, ,

Love


Os 21 melhores filmes dirigidos por mulheres no século 21

Mulheres incríveis que marcaram o cinema do nosso século até agora

Depois de um tempinho sumida (perdoa a demora e não desistam de mim), voltei com uma lista dos filmes que eu considero os melhores dirigidos por mulheres no século 21. Com certeza muitos filmes incríveis estão faltando nessa lista, mas estes são os que eu assisti e que gosto muito. Ah e a lista não está por ordem do melhor pro pior, nem nada do tipo, e sim em ordem de data, a partir de 2001 até 2017.

Espero que todas(os) gostem e aproveitem a lista. E se gostou ou não gostou, deixe um comentário contando pra gente!


  1. Stranger Inside (Cheryl Dunye, 2001)

    Stranger Inside é um telefilme distribuído pela HBO que narra uma relação de aproximação entre mãe e filha, quando a jovem Treasure vai para o mesmo presídio em que sua mãe se encontra. Conheci o trabalho da diretora, Cheryl Dunye, enquanto fazia a pesquisa pra lista “5 cineastas lésbicas que você deveria conhecer”, e imediatamente fui procurar os filmes da maravilhosa pra assistir, aí me apaixonei por esse. Além disso, o telefilme serviu de inspiração para a série Orange is the New Black, série original da Netflix.


  2. Lost in Translation (Sofia Coppola, 2003)

    Sou um pouco suspeita pra falar de Lost in Translation porque amo os filmes da Sofia Coppola. O filme mostra como em meio ao caos e a turbulência de Tóquio, Bob (Bill Murray) e Charlotte (Scarlett Johansson) encontram um no outro, o refúgio e a companhia que estavam buscando. Tive que ler o roteiro desse filme pra um trabalho de faculdade e me apaixonei mais ainda, amo como a diretora pensa em planos, músicas, movimentos de câmera, tudo formando um filme inesquecível e ao mesmo tempo sutil. Recomendo 100%.


  3. A vida secreta das abelhas (Gina Prince Bythewood, 2008)

    Esse é um daqueles que eu posso ver várias e várias vezes e ainda assim não me canso dele.  Além de ser um filme que derrete o coração, vale muito a principalmente porque o que diferencia o filme de tantos outros, é o olhar da diretora Gina Prince – mulher negra – sobre o racismo e questões de gênero, bem como do âmbito social.


  4. A mulher sem cabeça (Lucrecia Martel, 2008)

    Filmão com letra maiúscula daqueles que te faz ficar um tempão pensando. Planos perturbadores de uma personagem que fica quase o filme todo fora de si. E podem preparar aquela xícara de café porque o filme é bem paradão e exige atenção (sim, da primeira vez que assistir eu cochilei e tive que ver de novo).


  5. As Praias de Agnès (Agnès Varda, 2008)

    Filme quase que obrigatório pra quem é apaixonado pelo trabalho da cineasta Agnès Varda. Neste documentário autobiográfico, a cineasta belga faz uma retrospectiva dos lugares importantes de sua vida, relembrando acontecimentos que a marcaram. Além disso, ela dirigiu, roteirizou e produziu o filme. Mulherona da p****, não é mesmo?


  6. Guerra ao terror (Kathryn Bigelow, 2008)

    Em “Guerra ao Terror”, a diretora Kathryn Bigelow vem para mostrar que mulher serve para fazer filme de guerra SIM. O filme a rendeu vários prêmios do Oscar, dentre eles o de melhor direção, sendo até hoje a única mulher a ganhar nessa categoria. Já tá mais do que na hora do Oscar mudar isso, não é mesmo? Afinal de contas nessa lista estamos vendo várias mulheres talentosíssimas que merecem muito. Mas deixa isso pra problematizar em outro artigo..


  7. Precisamos falar sobre o Kevin (Lynne Ramsay, 2011)

    Esse é um daqueles filmes que vai te deixar se sentindo mal por muito tempo. Sério. Acho que nunca me recuperei e nem nunca vou me recuperar dele. O filme constrói uma tensão contínua abordando a relação de mãe e filho de uma forma muito pouco vista, além de ter um desfecho inesquecível. A fotografia e a direção de arte também merecem um destaque nesse longa onde cores, planos e detalhes significam muito.


  8. Inverno da Alma (Debra Ganik, 2010)

    Assisti esse filme logo antes de fazer a lista. Na verdade já tinha começado a lista, aí assisti ao filme e tive que o incluir. Filme maravilhoso com uma atuação impecável de Jennifer Lawrence. Imperdível para quem gosta de um bom thriller e também para quem acha que Jennifer Lawrence não é uma boa atriz. Vejam o filme e a opinião de vocês muito provavelmente vai mudar (eu espero).


  9. Tomboy (Céline Sciamma, 2011)

    Assisti esse filme no Youtube (não sei se ainda está disponível) e fui aos prantos. O filme é de uma delicadeza que há tempos não via no cinema. É singelo e ao mesmo tempo forte e marcante. A visão de mundo infantil está impregnada no longa, que também faz um contraste com a visão e pensamentos adultos, tão carregados de julgamentos e de falsas certezas.


  10. Pariah (Dee Rees, 2011)

    Mais um documentário da lista! Pariah fala sobre autoaceitação e autodescobrimento, explora questões raciais e de gênero, narrando da visão de uma diretora negra e lésbica o que é ser uma mulher negra e lésbica. Só por isso já é um filme importantíssimo, visto que mulheres lésbicas são frequentemente fetichizadas e esteriotipadas principalmente por diretores homens.


  11. Garota sombria caminha pela noite (Ana Lily Amirpour, 2014)

    Filme que eu amo de paixão e que inclusive é um dos filmes-tema da minha pesquisa na universidade. A diretora iraniana Ana Lily Amirpour nos presenteia com um filme de Horror sobre uma vampira nem um pouco usual. De burca e andando de skate, a vampira – chamada no filme simplesmente de a Garota- aterroriza os homens machistas de uma cidade iraniana. QUE HINO.


  12. The invitation (Karyn Kusama, 2014)

    Um dos filmes que me deixou mais tensa e aflita na vida. Um dos meus filmes de Horror favoritos. Filmado quase todo em apenas um ambiente, ele nos deixa uma sensação claustrofóbica e de que “algo que ruim vai acontecer” que demorou pra sair de mim. Aproveita que o filme tá disponível na Netflix e já assiste prepara a pipoca!


  13. Sinfonia da Necrópole (Juliana Rojas, 2014)

    Horror musical brasileiro que conta a história de Deodato, um aprendiz de coveiro pouco animado com a função. A única coisa que o impede de pedir demissão é a sua paixão pela colega de trabalho, Jaqueline. Porém, como podemos dizer.. estranhos, bem estranhos, acontecimentos abalam a vida do rapaz. Quer saber que acontecimentos são esses? Corre ver o filme.


  14. The Babadook (Jennifer Kent, 2014)

    Poisé, desde que a Netflix colocou O Babadook na seção de filmes LBGT por engano, o personagem amedrontador virou meme. E sim, a internet decidiu que o Babadook é gay, inclusive até existem fanfics com teorias de que o Babadook e o palhaço Pennywise do filme It namoram. Mas voltando ao foco, o filme é aterrorizante e me deixou com medo do escuro por semanas. Assistam se tiverem coragem.


  15. Selma: Uma luta pela igualdade (Ava Duvernay, 2014)

    Selma é um daqueles filmes que simplesmente não tem o que falar mal. É um daqueles filmes quase que perfeitos, sabe? As atuações são ótimas, ele é baseado em uma história real e possui um roteiro ricamente construído nos mínimos detalhes, enfim, é um filmaço. Ava Duvernay, a diretora deste longa, é uma diretora incrível que levanta constantemente debates sobre o racismo e problemáticas sociais, que ganha cada vez mais projeção nas telas (e que continue assim por que amo os filmes dela).


  16. Mate-me por favor (Anita Rocha da Silveira, 2015)

    Mate-me por favor é um filme que divide opiniões. Ame-o ou odeie-o. No meu caso, eu amo. Acho um dos melhores, ou até o melhor, exemplar de filme de Horror brasileiro. Tive a oportunidade de assistir no cinema, e foi delirante, inesquecível. A diretora Anita Rocha da Silveira nos convida a embarcar em uma fotografia, arte e som impecáveis. O filme é para mim quase que uma experiência sensorial, sinestésica. Vale muito a pena assistir.


  17. Mustang (Deniz Gamze Ergüven, 2015)

    Este filme me lembrou muito “As Virgens Suicidas” (2001), de Sofia Coppola – filme que inclusive estaria aqui se tivesse sido feito no século 21. Mustang é imperdível, é o tipo de filme que me encanta. O clima de mistério e tédio é quase uma neblina que paira sobre as garotas, que enfim conseguem encontrar alguma força uma nas outras. Resumindo: apenas assistam!


  18. Que horas ela volta? (Anna Muylaert, 2015)

    Este filme é mais um dos exemplares de cinema de qualidade brasileiro. Contando a história da pernambucana Val e de sua filha Jéssica, o filme mostra os conflitos entre patrão e empregado, mãe e filha, além de conflitos internos das personagens. A cena em que Val entra na piscina marcou a minha vida (assistam e confiram).


  19. Toni Erdmann (Maren Ade, 2016)

    Comédia estranhíssima e encantadora. O filme mostra os esforços de um pai de 68 anos para que sua filha, uma empresária, recupere o seu humor e que eles reatem os laços afetivos. O filme foi indicado ao Oscar de 1filme estrangeiro, mas acabou perdendo para O apartamento (que é um filme muito bom!).


  20. A 13ª Emenda (Ava Duvernay, 2016)

    Documentário original da Netflix dirigido pela já citada aqui, a maravilhosa Ava Duvernay. Novamente o debate quanto a questão racial é o principal tema do filme, desta vez nos presídios dos Estados Unidos. Filme forte e tocante. Além disso é super dinâmico, muito bom de assistir. Ou seja, quem fala que não assiste documentários porquê os acha chatos não pode dar desculpa nenhuma pra não ver esse!


  21. Mulher Maravilha (Patty Jenkins, 2017)

    Mulher Maravilha vem ao mundo para mostrar que mulher tem que fazer Blockbuster sim e que é possível fazer um filme de super-herói de qualidade. O filme tem humor, ação, aventura e ainda traz uma heroína totalmente diferente das que estamos acostumadas: sempre embaixo das asas de um super-herói masculino, com pouco espaço de fala e sempre como coadjuvantes. A super-heroína é uma mulher que veio de uma ilha somente habitada por mulheres, onde desde cedo aprendeu a ser a protagonista da própria vida. O longa é importantíssimo pois, mesmo que de forma beeem sutil, aborta questões de gênero e feminismo, além de dar as garotas alguma heroína em quem se espelhar.


    Gostou? Não gostou? Quer dar uma sugestão de filme que caberia na lista? Deixem suas opiniões nos comentários!

Written by Rafaela Germano

Feminista e apaixonada por Cinema de Horror. Graduanda em Cinema e Audiovisual, atualmente realizando uma pesquisa sobre a Representação feminina e atribuições de gênero em filmes de vampiro.

Comments

Leave a Reply

Your email address will not be published.

Loading…

Loading…

Comments

comments