Tim Curry, ator veterano conhecido pelo papel icônico em The Rocky Horror Picture Show, revelou em entrevista recente sua percepção sobre a reação dos fãs ao longa-metragem, especialmente da comunidade queer. Apesar da morte de Curry, sua atuação como Dr. Frank-N-Furter, personagem marcante do musical lançado em 1975, permanece presente na cultura pop e na memória de várias gerações.
The Rocky Horror Picture Show e seu impacto cultural
O musical dirigido por Jim Sharman mantém exibições semanais, como no Nuart Theater, em West Los Angeles, onde performances ao vivo de atores vestidos como os personagens complementam o filme projetado na tela. Essas apresentações, conhecidas como shadowcasts, acontecem em diversas cidades ao redor do mundo, consolidando o filme como um fenômeno global e importante marco na história queer.
Além de ter sido um dos filmes pioneiros no formato de sessão da meia-noite, The Rocky Horror Picture Show criou um espaço seguro para jovens queer, trans e pessoas interessadas em diferentes formas de expressão sexual. Esses encontros promovem a liberdade de comportamento e identidade, como exemplificado nas convenções e shows dedicados à obra.
Tim Curry e o reconhecimento da comunidade LGBTQIA+
Em entrevista ao Hollywood Reporter em 2025, Curry expressou orgulho pela forma como o filme foi adotado pela comunidade LGBTQIA+. Ele ressaltou a importância da mensagem “Don’t dream it, be it” (Não sonhe, seja) que, na visão do ator, incentiva as pessoas a viverem autenticamente e com liberdade.
“O filme dá permissão para que as pessoas se comportem como quiserem, de qualquer jeito e com quem desejarem. Eu me orgulho disso”, declarou Curry, destacando que o incentivo à expressão pessoal vai muito além das ações controversas do personagem Dr. Frank-N-Furter.
Dr. Frank-N-Furter é retratado como um hedonista bissexual e extravagante que desafia normas sociais ao criar Rocky Horror, seduzir outros personagens e apresentar comportamentos extremos no enredo. Ainda que alguns de seus atos sejam classificados como vilanescos, a interpretação carismática de Curry humanizou e tornou o personagem uma figura positiva para muitos fãs.
A frase “Don’t dream it, be it”, cantada por Frank no filme, simboliza a libertação sexual e o encorajamento a abraçar a própria identidade, mensagem que se tornou um legado dentro das exibições e encontros de fãs.
Imagem: Divulgação
Preocupações com a carreira e o legado de Tim Curry
O filme não alcançou sucesso imediato após seu lançamento, mas gradualmente construiu um público fiel. Após a popularização, Curry passou a ser identificado fortemente com seu personagem, o que poderia ter dificultado sua carreira. O ator já havia interpretado Frank-N-Furter no palco antes da versão cinematográfica, o que reforçava o risco de ser rotulado.
Curry contou uma experiência com o diretor Stephen Frears durante a produção do telefilme da BBC de 1975, Three Men in a Boat, no qual interpretava um bancário vitoriano. Frears mencionou Frank-N-Furter ao se referir à capacidade do ator, o que deixou Curry apreensivo. O cineasta tranquilizou o ator dizendo: “Se você pode interpretar Frank-N-Furter, pode interpretar qualquer coisa”.
Ao longo da carreira, Curry acumulou papéis variados, incluindo vilões, personagens excêntricos, piratas, vampiros e até um baú falante em produções diversas, consolidando seu sucesso e versatilidade.
Tim Curry será lembrado pela contribuição singular ao cinema e cultura pop. Seu trabalho permanece vivo no imaginário dos fãs e na representação da liberdade de expressão.
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Com informações de SlashFilm
