Ben Affleck comentou sobre os problemas enfrentados na versão lançada nos cinemas de Liga da Justiça, dirigida inicialmente por Zack Snyder. Em entrevista à Variety, o ator afirmou que o diretor tinha uma visão clara e que a interferência em seu trabalho comprometeu o resultado final. Segundo Affleck, há “muita tensão” envolvida no projeto, que prejudicou o desempenho do filme, lançado em 2017, e que não alcançou o ponto de equilíbrio financeiro, faturando US$ 661,3 milhões mundialmente.
O ator destacou que discutir qual versão do filme seria lançada é uma maneira ineficaz de produzir cinema. “Não funciona bem quando é feito por comitê”, afirmou. Affleck defende que, ao contratar um cineasta com uma linguagem e tom específicos, é necessário permitir que ele realize sua proposta original.
Ben Affleck celebra lançamento da versão de Zack Snyder
Zack Snyder se afastou da produção de Liga da Justiça após a morte da filha em 2017. A Warner Bros substituiu Snyder por Joss Whedon, que adotou um tom mais leve, contrastando com a visão sombria do diretor original para o universo da DC. A versão de Whedon, lançada em novembro de 2017, foi mal recebida e se tornou um fracasso de bilheteria, prejudicando o futuro do DCEU.
Após intensas campanhas nas redes sociais pedindo a liberação do “Snyder Cut”, a versão original do diretor foi lançada em março de 2021 na HBO Max. Affleck comemorou a oportunidade de Snyder mostrar sua obra como planejou. “Ele lidou com isso de forma inteligente e de uma maneira divertida, o que foi muito gratificante, especialmente porque o filme foi difícil de fazer”, disse o ator.
Em outra entrevista à Variety, Affleck falou sobre o tom dos filmes do DCEU em geral. Ele disse ter gostado de participar de Batman vs Superman: A Origem da Justiça (2016), mas revelou que Liga da Justiça foi problemático e pouco prazeroso de fazer. O ator destacou a dificuldade da franquia em encontrar uma linha coerente entre os projetos.
Aflições dos filmes da DC com o tom certo, segundo Ben Affleck
O DCEU teve vários fracassos em 2023, incluindo a decepção nas bilheterias do filme The Flash, que contou com uma breve participação de Ben Affleck como Batman. Sobre o tom de Batman vs Superman e Liga da Justiça, o ator comentou que havia uma preocupação constante sobre o filme ser “muito sombrio ou assustador”, afastando o público mais jovem.
Affleck afirmou que ainda não há uma resposta clara sobre qual direção tomar: “Ir para um filme com classificação mais adulta, como Joker, ou seguir algo mais amplo e familiar, como o que a Marvel faz.”
Imagem: Divulgação
O ator também destacou que o problema de tom nos filmes da DC tem raízes no legado de Frank Miller, conhecido por suas histórias mais adultas, como a minissérie The Dark Knight Returns. “Há uma tensão entre fazer algo para adultos ou para um público infantil. É algo que a DC ainda está tentando resolver,” observou.
Atualmente, James Gunn e Peter Safran, copresidentes da DC Studios, tentam equilibrar essa questão com projetos que têm recebido diferentes respostas do público, como Superman e Lanterns, que se saíram bem, e Supergirl, que decepcionou nas bilheterias. O desempenho de Clayface, que estreia este mês, também será crucial para delinear o futuro da franquia.
A trajetória do DCEU e as recentes mudanças no comando da DC Studios indicam um momento de transição para a franquia, na tentativa de encontrar um caminho sustentável e coerente para seus personagens e narrativas.
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Com informações de SlashFilm
