No episódio “Farewell”, penúltimo da 3ª temporada de Silo, que foi ao ar recentemente, personagens centrais enfrentam importantes revelações e momentos decisivos. O episódio marca a despedida de Bernard Holland, ex-chefe de TI do Silo 18, interpretado por Tim Robbins. Antes de sair para a superfície, Holland sugere que o enigmático Algoritmo, antagonista desta temporada, pode ser uma pessoa e não uma inteligência artificial.
Na trama que volta ao passado, acompanhamos o aniversário da inauguração dos silos. Daniel Keene (Ashley Zukerman) e Helen Drew (Jessica Henwick) participam da cerimônia de abertura, sendo divididos em turnês por diferentes silos – Helen no Silo 18 e Daniel no Silo 1. Essa separação começa a revelar indícios de que algo está fora do normal. Descobre-se também que o chamado Pacto, que no futuro governa os silos, nada mais é do que um conjunto de regras criadas por inteligência artificial, sem proporcionar segurança real.
O ápice do episódio se dá com uma explosão nuclear devastadora sobre Atlanta, cenário dos silos, confirmando as suspeitas de Per Stensen (Colin Hanks) sobre a necessidade de construção dessas instalações. A população é evacuada às pressas para dentro dos abrigos, e não fica claro se houve outras detonações além dessa.
Semelhanças entre Silo e Fallout na representação do apocalipse
O público familiarizado com a série Fallout pode perceber fortes semelhanças entre a cena que encerra o episódio “Farewell” e a abertura da primeira temporada dessa outra produção. Fallout é reconhecida por suas imagens impactantes, desde criaturas mutantes até cenas de violência exagerada, mas nada é tão assustador quanto a sequência inicial da destruição nuclear. Na série, Cooper Howard, personagem de Walton Goggins, presencia uma explosão atômica enquanto está em uma festa infantil, fugindo com sua filha a cavalo enquanto múltiplas bombas explodem ao redor.
Por sua vez, Silo aposta em uma abordagem direta e brutal. A explosão ocorre de forma repentina e direta, sem construção lenta de tensão. Daniel é cegado e ensurdecedoramente afetado pela explosão, enquanto a nuvem de detonação se espalha completamente, deixando claro que o fim do mundo chegou sem chance de fuga ou dúvida. Diferente da série Fallout, que apresenta um cenário de destruição progressiva, Silo mostra o apocalipse como um evento único e avassalador.
Além da semelhança visual, o momento da linha temporal do flashback em Silo se alinha curiosamente à narrativa do fim do mundo em Fallout, trazendo à tona questionamentos sobre a origem do desastre.
Possível orquestração do fim do mundo em Silo
A ocorrência da explosão nuclear justamente no dia da inauguração pública dos silos levanta suspeitas sobre a coincidência do evento. A teoria sugere que, no momento em que grandes multidões têm acesso aos abrigos destinados a salvar a humanidade, o desastre acontece na mesma região, levando todos ao interior dessas construções.
Imagem: Divulgação
Per Stensen já havia planejado divulgar seus projetos de construção dos silos antes da conclusão oficial, tentando passar a impressão de que era apenas um bilionário excêntrico investindo em um projeto de vaidade. A confirmação do ataque na inauguração parece fortalecer sua narrativa. A possibilidade de Stensen ter facilitado ou até mesmo provocado a explosão para garantir o povoamento dos silos por pessoas selecionadas ganha força na discussão.
Essa hipótese remete a outra trama de Fallout, na qual o apocalipse foi planejado por um comitê para beneficiar interesses econômicos. Com apenas um episódio restante na 3ª temporada, a importância do enigmático Per Stensen ganha cada vez mais destaque.
O desenrolar dessa história promete ser essencial para o desfecho da série.
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Com informações de SlashFilm
