“Digger”, a mais recente produção de Alejandro González Iñárritu, que traz Tom Cruise no papel de um magnata do petróleo envelhecido responsável por uma crise ecológica, tem se revelado um desastre financeiro. Com custo estimado acima de US$ 200 milhões para sua produção, o longa de comédia satírica e tom sombrio pode registrar prejuízo de até US$ 250 milhões nas bilheterias.
A obra provocou reações divididas entre público e crítica, inclusive na equipe do /Film. Bill Bria, crítico do site, classificou “Digger” como uma experimentação ousada, mas excessivamente autoral, salva pela atuação de Cruise. O filme, segundo ele, é marcado pela audácia e pela disposição de afastar parte da audiência, resgatando um estilo que remete a Stanley Kubrick. O desempenho pífio na estreia nos cinemas gerou debates: para alguns, a baixa arrecadação seria sinal da qualidade insatisfatória do filme; para outros, ainda vale a pena assistir na tela grande para formar a própria opinião.
Anne Hathaway critica foco exagerado no desempenho financeiro
Entre os que defendem o filme está Anne Hathaway, atriz premiada que teve várias estreias em 2026. Em uma avaliação na plataforma social Letterboxd, ela elogiou abertamente o longa.
“Adorei este filme brilhante. É inteligente, surreal, agressivo, engraçado e ambicioso”, escreveu Hathaway na sua avaliação de 5 estrelas. “Vale a pena reservar um tempo para assistir e tirar suas próprias conclusões. Para mim? Nota 10/10.”
A preocupação excessiva com números de bilheteria não é novidade. O insucesso comercial do longa é um revés significativo para Tom Cruise, marcado por um longo período focado em franquias de ação como “Missão: Impossível”. Para Iñárritu, trata-se do maior orçamento já utilizado em sua filmografia e pode ser a última vez que consiga um projeto com financiamento similar.
No entanto, interpretar o fracasso de “Digger” como uma catástrofe para a Warner Bros. ou um indicativo para evitar filmes originais de alto orçamento seria um erro. Em 2025, o estúdio teve um ano caracterizado pelo sucesso comercial e crítico, com títulos como “Sinners” e “Weapons”.
Imagem: Divulgação
Com a iminente fusão entre Warner Bros. e Paramount, formando a mega-empresa Skydance, o estúdio busca um novo sucesso comercial. Ainda assim, priorizar exclusivamente resultados financeiros pode refletir o mesmo pensamento que contribuiu para os problemas financeiros e dívidas que culminaram nessa fusão.
Além disso, as perdas de “Digger” são pequenas diante das críticas ao CEO da Warner Bros., David Zaslav, que permitiu a absorção do estúdio por outra gigante, saindo com cerca de US$ 600 milhões. Assim, o convite está feito: assista “Digger” e tire suas próprias conclusões, como sugere Anne Hathaway.
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Com informações de SlashFilm
