Category: Crítica

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    X-Men: Dias de um Futuro Esquecido (Bryan Singer, 2014)

    Sabe o kitsch sessentista de X-Men: Primeira Classe, a cafonice bem-humorada emprestada dos HQs, o rolê dos mutantes se divertindo com a descoberta dos poderes? Esqueça. Quem assume a direção de X-Men: Dias de um Futuro Esquecido é Bryan Singer (responsável pelos dois primeiros capítulos da franquia – particularmente sérios), não o pop Matthew Vaughn, […]

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    Sob a Pele (Jonathan Glazer, 2013)

    Numa sobreposição de camadas, somos revelados a um olho mecânico. Descobrimos, imediatamente, tratar-se de um robô. Em seguida, o aprendizado da linguagem. Nada além disso. Desprovida de sentimentos humanos, Scarlett Johanson seduz homens solitários – presa mais fácil – para, então, executá-los. Não há nenhuma explicação clara, no próprio filme, para as atitudes da personagem, […]

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    Noé (Darren Aronofsky, 2014)

    Existem em Noé, de certa forma, dois filmes. O primeiro reconta a histórica bíblica de Noé transformando o personagem num arquétipo de ação e músculos, pronto pra porrada, rígido e destinado. Sendo um verdadeiro seguidor do Criador, recebe uma mensagem para salvar toda a espécie animal e varrer todos os pecadores da Terra, recriando um […]

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    Interiores (Woody Allen, 1978)

    Atenção: o texto a seguir contém spoilers e informações sobre o desfecho da trama. Caso ainda não tenha visto o filme, não recomendo a leitura. Uma ode à Ingmar Bergman

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    Cidade de Deus (Fernando Meirelles, 2002)

    Por Rafael Lopes No emblemático início de Cidade de Deus, Buscapé dita a regra: naquele lugar, se correr o bicho pega, se ficar o bicho come. Encurralado, com os bandidos fortemente armados na sua frente e a polícia nas suas costas, fica como a galinha que escapou minutos antes para sobreviver e também estava ali. O […]

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    Depois de Horas (Martin Scorsese, 1985)

    Por Rafael Lopes Esse é o tipo de filme que após o termino fica a constatação: somente Martin Scorsese poderia dirigi-lo. Depois de Horas é um filme aparentemente tão inofensivo e calmo que é totalmente surpreendente ver o filme moldando todo um caráter politicamente incorreto de maneira genial. É o ponto de partida para fazer Depois de Horas figurar […]

  • Ensaio de um Crime (Luis Buñuel, 1955)

    Ensaio de um Crime (Luis Buñuel, 1955)

    Por Rafael Lopes A cena inicial de Ensaio de um Crime é antológica. O mimado Archibaldo assiste à morte de sua babá. Mas note que, ele sente prazer nisso. Explode aí ideias de descobertas, realizações e sexo. Sim, sexo. O protagonista sente na presença da morte da babá um prazer imenso, uma sensação que lhe deixa realmente […]

  • twixt-val-kilmer-hall-baltimore-ghost-girl-virginia

    Virgínia (Francis Ford Coppola, 2011)

    Embora os cineastas da Nova Hollywood (Martin Scorsese, Steven Spielberg, Robert Altman, Peter Bogdanovich, William Friedkin e, dentre outros mais, Francis Ford Coppola) estivessem rompendo estética e mercadologicamente com uma Hollywood engessada e dominada por estúdios, bebendo muito na fonte da Nouvelle Vague francesa, havia algo saudosista em relação ao clássico cinema norte-americano. Reinventavam os […]

  • The-Wolf-of-Wall-Street-DI

    O Lobo de Wall Street (Martin Scorsese, 2013)

    Se pode soar repetitivo dizer que a influência católica no cinema de Martin Scorsese é determinante, fica latente o senso de moral em toda sua obra. Em Caminhos Perigosos, por exemplo, há o retrato do submundo gangster de Nova York, com uma visão extremamente religiosa – observada tanto no discurso do personagem de Harvey Keitel […]