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Love

Chance – Amélie Poulain

A seção Chance relata a experiência de rever um filme que você não havia curtido na primeira vez, dando uma chance para o mesmo!
E sim… Eu não havia gostado de Amelie ㋡ (não me julguem!), mas resolvi dar uma chance ao filme!

Confira abaixo!


Bem, parece que foi ontem que me descobri cinéfilo (lá para meados de 2009) e comecei a ver todos os filmes cults que estavam na boca do povo.

Me indicaram o tal do O Fabuloso Destino de Amélie Poulain, de Jean-Pierre Jeunet (2001).

Eu não era lá fã de comedias românticas, então fui ver o filme já com um pé atrás (erroneamente).

Aquelas fotografias maravilhosas exageradas não me chamaram muito a atenção e a narrativa não captou o meu interesse nos primeiros minutos, fazendo o filme não fluir como deveria.

Lembro ainda que na época eu assisti ao combo 500 Dias com Ela + Amélie na mesma semana, o que pode ter me ajudado a formular uma opinião fraca com base na de que os dois filmes eram bem parecidos.

Odiei.
Mas calma! Isso foi há anos atrás…

Esse ano resolvi dar uma segunda chance para o filme.
Até porque eu não sou o mesmo idiota insensível de tempos atrás.

No começo do filme, já soltei boas risadas com toda aquela narrativa meio nonsense de quando ela era criança junto com todos aqueles pequenos detalhes/características cômicas dos personagens (e claro… imaginei como seria o meu…

Felipe não gosta de:
Escrever mensagens de aniversário para pessoas não próximas
Falar sobre como o tempo esfriou hoje
Comer em restaurante por quilo de domingo

Felipe gosta de:
Ficar descalço com os pés esticados no sol
Arrumar os livros na estante da esquerda para direita sendo os mais grossos os primeiros
Prestar atenção no som do baixo de qualquer música que estiver tocando
FAÇA O SEU NOS COMMENTS!!)

Durante a construção do filme, consegui me enxergar na Amélie, nessa vontade lá de dentro de tentar ajudar o mundo ao mesmo tempo que nem tem tempo para si mesma, e essa identificação com a personagem que eu não tive em 2009 fez toda a diferença no decorrer da película.

Se é para falar da estética, as cores e realces ajudaram totalmente a manter a atmosfera good vibe do filme, como por exemplo o vermelho sempre presente indicando o amor que Amélie buscava.
A fotografia muito bem elaborada por Bruno Delbonnel com sua simetria também foi primordial para a harmonia das cores, nos transportando para uma Paris profundamente bela.

Além disso, Audrey Tautou fez o filme ficar extremamente leve e fino (assim como em seu teste), mostrando que não poderia ser substituída por nenhuma outra atriz para manter o alto nível do longa.

O amor retratado no filme, seja nos pequenos gestos, como nas demonstrações de afeto, faz a gente se render e entender como Amélie se sentia perante a todas aquelas situações (inclusive quando ela decide se vingar do dono da mercearia).

Quando ela decide ajudar o mundo com seus pequenos atos, senti uma leveza indescritível. O otimismo do longa fez eu até chorar igual a um bebê me emocionar naquela cena em que ela atravessa o homem cego sem receber confetes ou qualquer recompensa pela ação. Só o amor pelo o amor.

Eu que cada vez mais curto essas questões de autoconhecimento e evolução, vi em Amélie uma tentativa de fazer um mundo melhor, onde há oportunidades sim de fazê-lo ser um lugar incrível para todos!
Amélie é o amor em tempos de cólera, é o John apaixonado de Admirável Mundo Novo, é a inocência tênue retratada em uma Paris colorida e sonhadora!

Bem, ao terminar o filme, a gente meio que vê a vida com outros olhos, né?
Fazendo aquele latente sussurrar lá no fundo…
Fazendo a gente acreditar!

Pois é… Amélie Poulain sempre foi poesia.
Porém, eu era apenas verso.
Ainda bem que cresci.
Ainda bem…

Written by Felipe Yuzo

Aquela dose de alma na penumbra diária.

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