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Cute Love OMG Win

Você sabe o que é uma Manic Pixie Dream Girl?

Vou começar esse texto fazendo uma confissão: sim, eu já fui apaixonado por Summer Finn.

Lembro da primeira vez em que assisti 500 Days Of Summer, no auge dos meus treze ou quatorze anos. Lembro de ficar tão encantando quanto Tom pela personagem legal demais que ouve Smiths e é engraçada e de ficar levemente chateado pelos dois não ficarem juntos no final. Nunca achei que a Summer fosse a vilã da história ou algo do tipo mas, poxa Summer, o Tom era tão lega! Passando o tempo assisti o filme mais algumas vezes, cada vez com um entendimento diferente sobre a história e chegando a conclusão de que a Summer é uma mulher normal, com personalidade e características próprias que não são muito bem exploradas ao longo do filme. O que nos é mostrado são apenas idealizações que partem do personagem principal. O termo Manic Pixie Dream Girls surge pela análise desse tipo de personagem, geralmente feminino e com uma vibezinha indie cativante mas que acabam servindo apenas de apoio para o protagonista da história, geralmente masculino. Ao longo da lista serão mostradas outras personagens que se encaixam no termo, sem a intenção de glamorização das mesmas mas sim de apresentar outro ponto de vista sobre suas histórias.

 

1 – Summer Finn (500 Days Of Summer)

Como falado na introdução, Summer Finn definitivamente é o melhor exemplo pro termo Manic Pixie Dream Girl. O filme começa com um aviso: “isso não é uma história de amor.” Um narrador nos apresenta dois personagens, Summer e Tom. Cada um com personalidades únicas e com histórias diferentes. Tom é aquele cara que queria ser artista mas acabou frustrado num trabalho qualquer ouvindo uma banda post-punk no fone de ouvido. Já Summer nos é apresentada como uma personagem instigante, com uma personalidade diferente e legalzona, o que passa a chamar atenção de Tom, que sente sua vida parada e sem emoção. Os dois se relacionam e expectativas são criadas e não supridas. O filme nos mostra essa relação na perspectiva de Tom e a partir disso, todas as impressões que temos de Summer partem de suas idealizações, o que pode nos fazer pensar que ela é a “vilã” da história. O filme acaba realmente não sendo uma história de amor, não devido a forma como os dois se relacionaram mas sim porque em uma relação de amor é essencial deixar o outro ser como se é, o entendendo sem a interferência de idealizações pessoais.

 

2 – Penny Lane (Almost Famous)

Almost Famous é um filme de 2000 e nos conta a história de um adolescente de 15 anos que tem a oportunidade de viajar com uma banda de rock trabalhando como repórter para uma revista nos ano 70. Durante o desenvolvimento do protagonista nos é apresentado a personagem Penny Lane, interpretada por Kate Hudson. Penny Lane cumpre os requisitos de uma MDPG: uma personalidade não muito real mas instigante que serve de apoio e incentivo ao desenvolvimento do personagem principal. Penny Lane acaba sendo então idealizada (por um menino com 15 anos) de uma forma fantasiosa, sempre carismática pregando ideais de liberdade e amor mas que não transmite muita realidade, como se fosse um personagem de si mesmo.

 

3 – Sam (Garden State)

Garden State conta a história de Andrew Largeman, um cara melancólico e introspectivo aspirante a ator que ao voltar para sua cidade natal passa a enfrentar os fantasmas do passado. A personagem Sam, interpretada por Natalie Portman, surge da necessidade de contraponto à personalidade fria e cinza do protagonista, que passa a ver uma vida mais colorida ao se relacionar com Sam. Pouco se sabe sobre a história da personagem, para o publico ela passa a ser apenas uma coleção de peculiaridades, engraçada e sexy.

 

4 – Claire Colburn (Elizabethtown)

Por possuir uma personalidade deslumbrante e ao mesmo tempo superficial criada a partir da “sensibilidade” de diretores e roteiristas, Claire Colburn foi a personagem que levou o crítico de cinema Nathan Rabin a criar o termo manic pixie dream girl. Em Elizabethtown, a personagem de Kirsten Dunst tem o papel único e exclusivo de aquecer o coração e reajustar as atitudes do personagem principal, o ensinando uma lição de vida.

 

5 – Jane (Breaking Bad)

Apesar de menos comum as MPDG também aparecem em séries de tv, como é o caso de Jane em Breaking Bad. Mesmo com o decorrer da série pouco ficamos sabendo sobre a vida de Jane além da sua “personalidade peculiar” e seu amor por arte. A personagem acaba morrendo antes de termos a possibilidade de conhece-la melhor, cumprindo apenas o papel de suporte a um dos personagens principais.

 

A intenção dessa lista é apenas levantar um debate que nos faça pensar sobre o papel de alguns personagens muito queridos e entender o porque do seu desenvolvimento (ou da falta dele). Nenhuma opinião presente é considerada universal e partem do meu ponto de vista. Concorda, discorda, conhece outras personagens? Deixa um comentário! Vou amar saber.

Written by Matheus Pastorini

Matheus, 20 anos Santa Maria RS. Apaixonado por cinema e tudo que envolva arte. @mthspstrn no twitter e instagram. 👽

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