O thriller de crime “Tuner”, estrelado por Leo Woodall, atingiu o posto de filme mais assistido do serviço de streaming Paramount+ até 24 de setembro de 2026. Lançado após sua exibição nos cinemas, o título conquistou rapidamente o público da plataforma.
Roteiro e direção
Dirigido por Daniel Roher, cineasta de documentários que estreia na direção de longa-metragem de ficção, “Tuner” apresenta Woodall como Niki White, um ex-prodígio do piano que teve que abandonar seus sonhos de concertos após desenvolver hipersensibilidade auditiva (hiperacusia). Atualmente, Niki trabalha como afinador de pianos para Harry Horowitz (Dustin Hoffman), amigo da família.
O início do filme pode levar o espectador a acreditar estar diante de uma comédia dramática focada na relação entre o afinador quase aposentado e seu aprendiz. Contudo, a trama muda ao mostrar Niki descobrindo um roubo em andamento enquanto afina um piano para um cliente rico. Em vez de acionar a polícia, ele utiliza sua audição aguçada para abrir um cofre para os ladrões, aparentemente para se livrar do barulho que o incomoda e sem se importar com a perda financeira para os ricos.
Quando Harry sofre um ataque cardíaco e enfrenta despesas médicas, Niki passa a integrar os criminosos em tempo integral, usando sua percepção musical para lucrar.
Híbrido entre crime e música clássica
A narrativa de “Tuner” segue um roteiro relativamente convencional, sem grandes reviravoltas, mas se destaca pelo conceito inédito de unir os universos do crime e da música clássica. A história ainda acrescenta uma trama romântica, com Niki se encantando por Ruthie (Havana Rose Liu), compositora em ascensão no cenário clássico.
Tuner é uma forte aposta para Leo Woodall
Embora o cenário de um thriller criminal ambientado em Nova York e a presença do veterano Dustin Hoffman possam remeter a filmes clássicos dos anos 1970, “Tuner” apresenta uma abordagem realista e focada nos personagens. O filme não chega a ser tão cínico quanto alguns thrillers do passado estrelados por Hoffman, mas traz paralelos ao seu desempenho em “Rain Man”, ao interpretar um personagem com habilidades especiais, assim como Niki é um gênio musical limitado por sua condição de saúde.
Imagem: Divulgação
Dustin Hoffman aparece principalmente no primeiro ato, com sua presença servindo para atrair o público mais tradicional, enquanto o protagonismo fica nas mãos de Leo Woodall. Em 2026, Woodall já se destacou em outros papéis, como no biográfico “Tony”, sobre Anthony Bourdain, onde interpreta Sal, um personagem carismático e controverso, e demonstra versatilidade.
Apesar de não ter assistido às produções “The White Lotus” (temporada 2) e “One Day” da Netflix, o desempenho de Woodall em “Tuner” evidencia a maturidade e capacidade para papéis principais no cinema, reforçando sua ascensão no meio artístico.
A partir da combinação de um roteiro original, direção competente e atuação robusta, “Tuner” consolidou seu sucesso no streaming, ampliando a reputação de Leo Woodall como ator de destaque.
Veja também
- Filme de assalto com Leo Woodall é o maior sucesso de streaming da Paramount
- Primetime: atores que interpretam predadores no filme são rostos conhecidos do público
- Filme de terror de Dave Bautista se torna um dos maiores sucessos de streaming da Netflix
Com informações de SlashFilm
