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10 filmes para conhecer o A24

Uma oportunidade de conhecer aquele estúdio que só tem feito coisa boa!

O A24 é uma empresa nova dentro da grandiosa Hollywood. Suas produções começaram a aparecer em 2013, sendo o A Glimpse Inside the mind of Charles Swan III o primeiro filme e Moonlight sua produção mais conhecida, após receber o Oscar de melhor filme. Seu surgimento aconteceu em Nova Iorque, e não em Los Angeles como seria esperado, e foi fundado pelos amigos Daniel Katz, David Fenkel e John Hodges. O que diferencia esse estúdio dos demais é sua oferta de maior liberdade criativa para os seus realizadores. Em uma realidade de grandes corporações do cinema que influenciam cada vez mais nas decisões dentro de muitos filmes, ter um estúdio relativamente menor e que não oferece resistência por questões mercadológicas é um grande passo. É uma maneira de tornar Hollywood melhor. Foi graças a pouca intromissão da empresa que diretores, diretoras, atores e atrizes puderam entregar resultados que talvez não fossem possíveis se houvesse influências exteriores.

Para conhecer um pouco melhor o que o estúdio faz, separamos dez de seus filmes que valem muito a pena serem vistos. Eles estão listados abaixo sem ordem de preferência ou de mérito por seu resultado.

10 – Free Fire (2017)

O filme se ambienta na década de 1970 e acompanha o encontro de duas gangues numa noite de negociação. A transação dá errado e se incia uma verdadeira guerra dentro de um grande armazém. Contando com um ótimo ritmo, personagens carismáticos e humor na medida certa, Free Fire é divertido e oferece, a sua maneira, uma homenagem ao fabuloso Cães de Aluguel do Tarantino.

9 – 20th century women (2016)

Outro filme que também se ambienta na década de 1970, mas com uma temática e abordagem distinta. Trata-se do drama familiar de uma mãe tentando encontrar a melhor maneira de cuidar de seu filho, buscando dar respostas para suas dúvidas. Ambos convivem junto de duas jovens amigas que auxiliaram nessa jornada de descoberta. Um trabalho sensível, bem-humorado e imersivo no universo feminino tão plural naquela época quanto nos dias atuais.

8 – Moonlight (2016)

Ganhador do Oscar de melhor filme de 2016, Moonlight é o sensível trabalho sobre a vida de um negro no gueto de Miami. É sua jornada de autodescoberta, apresentada desde sua infância, abordando seu crescimento, até alcançar a vida adulta. Tudo isso aliado a um exercício de direção que entende o propósito de filme e o transforma numa imersão em uma realidade que muitas vezes nos parece alheia.

7 – O Lagosta (2015)

Num futuro próximo e distópico, existe uma lei proibindo que qualquer pessoa esteja solteira. Na falta de um parceiro ou parceira, os solitários são enviados para um hotel e terão 45 dias para encontrarem alguém. Se nesse período não for possível iniciar um relacionamento, os solteiros e solteiras são enviados para uma floresta a fim de viverem em sua solidão, até o dia de serem transformados em um animal como forma de punição. O problema é que o protagonista desta história, David, se apaixonou justamente dentro da floresta, o que é proibido. Um filme cativante, estranho e capaz de proporcionar reflexões a respeito das nossas relações inseridas numa sociedade que destaca seus indivíduos e sentimentos pela efemeridade.

6 – Ex-Machina (2015)

Um programador ganha um concurso e tem a oportunidade de testar uma inteligência artificial criada por um gênio bilionário. Os testes ocorrem na reclusa residência do criador e, aos poucos, a situação vai se complicando ao ponto de nem tudo ser exatamente como se parece. Uma ficção científica densa, cheia de suspense e surpresas bem elaboradas. O tipo de filme capaz de enganar grande parte do público sem ser pretensioso demais.

5 – O homem duplicado (2013)

Este é um filme sobre Adam, um professor universitário que vive entediado com sua rotina. Sua vida muda após assistir a um filme e descobrir um sósia seu. É a partir daí que ele cria uma obsessão por seu duplo ao ponto de persegui-lo em busca de respostas. Uma produção inteligente e ousada que adapta o livro homônimo do autor José Saramago. Utilizando de uma linguagem cinematográfica mais rebuscada, esse longa é um desafio de interpretação.

4 – Swiss Army Man (2016)

Hank é um homem desesperado que está prestes a se matar, mas desiste após encontrar um cadáver. O cadáver tem vontade própria e habilidades especiais que o ajudarão a superar as dificuldades, aprimorando os laços entre os dois. Uma aventura surreal, tocante e agradável, com direito a inserção de músicas contagiantes. Diferente do que se tem produzido atualmente.

3 – Green Room (2015)

Um grupo de jovens tem uma banda de punk e buscam divulgar seu trabalho sempre que possível realizando shows. Numa dessas incursões, a banda é convidada a tocar em um clube no meio da floresta de Oregon. Apesar da pouca receptividade da plateia, tudo parece ir bem até Pat, um dos integrantes, presenciar um assassinato. Um filme claustrofóbico, violento e que utiliza com precisão elementos visuais para chocar seu público. Não é um filme recomendado para quem tem estômago fraco.

2 – A Bruxa (2015)

Ambientado no século XVII, o filme acompanha uma família religiosa que se afasta da comunidade e passa a viver isolada em sua fazenda. Após o sinistro sumiço do filho mais novo, uma atmosfera aterrorizante se apossa do local e tudo leva a crer que se trata de uma obra de bruxaria envolvendo a filha mais velha. Um terror psicológico inovador e sutil, cheio de simbolismos capaz de amedrontar quem se permitir levar pelo longa.

1 – Amy (2015)

Documentário que reúne filmagens de arquivo e relata as diferentes fases da vida da cantora. Um retrato honesto e tocante que se propõe a apresentar Amy Whinehouse sem os rótulos impostos pela mídia. Comovente registro de sua ascensão e queda, na aproximação mais humana possível da estrela da música.

BÔNUS

Vale lembrar que o estúdio ainda lança outros filmes durante esse ano e que é sempre bom ficar de olho. O primeiro deles é Ao cair da noite. No longa, depois que um apocalipse misterioso deixa o mundo com poucos sobreviventes, duas famílias são forçadas a compartilhar uma casa e fazer uma incômoda aliança.

Outro filme de destaque é o A Ghost Story. Sem revelar muito sobre seu enredo, o que podemos afirmar é que este filme conta a história de um fantasma e da casa que ele assombra.

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Written by João Neto

Estudante de jornalismo, jauense, apaixonado por cinema e estranho como um personagem de Wes Anderson. Produtor de conteúdo do site Universo DC 52, crítico do PisoVelho e do Cinetoscópio.