Brannon Braga, renomado produtor executivo de Star Trek, revelou qual episódio marcou o ponto em que a série Star Trek: The Next Generation (TNG) se tornou excepcional. Braga ingressou na produção a partir da quarta temporada e foi responsável por roteiros que ultrapassaram os limites da franquia, incluindo obras conhecidas como “Cause and Effect”, “Frame of Mind” e o episódio final da série, “All Good Things…”, escrito em parceria com Ronald D. Moore.
Além disso, Braga co-escreveu os filmes Star Trek Generations e First Contact, atuou como showrunner em Star Trek: Voyager, onde criou a personagem Seven of Nine, e co-criou Star Trek: Enterprise ao lado de Rick Berman.
“Yesterday’s Enterprise” é o marco para Braga
Participando do podcast The 7th Rule, Braga foi elogiado por contribuir para elevar o nível de TNG com seus episódios de alto conceito. Ele, contudo, afirmou que o episódio que definiu a grandeza da série foi “Yesterday’s Enterprise”, exibido antes de sua entrada na equipe. Para Braga, este episódio, que envolve viagens no tempo, representa o momento crucial de transformação da série.
Brannon Braga comentou:
“Para mim, o primeiro episódio verdadeiramente de alto conceito foi ‘Yesterday’s Enterprise’, que eu não escrevi. Acho que foi um episódio decisivo. Muitas pessoas dizem que ‘Best of Both Worlds’ foi o momento da série, mas para mim é ‘Yesterday’s Enterprise’, um episódio de viagem temporal.”
Expectativas para as próximas séries da franquia
Braga admitiu não estar muito familiarizado com a atual fase de Star Trek produzida na Paramount+ sob a liderança de Alex Kurtzman. Mesmo assim, destacou seu desejo de que os roteiristas futuros apostem em histórias que provoquem o público e desafiem sua percepção da realidade, mantendo o padrão dos melhores episódios de TNG.
Ele explicou seu apreço por episódios de alto conceito e alertou para o risco das séries ficarem presas demais à continuidade, limitando a criatividade:
“Eu adoraria que as pessoas continuassem a propor ideias novas e interessantes. Sempre tentei isso em Voyager. Muitas vezes imaginei um episódio que, se estivesse em TNG, seria considerado um dos melhores. Nos shows em que estive, tive liberdade para criar e até comandar a produção.”
Braga também enfatizou a dificuldade de conceber essas histórias e o potencial da franquia para oferecer contextos diversos aos personagens queridos pelos fãs:
“Não é fácil criar essas ideias, não é como garimpar ouro. Elas não surgem frequentemente. A franquia tem um potencial enorme: personagens amados que podem ser colocados em qualquer situação imaginável. O céu é o limite.”
Sobre os episódios recentes, Braga questiona se existe consenso entre os fãs sobre clássicos da atualidade:
“Quando penso nos lançamentos dos últimos 10 anos — que não conheço bem — pergunto aos fãs: existe um episódio clássico, aquele que todos reconhecem? No meu tempo, a turma concorda com os dez melhores. Não sei ainda se essa fase já tem isso, talvez precise de mais tempo.”
Ele ressaltou que o público aprecia tramas que alterem a realidade e provoquem reflexão, mesmo reconhecendo a complexidade desse tipo de roteiro:
“Se você consegue criar uma história que vira a realidade do avesso, eles adoram. Em Star Trek, você precisa explicar essa mudança além do usual, como fizemos em ‘Cause and Effect’, que envolveu uma equipe inteira para solucionar o enredo. Esses desafios fazem parte do sucesso.”
Diversidade de formatos atuais e o futuro da franquia
A atual fase da franquia na Paramount+ explorou novos formatos e estilos, ampliando o conceito de “alto conceito”.
Star Trek: Discovery e Picard apostam em narrativas seriadas, enquanto Star Trek: Lower Decks oferece uma aproximação cômica animada. O público infantil tem Star Trek: Prodigy, desenho também animado, e há ainda o ambiente universitário juvenil presente em Star Trek: Starfleet Academy.
Já Star Trek: Strange New Worlds apresenta uma forma diferente de alto conceito. A prequela da série clássica, ambientada na nave Enterprise, varia gêneros ao retratar suas aventuras, incluindo elementos de terror, comédia, film noir, viagens no tempo e até episódios com fantoches.
A atual etapa de Alex Kurtzman se aproxima do fim, com as séries Starfleet Academy e Strange New Worlds previstas para encerrar sua exibição em 2027 na Paramount+.
Independentemente dos rumos que a franquia tome, muitos fãs ecoam o desejo de Braga para que seja mantida a produção de episódios de alto conceito, que desafiem a audiência como nas melhores fases de Star Trek: The Next Generation.
Quiz e curiosidades sobre Star Trek
Stardate 47988.1 Crew Assessment – Desafio de perguntas e respostas com fatos sobre a franquia:
Imagem: Divulgação
1. Qual o número de registro da nave Enterprise original do Capitão Kirk?
Resposta: NCC-1701 (O sufixo -D pertence à Enterprise do Capitão Picard; NX-01 é da Enterprise de Archer; NCC-74656 é a Voyager).
2. Quem é o oficial de ciências meio-humano, meio-vulcano famoso por sua lógica e saudação?
Resposta: Spock (Data é android em TNG, Tuvok é Vulcano em Voyager e Sarek é pai de Spock).
3. Qual é o princípio da Frota Estelar que proíbe interferência em civilizações alienígenas?
Resposta: A Primeira Diretriz (também chamada de General Order One).
4. Qual espécie declara “A resistência é inútil” e assimila outras civilizações?
Resposta: Os Borg.
5. Quem interpreta o Capitão Jean-Luc Picard?
Resposta: Patrick Stewart.
6. Qual o sistema de propulsão que permite viajar mais rápido que a luz?
Resposta: Warp Drive.
7. Qual é o teste da academia de Starfleet conhecido como situação sem vitória?
Resposta: O Kobayashi Maru.
8. Qual é o vilão que busca vingança contra o Capitão Kirk no filme mais aclamado?
Resposta: Khan Noonien Singh.
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Com informações de ScreenRant
