O autor Andy Weir revelou as dificuldades enfrentadas para representar a forma única de comunicação do personagem alienígena Rocky na versão em audiobook de Project Hail Mary. Publicado originalmente em 2021 e adaptado recentemente para o cinema, o livro combina elementos de ficção científica rigorosa com uma narrativa acessível para todas as idades.
Em Project Hail Mary, Rocky é um alienígena crustáceo do planeta Erid que se comunica por meio de tons musicais e acordes, uma característica que exigiu soluções criativas tanto no filme quanto no audiobook. Para o personagem, o ator James Ortiz deu voz e movimento à criatura, incorporando sons de falha eletrônica que representavam a tradução computadorizada da linguagem de Rocky.
No audiobook, narrado por Ray Porter, o desafio foi diferente. Porter interpreta Rocky, mas para refletir a comunicação musical original do alien, notas musicais foram tocadas simultaneamente durante os diálogos para representar os sons pré-tradução. Andy Weir destacou o cuidado envolvido nesse processo, que incluiu diversas discussões sobre como integrar os efeitos sonoros para transmitir a essência da linguagem alienígena, antes mesmo da estreia do filme.
“O audiobook começa com as notas musicais bem destacadas, demonstrando como Rocky fala antes da tradução, mas conforme a história avança e Ryland Grace entende melhor a linguagem, essas notas vão sumindo gradualmente”, explicou Weir. Essa transição sonora evidencia o aprendizado do protagonista sobre o idioma alienígena ao longo da trama.
A qualidade do audiobook e o equilíbrio entre ficção científica e entretenimento
O audiobook de Project Hail Mary é considerado um dos melhores lançamentos recentes do gênero. Ray Porter foi premiado em 2022 com o Audie Award de Ficção Científica e Audiolivro do Ano por sua interpretação do protagonista Ryland Grace. Ainda assim, Andy Weir e a equipe produtora dedicaram atenção especial à dramatização da comunicação do alienígena Rocky, garantindo fidelidade ao material original.
Imagem: Divulgação
A combinação da narração calorosa de Porter com as notas musicais permite que o ouvinte experimente, ao mesmo tempo, a complexidade da ficção científica e o charme de uma aventura com apelo familiar, refletindo o tom tanto do livro quanto da adaptação para o cinema. A diminuição gradual dos sons musicais reforça a ideia do entendimento crescente entre os personagens.
Atualmente, Andy Weir não planeja uma continuação para Project Hail Mary. Enquanto isso, fãs podem explorar outras obras do gênero, especialmente aquelas narradas por Ray Porter, para continuar a apreciação da ficção científica em formato audiobook.
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Com informações de SlashFilm
