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Universal Studios

Grandes nomes do cinema de horror

Cinema só se faz com a união de grandes profissionais que devem estar dispostos a darem o melhor de si para realizarem projetos que irão conquistar o público. Na era dourada do horror na Universal Studios, não foi diferente. Foram diversos profissionais entre atores, atrizes, diretores, operadores de câmera, diretores de fotografia, roteiristas e maquiadores que com sua arte criaram imagens e frases icônicas na história do cinema.

Destacamos alguns que tiveram um grande papel na realização dessas produções. Confira!

Bela Lugosi

O homem que definiu a imagem e as características do vampiro, sem dúvidas é uma das pessoas mais magnéticas a aparecerem no cinema. Béla Ferenc Dezsö Blaskó nasceu na Hungria em 1882. Seus pais tinham condições suficientes para darem uma boa educação ao seu quarto filho, que logo se interessou pelo teatro. No começo do século 20, Bela Lugosi era membro do Hungarian Royal National Theater, onde interpretou papeis como  Romeu e Jesus Cristo.

Depois de estar na Primeira Guerra Mundial (e ter sequelas por conta disso) Lugosi continuou sua carreira nos palcos e também no cinema, chegando a se apresentar algumas vezes como Arisztid Olt. Em 1910 a situação política da Hungria fez com que o ator fugisse primeiro para a Alemanha, onde ele continuou sua carreira de ator para só depois ir para os Estados Unidos.

A carreira no cinema mudo não era problema para o forte sotaque de Lugosi, que nessa época já conseguia falar inglês fluente. Fazendo papéis menores, trabalhou com Lon Chaney em He Who Gets Slapped em 1924. Três anos depois, encara o papel que mudaria sua vida: Drácula. O ator estreou como o vampiro, primeiramente na Broadway em 5 de outubro de 1927. A peça foi um sucesso e rendeu diversas turnês, sem contar que o sotaque carregado de Lugosi era perfeito para o Conde da Transilvânia.

De volta à Hollywood, o ator foi coadjuvante em alguns filmes até descobrir que a Universal havia comprado os direitos de Drácula. Seu papel (agora no filme) fez dele o astro número um dos filmes de terror.

Depois de ter perdido o papel do Monstro em Frankenstein, que acabou indo para Boris Karloff, Bela Lugosi cometeu um erro que contribuiu para que ele terminasse sua carreira fazendo filmes de níveis menores: aceitar qualquer papel que lhe ofereciam, além de nunca se aventurar em outros gêneros de filme. Mesmo assim, ainda conseguiu se destacar no papel de Ygor no filme O Filho de Frankenstein em 1939.

O ator chegou ao fundo do poço ao ficar viciado em morfina por conta das dores no nervo ciático e ao participar dos filmes Ed Wood Jr., consideradas por muitos como irrisórias pelo baixíssimo orçamento. Teorias que explicam o declínio na carreira do ator, variam desde o não domínio completo da língua inglesa, até seu estilo de atuar que não combinava mais com os filmes da era pós-guerra.

Bela Lugosi morreu em 1956 aos 73 anos. O ator foi enterrado com a capa do Drácula, que foi usada no filme que o imortalizou.

Boris Karloff

No fim da década de 20, um ator de meia idade chamado Boris Karloff, caminhava pela rua em direção à sua casa, depois de um dia de trabalho (não muito gratificante) em um filme. Enquanto caminhava, pensava se algum dia faria sucesso no cinema. Um carro buzina atrás dele e quando o ator olha para trás, lá está Lon Chaney ao volante. Ambos já se conheciam e Chaney oferece uma carona para Karloff. No carro, Chaney diz: “O segredo do sucesso em Hollywood, está em ser diferente de todo mundo. Encontre algo que ninguém mais saberá fazer e eles começarão a notar você.”

Alguns anos depois, Boris Karloff realmente encontrou algo, e como resultado, alcançou o estrelato depois de passar mais de suas décadas trabalhando nos palcos dos teatros do Canadá e dos EUA fazendo papeis de menos destaque.

William Henry Pratt nasceu em 1887 em Londres e era o membro mais jovem de uma grande família de anglo-indianos que se dedicava ao serviço público. Era esperado que o jovem William também se tornasse um funcionário público, mas ele tinha outros planos. Em maio de 1909 Karloff vai para o Canadá atrás de seu sonho de ser ator e lá já escolhe seu nome artístico: Boris Karloff, que segundo o ator, “Karloff” tem origem na família de sua avó.

Depois de uma década fazendo turnês teatrais pelo Canadá, Boris Karloff decide ir para Los Angeles e se aventurar no cinema. Mas no início ainda difícil, o ator também aceita outros tipos de trabalho fora do cinema, chegando a ser operário e motorista de caminhão, para assim aumentar a renda. Com o cinema falado chegando no final da década de 20, o ator se viu mais procurado nos filmes, uma vez que sua voz era interessante (apesar da língua um pouco presa) para alguns papeis. Ironicamente, foi justamente em um papel sem falas que o ator se tornou conhecido no mundo todo: O Monstro, no filme Frankenstein.

Logo após o sucesso do filme, Karloff se juntou com alguns colegas atores e ajudou a formar o famoso Screen Actors Guild (SAG), sindicato que representa os atores dos EUA e que garante seus direitos. Na época, porém, o sindicato não era uma boa proposta para os estúdios.

O ator conhecido pelos filmes assustadores, trazia um contraste na sua personalidade. Era um homem gentil, culto, e adorava crianças e animais, além de adorar jardinagem e jogar críquete.

Boris Karloff faleceu na Inglaterra aos 81 anos de idade e costumava dizer que queria morrer trabalhando. O ator teve sorte, pois mesmo com o passar do tempo e com a saúde fragilizada, ele sempre foi chamado para papeis no cinema, na Broadway, no rádio, na TV e até em comerciais.

Elsa Lanchester

Elsa Sullivan Lanchester nasceu na Inglaterra em 28 de outubro de 1902. Sua mãe foi internada em um sanatório em 1895 pelo seu próprio pai e irmãos, por ela não ser casada no papel com James, pai de Elsa.

Lanchester sempre quis ser uma dançarina clássica, o que levou sua mãe a matriculá-la na Escola Bellevue School em Paris em 1912. Ela fez sua estreia nos palcos no mesmo ano com a peça Thirty Minutes in a Street. O lugar era muito frequentado por James Whale, que trabalhava no teatro em Londres e logo iria para Hollywood.

A primeira aparição de Lanchester em um filme, foi na produção amadora The Scarlet Woman: An Ecclesiastical Melodrama em 1925. Chegando em Hollywood em 1932, Elsa fez alguns filmes até 1935. Chateada com a recepção de seu trabalho, a atriz retorna a Londres, porém pouco tempo depois já está de volta a Hollywood ao ser chamada por James Whale, que se tornara o notável diretor de Frankenstein.

Lanchester estrela finalmente em A Noiva de Frankenstein, que além de interpretar a mais nova criatura, também interpretou Mary Shelley no começo do filme. Durante dez dias, Lanchester era enrolada em faixas e coberta com uma maquiagem pesada. Seu famoso penteado foi feito com uma armação de arame que sustentava o cabelo da atriz. O longa foi um sucesso e permitiu que Karloff desenvolvesse características mais humanizadas do Monstro, rendendo cenas muito boas e tocantes.

Durante o fim das décadas de 40 e 50, a atriz participou de pequenos, porém variados papeis em alguns filmes, enquanto também fazia teatro no Turnabout Theatre em Hollywood. Ela chegou a fazer uma performance solo juntamente com um show de marionetes, no qual cantava algumas canções que depois seriam gravadas e lançadas em LPs. Mais papeis coadjuvantes surgiram na década de 50, incluindo uma participação de dois minutos como a Mulher Barbada no filme O Rei do Circo em 1954.

Em 1958 a atriz interpreta Miss Plimsoll no filme Testemunha de Acusação, adaptação da peça de Agatha Christie. Lanchester venceu o Globo de Ouro de melhor atriz coadjuvante por esse papel. Depois vieram os filmes Sortilégio do Amor de 1958, Mary Poppins em 1964, O Diabólico Agente D.C. em 1965, além de diversas participações em séries de TV como I Love Lucy e The Eleventh Hour. Elsa Lanchester continuou a fazer aparições ocasionais em filmes como Meu Tesouro é Você de 1967, onde canta com Elvis Presley e em Calafrio de 1971, onde interpretou a mãe de Wilard. Seu último filme foi Minha Vida É Uma Piada de 1980.

Elsa Lanchester morreu na Califórnia no dia 26 de dezembro de 1986, aos 84 anos, por conta de uma broncopneumonia.

Lon Chaney

“Não pise nisso; pode ser o Lon Chaney! ”. Essa frase era famosa na década de 20, como uma brincadeira com a capacidade que o ator Lon Chaney tinha de se transformar para seus papéis no cinema. Não é à toa que ele era conhecido como “O Homem das Mil Faces”.

O ator já havia participado de dramas em que usava pouca ou nenhuma maquiagem, porém seus trabalhos mais impressionantes de transformação e expressão, foram nos filmes O Fantasma da Ópera e O Corcunda de Notre Dame.

O talento do ator ia além da mudança física. Ele se jogava nos personagens tanto no fator psíquico quanto no físico, mesmo que isso custasse sua saúde. A verruga de cera que cobria o olho direito de Chaney em O Corcunda de Notre Dame, afetou a visão do ator para sempre. Não eram só rostos feios que ganhavam vida com Lon Chaney, mas almas torturadas que transcendiam a maquiagem em benefício de um talento para a pantomina e linguagem corporal que foram verdadeiros ganhos para o cinema mudo.

Leonidas Chaney nasceu no Colorado Springs em 1883. Seus pais eram surdos-mudos, o que fez da pantomina um fator importante para a comunicação na casa do ator. Aos 18 anos ele começa a fazer teatro com o irmão e participa de várias turnês em que cantava, dançava e fazia comédia. Quando era necessário, Chaney também pintava cenários e era gerente de palco no teatro.

O ator chegou na Universal em 1915 e participou de filmes como ator, escritor e diretor. Na interpretação, sua capacidade de se transformar ganhou logo notoriedade. Sua grande chance veio em 1919 no filme The Miracle Man, em que interpretava um vigarista que fingia ter deficiência física. O ator conseguia dobrar as pernas de um jeito que impressionava até mesmo o diretor do filme, e não diferente com a plateia.

Chaney não era fã de entrevistas e só preferia falar de seu trabalho, deixando sua vida pessoal longe dos holofotes. Ele também costumava ser bem generoso e ajudar novos atores, como Boris Karloff e Joan Crawford, que eram recém-chegados à Hollywood na época.

O ator foi relutante ao participar de filmes falados, mas acabou participando do remake de The Unholy Three, no qual também fazia diversas vozes diferentes. Logo após o filme ficar pronto, Lon Chaney foi diagnosticado com câncer na garganta. O ator morreu em 26 de agosto de 1930.

Lon Chaney Jr.

Creighton Tull Chaney nasceu em 1906 na cidade de Oklahoma, onde seu pai (Lon Chaney) estava em cartaz com uma peça. Na infância viveu mudando de cidade, passando também parte de sua vida morando com seus avós que eram surdos-mudos. Assim como seu pai, Lon Chaney Jr. também aprendeu linguagem de sinais e pantomina.

Já adulto, Creighton passou a se interessar pelo show business, mas Lon Chaney fazia questão de não o incentivar, dizendo publicamente que Jr. era alto demais para ser ator.  Com a morte do avô, Creighton foi atrás de sua carreira e assinou contrato com a RKO Pictures, mas recusando mudar seu nome para Lon Chaney Jr. Com o fim do contrato, o ator passou dificuldades financeiras e acabou tendo que aceitar a mudança de seu nome em 1935 para continuar trabalhando no cinema.

Um contrato com a Twentieth-Century Fox, rendeu ao ator participações menores em filmes cujos personagens quase não tinham falas. Casado pela segunda vez e com dois filhos, Chaney Jr. já estava passando dificuldades até que o papel de Lennie na peça Of Mice and Men em 1939 levantou sua carreira, fazendo com que o ator repetisse seu personagem na versão cinematográfica da peça.

Lon Chaney Jr. chegou na Universal bem no momento em que o terceiro ciclo dos filmes de terror se iniciava, em 1941. Seu primeiro filme foi como protagonista em um filme de terror chamado O Monstro Elétrico e a partir daí o ator continuou até chegar no filme que se tornaria seu maior sucesso: O Lobisomem. O ator não se limitou a fazer apenas filmes de terror, participando também de dramas sobre crime, aventuras, e até nas comédias de Olsen e Johnson. Com o fim da terceira fase de filmes de terror da Universal, Lon Chaney Jr. foi liberado pelo estúdio.

Chaney Jr. continuou uma sólida carreira fazendo filmes e programas de TV até que um infarto em decorrência do consumo excessivo de cigarros e bebida (também como o seu pai) tirou a vida do ator, que faleceu aos 67 anos.

Jack P. Pierce

Pierce nasceu em Janus Piccoulas, na Grécia em 1889, mas mudou-se com sua família para a América bem depois da virada do século. Na sua juventude jogou baseball (não profissionalmente) e assim que se estabeleceu em Los Angeles começou a fazer um pouco de tudo dentro da indústria cinematográfica. Chegou na Universal em 1914 e trabalhou como operador de câmera e até como ator. Com o tempo, Pierce se encontrou profissionalmente no campo da maquiagem.

Para o filme Os Saltimbancos, produzido pela Fox em 1927, Pierce criou uma fantasia de chimpanzé extremamente realista que era usada pelo ator Jacques Lerner. Por esse trabalho, Jack foi chamado novamente para trabalhar na Universal, mas já assumindo o cargo de chefia do departamento de maquiagem do estúdio. Seu primeiro trabalho lá (como maquiador) foi no desenvolvimento do sorriso constante de Conrad Veidt no filme O Homem Que Ri de 1928.

Pierce rapidamente dominou sua nova área e sempre foi muito cuidadoso ao criar um design para uma nova maquiagem, sempre fazendo experiências de tentativa e erro. Seus métodos consumiam muito o seu tempo. Criar uma superfície sobre um rosto, requeria diversos materiais como camadas de algodão, selantes e colódio, uma solução viscosa de nitrocelulose em álcool e éter. Pelos eram colocados tufo a tufo e depois chamuscados no final para se criar um visual mais realístico.

Todos esses processos criavam ótimos resultados, porém eram um sofrimento para os atores, principalmente na hora da remoção da maquiagem. Nem todos os atores tinham paciência para aguentar a dor durante o processo e várias reclamações eram feitas, mas Pierce ignorava todas elas.  Em compensação, Boris Karloff foi um dos atores mais fáceis de se trabalhar. Sempre muito paciente, o ator aguentava horas sentado na cadeira, além de ignorar a dor com muita facilidade.

Pierce conseguiu de alguma forma modernizar suas técnicas com o passar do tempo, principalmente com o uso da borracha para criar próteses. Muitos maquiadores mais jovens passaram a criar mais técnicas avançadas, além de serem menos tiranos como Pierce. Em 1947, Jack Pierce é demitido da Universal e passa a fazer trabalhos freelance. Uma vez ou outra surgiam trabalhos mais especiais, como novamente transformar Karloff no Monstro para o filme O Homem de 8 Vidas em 1947. Jack Pierce morreu em 19 de julho de 1968 aos 79 anos.

John P. Fulton

Esse é o homem que fez com que Claude Rains se tornasse invisível, com que Larry Talbot se transformasse em um Lobisomem, com que Bela Lugosi se transformasse em um morcego e que construiu castelos e laboratórios para serem destruídos.

Nascido em Nebraska em 1902, Fulton já tinha a arte na família. Seu pai, Fitch Fulton, pintava cenários para apresentações de vaudeville. A família toda foi para a Califórnia quando John tinha 11 anos, mas não foi para fazer carreira na indústria cinematográfica. Proibido pelo pai de entrar na indústria do entretenimento, John estudou engenharia elétrica e arrumou emprego como topógrafo.

Em 1923 ele arruma emprego como assistente de operador de câmera na produtora de filmes de comédia do ator Lloyd Hamilton, com o salário de $25 por semana. Com a ideia inicial de trabalhar como diretor e produtor, Fulton se encontrou mesmo na área de efeitos visuais, que na época ainda estavam sendo inventados ao mesmo tempo em que crescia a indústria cinematográfica. Frank D. Williams foi o responsável pelo treinamento de Fulton, que trouxe Frank para supervisionar os efeitos visuais de O Homem Invisível.

Na Universal, John fez de tudo, de matte painting e glass shots (técnica que veio antes do chroma key no qual consistia em pinturas de paisagens feitas em placas de vidro posicionadas em frente a câmera), técnicas que envolviam miniaturas, até o que se tornaria sua especialidade: efeitos de transformação e invisibilidade. O processo era trabalhoso e só começava a mostrar indícios de que estava dando certo, depois da vigésima tomada.

Fulton ganhou dois Oscars por seu trabalho, incluindo o efeito de abertura do mar vermelho no filme Os Dez Mandamentos em 1956, dirigido por Cecil B. DeMille. John faleceu em 1965 na Inglaterra enquanto planejava os efeitos do longa  A Batalha da Grã-Bretanha (1969), de Guy Hamilton.

James Whale

Eis o homem responsável por definir o padrão dos filmes de terror da Universal durante a década de 30. Tod Browning talvez tenha conseguido isso primeiro com Drácula, mas foram os temas, motivos e o visual excêntrico de James Whale que fez com que posteriormente diversos diretores copiassem esses elementos em seus próprios trabalhos.

Nascido em 1889 em uma família da classe operária, Whale sempre foi um homem artístico. Foi professor de artes antes de se dedicar ao teatro. Depois de servir na Primeira Guerra Mundial, se dedicou ao teatro profissionalmente como ator, designer e diretor.

Whale foi para Hollywood em 1929, onde fez sucesso ao dirigir as sequências de diálogo da versão falada do filme Hell’s Angels de Howard Hughes em 1930 e Waterloo Bridge em 1931, ambos filmes do gênero drama que se passavam durante a guerra. Com a carreira estabelecida, veio Frankenstein, um filme em que o diretor raramente se deu ao luxo de explorar momentos de humor bizarro, que iriam marcar seus próximos filmes como A Casa Sinistra. Em O Homem Invisível, Whale introduz vários personagens marcantes que se tornariam arquétipos dos filmes de terror da Universal, como policiais desajeitados e mulheres excêntricas que davam gritos agudos.

Assumidamente homossexual, não é preciso procurar muito por traços de sua sensibilidade em seus filmes, que ganharam interpretações interessantes por alguns críticos da atualidade. Um exemplo disso, está no próprio Frankenstein, cuja criatura inocente que sofre abuso pela sociedade, representaria uma projeção dos sentimentos do próprio diretor com relação a sua homossexualidade.

Por várias razões a carreira do diretor se desfez tão rápido quanto foi construída. Whale faria alguns filmes como O Máscara de Ferro em 1939 e Inferno Verde em 1940, antes de desaparecer de Hollywood. Whale chegou a fazer algumas peças de teatro, mas passou boa parte de seus últimos anos, pintando e dando festas. Alguns apontam que seu estilo de vida contribuiu para o ostracismo e consequentemente o declínio da sua carreira.

James Whale foi encontrado morto na piscina de sua casa em 29 de março de 1957. Na época o acontecimento foi um mistério, pois não se sabia se foi suicídio um acidente, ou até assassinato. 30 anos depois, uma nota de suicídio escrita pelo diretor foi encontrada e revelou um homem deprimido que temia o que o futuro lhe reservava.

 

Written by Tarcísio Araújo

Formado em Cinema pelo CEUNSP - Centro Universitário Nossa Senhora do Patrocínio. Escreve para o blog Canal Simulacro e site Cinetoscópio.