O longa “Street Fighter” (2026) acompanha Ryu (Andrew Koji) e Ken Masters (Noah Centineo), recrutados para participar de um torneio mundial de artes marciais que na verdade é um plano do ditador M. Bison (David Dastmalchian) para obter poderes sobrenaturais chamados Psycho Power e dominar o mundo.
Apesar da premissa do torneio, a produção dedica pouco tempo à competição em si, focando mais na ação, humor e em sequências animadas em 2D que remetem aos animes diretos para vídeo dos anos 1990. A narrativa entrega uma atmosfera caricata, fiel aos personagens e aos golpes icônicos da franquia.
O filme termina com M. Bison fugindo, levando consigo o inconsciente Akuma (Joe Anoa’i) como prisioneiro, enquanto Ryu e Ken partem em busca do vilão.
A cena pós-créditos anuncia o retorno de Sagat
Na sequência pós-créditos, a cena se passa em um cenário de praia ou floresta, onde Bison e seus capangas visitam um homem com tapa-olho e uma grande cicatriz no peito — trata-se de Sagat, personagem introduzido na abertura do filme quando Ryu o derrota no primeiro torneio World Warrior em 1987.
A presença de Sagat na cena sugere que uma possível sequência deverá mostrar Ryu e Ken enfrentando, além de M. Bison, o ex-rival recuperado. Sagat é conhecido como o chefe final do primeiro jogo da série, e sua cicatriz é resultado de um ataque de Ryu que o motivou a desenvolver seu famoso golpe Tiger Uppercut.
A relação entre Sagat e Bison é complexa na franquia: inicialmente considerado um dos principais subordinados de Bison em “Street Fighter II”, Sagat acaba se afastando quando Bison corrompe Ryu com o Psycho Power para fazê-los lutar entre si.
M. Bison ainda não é explorado como o grande vilão
Embora “Street Fighter” seja divertido e traga uma homenagem ao estilo dos filmes de ação dos anos 1990, o longa deixa a desejar na construção de seu vilão principal. Apesar de M. Bison ser anunciado como a grande ameaça, a maior parte do filme se concentra no confronto contra Akuma.
Imagem: Divulgação
No clímax, Ryu enfrenta Akuma, mas a batalha não representa o encerramento definitivo. Bison remove Akuma e some, indicando que ainda há um embate por vir. A história termina com Ryu, Ken, Chun-Li (Callina Liang) e Dan (Andrew Schulz) se unindo a Guile (Cody Rhodes) e Dhalsim (Vidyut Jammwal) para perseguir o vilão, encerrando com um suspense nos créditos finais.
Se “Street Fighter” repetir a fórmula e alcançar sucesso nas bilheterias, é esperado que a continuação dê maior destaque a M. Bison como chefe supremo, agora com poderes adquiridos a partir do Psycho Power de Ryu, com Akuma sob seu controle e Sagat ao seu lado, aumentando a escala da ameaça e a necessidade de uma resistência coordenada para vencê-los.
A cena pós-créditos, portanto, serve para preparar o público para um retorno maior do universo “Street Fighter”, com batalhas entre personagens clássicos e vilões emblemáticos.
Veja também
- Cena pós-créditos de Street Fighter (2026) revela o verdadeiro chefe final
- Street Fighter (2026) tem cena pós-créditos? Guia sem spoilers
- Filme Street Fighter (2026) presta homenagem a Raul Julia como M. Bison
Com informações de SlashFilm
