A recusa de Jesse Eisenberg em retornar ao papel de Mark Zuckerberg em “The Social Reckoning”, sequência independente de “The Social Network” de 2010, foi o ponto de partida para o insucesso do filme que reúne Aaron Sorkin como roteirista e diretor. O projeto seguiu adiante com o ator Jeremy Strong no papel do fundador do Facebook, mas o resultado decepcionou crítica e público.
Enquanto “The Social Network” marcou época e garantiu a Eisenberg sua primeira indicação ao Oscar, “The Social Reckoning” não se equipara nem em qualidade nem em profundidade, segundo análises. A escolha de Strong para interpretar Zuckerberg foi uma das muitas falhas apontadas no longa. O retrato do personagem aqui é distante do complexo Zuckerberg da obra original, limitando-se a cenas em que ele se prepara para audiência no Senado e sustenta, de forma repetitiva e mecânica, que não pode censurar grupos extremistas sem ferir a liberdade de expressão.
A explicação de Aaron Sorkin e Jesse Eisenberg sobre a ausência
Aaron Sorkin revelou que Sony Pictures ofereceu uma quantia significativa para Eisenberg retornar, mas o ator não se sentiu motivado por dinheiro, segundo o próprio roteirista. Sorkin comentou que Eisenberg tem preocupações pessoais, especialmente em não expor os filhos a fortunas excessivas.
Para tentar convencer Eisenberg, Sorkin chegou a escrever um esboço, algo raro em sua rotina, destacando os momentos importantes do filme que ele poderia protagonizar. Apesar disso, o ator manteve a decisão de não participar, explicando ao veículo Variety que está seguindo caminhos diferentes na vida e que prefere não se associar mais ao personagem, sem questionar a qualidade do filme.
Jeremy Strong se destaca, mas filme não aproveita seu talento
Apesar da excelência reconhecida de Jeremy Strong, conhecido por seu talento em produções como “Succession”, seu desempenho em “The Social Reckoning” é prejudicado pelo roteiro e direção. A caracterização visual do Zuckerberg interpretado por Strong, incluindo maquiagem e peruca, causa distração. Suas falas se repetem e tornam o personagem reduzido a um discurso constante sobre liberdade de expressão, sem profundidade.
Imagem: Divulgação
O ápice negativo do filme acontece em sua cena final, na qual Zuckerberg assiste à invasão do Capitólio dos Estados Unidos em 6 de janeiro de 2021, aparentando pânico e indecisão enquanto colaboradores pedem para que ele remova publicações inflamadas do então presidente das redes sociais. Essa cena evidencia a subutilização do ator e o roteiro pouco inspirado.
“The Social Reckoning” estreou nos cinemas em 2026, mas muitos consideram que o projeto deveria ter sido cancelado após a saída de Eisenberg, o que não ocorreu.
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Com informações de SlashFilm
