uma sensibilidade enorme e dentro do contexto em que ambos foram produzidos a carga emocional fica ainda maior.

Essa é a primeira lista criada por mim aqui no Cinetoscópio se tu gostou deixa um comentariozinho, vem de zap, vamo conversa!!! <3 

Written by Matheus Pastorini

Matheus, 20 anos Santa Maria RS. Apaixonado por cinema e tudo que envolva arte. @mthspstrn no twitter e instagram. 👽

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  1. 100sacional!!!!
    quero muito ver Elena há um tempo, mas ficava adiando. agora, depois de ver ele aqui no meio desses outros filmes lindões, deu o empurrão que eu precisava.

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