Steven Spielberg é um dos cineastas mais influentes da história do cinema, conhecido por obras inesquecíveis no gênero da ficção científica. Sua carreira abriga títulos como Jurassic Park, Contatos Imediatos do Terceiro Grau e A.I. – Inteligência Artificial, que exploram alienígenas, dinossauros e inteligência artificial. A paixão de Spielberg pelo gênero começou muito antes de ele mesmo dirigir esses filmes.
O diretor sempre foi transparente sobre as influências que moldaram sua carreira. Ele cita mestres como Alfred Hitchcock, Akira Kurosawa, Stanley Kubrick e John Ford como parte de sua “educação cinematográfica”. As obras favoritas de ficção científica de Spielberg refletem essa diversidade, abrangendo várias décadas e concepções diferentes do que o gênero pode oferecer.
2001: Uma Odisseia no Espaço (1968)
Dirigido por Stanley Kubrick

Steven Spielberg já declarou que 2001: Uma Odisseia no Espaço teve um “impacto profundo” em sua vida, classificando a obra de Stanley Kubrick como o primeiro filme que lhe proporcionou uma experiência quase religiosa. Embora tenha visto diversos filmes memoráveis depois, o registro deixado por 2001 permaneceu incomparável.
Spielberg recorda a reação do público nas sessões, especialmente durante a cena do Star Gate, quando espectadores ficavam hipnotizados a ponto de ações bizarras acontecerem, como um homem caminhando em direção à tela e “desaparecendo” nela. Para ele, o filme não só introduziu algo inédito, como também transportou o público para uma realidade completamente nova, meta que Spielberg tentou alcançar em sua própria trajetória.
Star Wars: Episódio IV – Uma Nova Esperança (1977)
Dirigido por George Lucas

Spielberg foi um dos primeiros cineastas a reconhecer o potencial de Star Wars, tendo assistido a um corte inacabado do filme a convite de George Lucas, junto de outros diretores. Ele sempre afirmou que percebeu imediatamente a grandiosidade da obra.
Embora Brian De Palma tenha contestado essa versão, alegando que todos valorizaram o filme na ocasião, esse contraste não reduz o apreço duradouro de Spielberg pela saga nem sua amizade com Lucas. Star Wars trouxe uma combinação inédita de aventura e efeitos visuais, inaugurando a era dos blockbusters, da qual Spielberg também se tornou um dos nomes mais importantes.
A Coisa de Outro Mundo (1951)
Dirigido por Christian Nyby

Este filme tem uma ligação direta com Contatos Imediatos do Terceiro Grau, de Spielberg. No final de A Coisa de Outro Mundo, o jornalista Ned Scott alerta para “ficar de olho no céu” após um encontro alienígena — uma frase que Spielberg incorporou em seu próprio filme de 1977.
Enquanto A Coisa de Outro Mundo apresenta o alienígena como uma ameaça aterrorizante, Spielberg se interessava mais pela curiosidade e mistério do que poderia existir no universo. Mesmo assim, a mensagem original o influenciou muito em sua visão sobre o gênero, o que pode ser percebido também em E.T. – O Extraterrestre e seu Guerra dos Mundos.
Godzilla, o Rei dos Monstros! (1956)
Dirigido por Terry O. Morse e Ishirō Honda

Spielberg prefere a versão americana de 1956, Godzilla, o Rei dos Monstros!, com Raymond Burr, e é essa que ele assistiu na infância. Por isso, evitou o remake lançado em 1998 para não alterar a imagem que tem daquela lembrança original.
Imagem: Divulgação
O filme também influenciou a forma como Spielberg dirige cenas de ação. Em Jurassic Park, por exemplo, os dinossauros não aparecem imediatamente por completo; o público acompanha as reações dos personagens, o que aumenta a tensão e a dimensão assustadora das criaturas, técnica inspirada diretamente por Godzilla, o Rei dos Monstros!.
Guardiões da Galáxia (2014)
Dirigido por James Gunn
Entre vários filmes de super-herói que passaram por suas mãos, Guardiões da Galáxia, de James Gunn, se destacou para Spielberg, que declarou em entrevista ao site brasileiro Omelete, em 2016, que este filme foi o que mais o impressionou, superando até mesmo Superman, Batman: O Cavaleiro das Trevas e Homem de Ferro.
O diretor elogiou o tom leve e a ausência de cinismo, além de destacar que o filme não precisou ser sombrio para ser significativo. A mistura de personagens inusitados, humor e emoção faz o longa se destacar como uma experiência distinta, algo que Spielberg valorizou muito.
Duna: Parte Dois (2024)
Dirigido por Denis Villeneuve
Spielberg elogiou amplamente Duna: Parte Dois em conversa com Denis Villeneuve para o podcast Director’s Cut do DGA. Chamou o filme de “um dos mais brilhantes da ficção científica” que já viu, destacando especialmente a maneira como o diretor transformou o deserto de Arrakis num oceano vívido, com elementos como o desejo constante por água e os vermes de areia próximos a criaturas marinhas.
Uma cena que chamou a atenção de Spielberg foi a de Paul montando um verme de areia, que ele considerou “uma das maiores coisas que já assisti”. Para ele, Villeneuve está entre os cineastas capazes de criar mundos completos, ao lado de nomes como Kubrick, Lucas, Cameron, Nolan, Ridley Scott e Guillermo del Toro.
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Com informações de Screen Rant
