A classificação indicativa dos filmes foi criada pela Motion Picture Association (MPA), originalmente conhecida como MPAA, no final dos anos 1960 para oferecer maior liberdade criativa aos cineastas americanos e informar o público sobre o conteúdo dos filmes. Desde então, o sistema passou por modificações até a criação da classificação PG-13 em 1984, resultado da necessidade de um intermediário entre PG e R, após investimentos como “Gremlins” e “Indiana Jones e o Templo da Perdição”.
Mais de 40 anos depois, a classificação PG-13 tornou-se padrão para produções com apelo amplo e público de todas as idades, levando diretores a explorar os limites dessa faixa. A produção recente “The End of Oak Street”, lançada neste mês, revisita esse conceito com cenas intensas e momentos impactantes inesperados para um filme PG-13 de verão.
Em entrevista, o produtor J.J. Abrams detalhou o processo de avaliação da classificação indicativa, revelando que, apesar de pequenas dificuldades, a aprovação foi relativamente tranquila.
Visão clara e apoio ao projeto desde o início
O anúncio de David Robert Mitchell como diretor de um filme de aventura sci-fi com dinossauros surpreendeu e animou seus fãs, dado seu histórico em produções de terror independentes com cenas marcantes, como “It Follows” e “Under the Silver Lake”. No entanto, Mitchell rapidamente afirmou manter sua identidade em “The End of Oak Street”, apresentando uma proposta equilibrada, intensa, com elementos de humor, amor e terror adequada para todas as idades.
J.J. Abrams comentou que o roteiro enviado pelo diretor refletia quase integralmente o que seria exibido na tela. Ele destacou:
“O roteiro de David estava quase completamente alinhado com o filme final. Algumas exceções, mas a visão estava muito clara no papel. Sendo fã de David e conhecendo sua sensibilidade, foi fascinante ver o tema sob esse prisma. Todos apoiaram, desde o início, o nível de intensidade e o equilíbrio entre doçura, amor, humor, terror, ação e suspense.”
Porém, a aprovação da classificação PG-13 no roteiro não garantia o mesmo resultado na versão final, já que a MPA costuma aumentar a classificação por conta da intensidade das cenas.
J.J. Abrams se sente “feliz e sortudo” com a classificação
A confirmação oficial da classificação PG-13 só ocorreu após a entrega da versão final do filme. Abrams lembrou a expectativa naquele momento:
Imagem: Divulgação
“Mesmo sendo um filme equilibrado e divertido, não sabíamos se seria complicado obter essa classificação. Por isso, ficamos felizes e sortudos em receber o PG-13. Nunca sentimos que precisaríamos lutar por isso.”
Apesar disso, ele admitiu que alguns trechos do filme geraram preocupação entre pessoas envolvidas no projeto, sem revelar detalhes:
“Houve pequenas questões em que algumas pessoas, que preferem não se identificar, se preocuparam com certas sequências. Mas, no fim, todos reconheceram que aquilo valia a pena e era importante para o filme.”
Segundo Abrams, “The End of Oak Street” empurra os limites da classificação sem perder a coerência, mérito atribuído ao talento de David Robert Mitchell, que prioriza uma experiência cinematográfica completa ao invés de provocações gratuitas. O longa já está em cartaz em cinemas de todo o país.
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Com informações de SlashFilm
