O reboot de Street Fighter, lançado em 2026, tem chamado a atenção por sua abordagem distinta e divertida, especialmente na comparação com os recentes filmes de Mortal Kombat. Ambos baseados em séries de videogames icônicas, esses títulos trazem ao público personagens variados com estilos de luta únicos, porém a nova adaptação de Street Fighter se destaca por diversos aspectos que a tornam mais atraente para o público geral.
Street Fighter apresenta um estilo visual mais singular

Um dos diferenciais mais marcantes de Street Fighter em relação a Mortal Kombat é seu estilo visual mais vibrante e colorido. Ambientado nos anos 1990, o filme explora a época com elementos como personagens fazendo promoções na MTV, como é o caso de Ken Masters interpretado por Noah Centineo. Cada lutador tem características visuais muito fiéis aos jogos originais, incluindo figurinos e estilos individuais, proporcionando uma identidade visual bastante distinta para todos os personagens.
Em contrapartida, a estética mais obscura dos filmes de Mortal Kombat dá um tom mais uniforme ao visual geral, tornando-o menos variado em comparação com o rebuscado colorido de Street Fighter.
Street Fighter é muito mais engraçado que Mortal Kombat

Embora a trama de Street Fighter envolva um grande torneio de lutas, a ameaça de Akuma e as tentativas de Lord Bison de roubar os poderes dos outros lutadores, o filme não dispensa o humor em nenhum momento. As trocas de diálogo cômicas entre os personagens ocorrem com frequência, e Cody Rhodes, no papel de Guile, é responsável pelas maiores risadas quando aparece em cena, destacando-se não apenas pela aparência e corte de cabelo fiel ao jogo, mas também por seu desempenho.
Embora os filmes de Mortal Kombat apresentem algumas piadas, o humor não é um elemento tão central quanto é na produção da Paramount, que aposta em um tom mais divertido e leve.
Street Fighter não se leva tão a sério — e isso faz toda a diferença

O filme abraça a própria bizarrice que a franquia carrega desde sua origem, final dos anos 1980 e início dos 1990. Exemplo disso são personagens como Ken e Ryu, que possuem habilidades para lançar bolas de fogo com as mãos; Guile, um soldado treinado em combate corpo a corpo militar; Zangief, um lutador de grande porte; e Blanka, interpretado por Jason Momoa, que tem pele verde e poderes elétricos após ter sido criado por enguias.
Essa aceitação do absurdo permite que o filme seja cheio de espetáculo e ousadia, ao contrário de Mortal Kombat, que se concentra em um universo mais sombrio e violento, com fatalidades brutais, adequando-se assim ao tom mais sério de sua mitologia. Para o público geral, o tom mais leve e cheio de energia de Street Fighter pode ser mais atraente e acessível.
Flashbacks animados elevam a qualidade visual de Street Fighter

Um dos destaques técnicos do filme são as sequências em animação 2D que recontam a origem dos personagens Ken e Ryu. Essas cenas ilustram eventos como a morte do mestre deles, o fracasso de Ryu contra Akuma, e conflitos internos como a rivalidade e insegurança entre Ken e Ryu, assim como a luta de Ryu contra sua escuridão interior.
Essas transições para a animação 2D ajudam a manter o ritmo da narrativa quando o passado dos personagens é explorado, diferentemente dos filmes de Mortal Kombat, que não apresentam esse tipo de recurso visual alterado, reforçando a singularidade do novo Street Fighter também no aspecto estético.
Trilha sonora dos anos 90 confere identidade sonora única a Street Fighter

Ambientado nos anos 90, o filme aproveita para explorar uma trilha sonora recheada de clássicos do período, incluindo músicas como “Ambitionz Az A Ridah” de Tupac, “Who Let The Dogs Out” do Baha Men, “Bitch” de Meredith Brooks, e “Many Men (Wish Death)” de 50 Cent, que também atua no filme como Balrog. O filme encerra com “It’s Raining Men” da Weather Girls em um dos momentos mais engraçados antes dos créditos finais.
A canção “What’s Up?”, do 4 Non Blondes, tem papel especial, sendo utilizada em diversos momentos para reforçar a ligação entre Ryu e Ken no início e no final do longa. Curiosamente, essa música também foi destaque em outro filme de 2026, Masters of the Universe.
Imagem: Divulgação
Em comparação, os filmes de Mortal Kombat apresentam uma identidade musical menos marcante, embora tenham usado com destaque o tema “Techno Syndrome”, famoso na série de jogos.
Street Fighter diverte independentemente do conhecimento prévio do jogo
Outro ponto a favor do reboot de Street Fighter está na sua acessibilidade. O filme consegue agradar tanto aos fãs antigos da franquia, que reconhecem os personagens e seus estilos de luta fiéis às versões originais, como também ao público geral que pode não ter familiaridade com a série de jogos. Referências como o torneio World Warrior, que acontece em 1987, ano de lançamento do primeiro jogo, são integradas sem prejudicar quem assiste pela primeira vez.
Já os filmes de Mortal Kombat priorizam a complexidade de sua mitologia e podem ser menos convidativos a novatos, especialmente por sua narrativa mais focada em elementos da lore da série.
Esses elementos combinados conferem a Street Fighter (2026) uma personalidade própria, colorida, divertida e cativante, garantindo um resultado que supera as expectativas e se destaca dentro do gênero de adaptações de videogames para o cinema. A produção está em cartaz nos cinemas pela Paramount Pictures.
Street Fighter (2026) traz Noah Centineo como Ken Masters e Andrew Koji como Ryu em uma trama onde os lutadores se reúnem em um torneio chamado World Warrior, enquanto descobrem uma conspiração envolvendo o próprio campeonato.
No mesmo universo, Mortal Kombat II, lançado em maio de 2026, continua a saga dos campeões da Terra contra novas ameaças de Outworld, com Karl Urban interpretando Johnny Cage. O filme está disponível para streaming em plataformas como HBO Max e Prime Video, além de locação e compra digital.
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Com informações de Screen Rant
