O ator Robert Englund, conhecido mundialmente por interpretar Freddy Krueger na série de filmes “A Nightmare on Elm Street”, participou da abertura da exposição “The Horror Show” no Academy Museum of Motion Pictures, em Los Angeles, e falou sobre as grandes transformações que o gênero de terror sofreu nos últimos 40 anos. Englund ressaltou que, apesar do horror sempre ter sido popular, seu reconhecimento artístico e cultural cresceu significativamente desde os anos 1980.
O passado de exclusão dos cineastas de terror
Robert Englund iniciou sua carreira durante o movimento New Hollywood dos anos 1970, após estrear no cinema em 1974 no neo-noir “Buster and Billie”. Ele relembrou o início da trajetória profissional, em que atuou em diversos thrillers e séries de TV interpretando, em geral, personagens como criminosos. Englund afirmou que desde a infância já nutria fascínio pelo cinema de terror, influenciado por filmes clássicos e pelo livro “The Movies”, que mostrava o trabalho do icônico ator Lon Chaney Sr., famoso pela maquiagem elaborada.
No entanto, o ator destacou que naquele período o gênero era visto com desprezo dentro do meio cinematográfico. Englund relatou que atores e profissionais do terror eram frequentemente marginalizados nos estúdios: “Lembro que, quando comecei, os caras do terror sempre ficavam com a pior mesa na lanchonete, perto da cozinha”.
O reconhecimento atual do terror na indústria
Hoje, esse cenário mudou significativamente, segundo Englund, que interpretou a situação atual como uma “chegada” do terror ao patamar de prestígio na indústria cinematográfica. A exposição “The Horror Show” no museu de cinema simboliza essa mudança, assim como o reconhecimento recente da atriz Amy Madigan, que venceu o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante interpretando Gladys no filme “Weapons”, de Zach Cregger.
Englund comentou: “Acredito que o terror tomou o lugar do faroeste e do filme de gangster nas produções frequentes que vemos. Quase toda semana, um filme de terror, terror/fantasia ou terror/sci-fi está entre os dez mais vistos. Finalmente chegamos lá […] Estamos recebendo respeito, e sou muito grato por isso.”
Imagem: Divulgação
A mostra destaca, ainda, o fato de o terror continuar sendo um dos pilares mais fortes da indústria cinematográfica, tanto financeiramente quanto culturalmente, ao mesmo tempo em que recebe atenção acadêmica e artística. Para Englund, isso simboliza o fim da marginalização do gênero e a valorização merecida dos profissionais que construíram essa trajetória.
A transformação do gênero de terror, evidenciada pela exposição e pelo reconhecimento público, mostra que o segmento conquistou espaço destacado no cenário hollywoodiano e na cultura pop global.
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Com informações de SlashFilm
