O filme Supergirl, lançado em 2026 no universo compartilhado da DC (DCU), ganhou uma imagem ainda pior meses após sua estreia nos cinemas. A série Lanterns, produzida para HBO, revelou um detalhe que poderia ter evitado o momento mais polêmico do longa, agravando a percepção negativa sobre a produção.
Lanterns confirma a existência da Zona Fantasma no DCU
Um diálogo no episódio 6 da série Lanterns mencionou diretamente a Zona Fantasma, uma prisão extradimensional clássica dos quadrinhos da DC. Na cena, Guy Gardner (interpretado por Nathan Fillion) explica a John Stewart (Aaron Pierre) que o Conselho dos Guardiões do Universo poderia enviar alguém à Zona Fantasma caso haja desobedência relacionada a roubo do anel e do uniforme do Lanterna Verde, algo que Gardner fez para que Hal Jordan fosse enterrado com seus equipamentos. Esta é a primeira aparição consequente da Zona Fantasma no DCU e pode ter efeito nas próximas produções da franquia.
O reconhecimento da Zona Fantasma é um marco importante para o universo da DC, pois poderá ser aproveitado já em futuras histórias. Por exemplo, o filme Man of Tomorrow, previsto para 2027, pode abordar o vilão Brainiac preso na Zona, reforçando a continuidade entre os personagens e suas ameaças.
A Zona Fantasma funciona como uma dimensão-prisão onde o tempo não avança, deixando os prisioneiros em um estado fantasmagórico por um tempo indefinido, o que pode provocar tanto arrependimento quanto danos psicológicos profundos.
Final polêmico de Supergirl poderia ter sido evitado com a Zona Fantasma
Além de sua importância futura, a chegada da Zona Fantasma ao DCU agora reforça uma crítica ao filme Supergirl. O longa alterou o desfecho da história original dos quadrinhos, onde a vilã Krem of the Yellow Hills seria enviada para a Zona Fantasma. Em vez disso, a personagem Ruthye, protegida de Kara Zor-El, mata Krem, mudando a mensagem final da trama.
Uma cena deletada do filme, agora revelada, mostra Kara discutindo com Ruthye o plano de usar a Zona Fantasma para conter Krem, alinhada à história original dos quadrinhos. A exclusão dessa sequência tornou o encerramento controverso e contraditório em relação ao tom do roteiro e ao desenvolvimento das personagens.
Com a confirmação da Zona Fantasma em Lanterns, fica ainda mais evidente que o filme Supergirl poderia ter incorporado esse elemento para manter fidelidade à mitologia, evitando críticas à sua narrativa final.
Imagem: Divulgação
Supergirl estreou em 26 de junho de 2026, com duração de 108 minutos, e está disponível nas plataformas HBO Max e Prime Video. A trama acompanha Kara Zor-El, sobrevivente de Krypton, que viaja pelo universo ao lado do cão Krypto. Ela se envolve na busca por justiça após uma jovem guerreira, Ruthye, pedir ajuda para vingar uma tragédia familiar.
Lanterns é uma série de 2026 exibida pela HBO, focada nos Lanternas Verdes Hal Jordan e John Stewart. Com tom de mistério policial, a produção mostra os dois investigando um assassinato em Nebraska, com implicações mais profundas para ambos. A série está disponível também nas plataformas HBO Max e Prime Video.
O filme Supergirl arrecadou US$ 126,4 milhões nas bilheterias, mas não agradou a crítica, registrando apenas 53% de aprovação no Rotten Tomatoes, embora tenha uma aceitação razoável do público com 72%. Apesar disso, o longa se mantém o filme mais assistido no HBO Max dos Estados Unidos atualmente.
A revelação da Zona Fantasma em Lanterns é um componente que expande o DCU, mas também reforça as escolhas mal recebidas de Supergirl, evidenciando que a obra teria se beneficiado da inclusão desse elemento em seu enredo final.
Veja também
- Série Lanterns confirma existência da Zona Fantasma no DCU, piorando ainda mais o filme Supergirl
- Substituto de Bruce Wayne é confirmado em nova trilogia R-rated da DC
- Supergirl atinge marco importante no streaming após retorno da série Superman de James Gunn
Com informações de Screen Rant


