Patrick Stewart interpretou Charles Xavier, o Professor X, ao longo de mais de 25 anos, entregando performances marcantes como o líder dos X-Men. Embora sua última participação esteja prevista para o filme Avengers: Doomsday, é momento ideal para revisitar sua trajetória icônica, que ultrapassou diversos longas no universo Marvel.
Originalmente, Stewart foi o rosto do Professor X na franquia X-Men da Fox, estrelando a trilogia inicial e aparecendo nos quatro primeiros filmes antes de James McAvoy assumir como uma versão mais jovem do personagem em X-Men: First Class. Essa divisão possibilitou um crossover inédito em X-Men: Days of Future Past, onde os dois atores contracenaram, entregando uma das frases mais emblemáticas do Professor X.
Stewart fez sua aparição final no universo Fox em Logan, filme que representa um encerramento para seu personagem nesta linha do tempo. Com a expansão do multiverso pela Marvel Studios, o ator retorna para Avengers: Doomsday, marcando sua segunda participação no MCU e seu nono filme como Professor X total. Esta será sua última performance, tendo falecido em outubro de 2026.
Esse total inclui uma breve participação em X-Men Origins: Wolverine e uma cena pós-créditos em The Wolverine. Essas aparições são rápidas e poucas, não oferecendo muito espaço para desenvolvimento, embora Stewart mantenha sua autoridade no papel. Excluindo esses casos, apresentamos abaixo um ranking da atuação do ator nos demais filmes, avaliado pela qualidade, extensão do papel e impacto dos diálogos.
X-Men: Logan

Em Logan, Patrick Stewart oferece sua melhor performance como Professor X. O filme apresenta um Xavier idoso, que enfrenta uma degeneração mental progressiva. A interpretação é profunda e emocionante, mostrando um personagem fragilizado, em sofrimento intenso.
Diferente de versões anteriores, Stewart retrata um Professor X que sofre tanto física quanto psicologicamente, trazendo à tona uma vulnerabilidade rara na personagem. O filme também acrescenta momentos de leveza com o humor característico do envelhecimento, equilibrando o tom carregado da narrativa.
Essa produção destaca as camadas mais sensíveis do Professor X, algo pouco explorado nos filmes anteriores. A atuação excepcional de Stewart foi fundamental para a força dramática da obra, especialmente nas cenas finais, nas quais o ator expressa com intensidade a dor e o impacto da morte de Xavier.
X-Men

A obra que marcou a estreia de Stewart como Professor X é a base para suas interpretações posteriores. X-Men estabelece seu personagem como um líder sábio, compassivo e dedicado à coexistência pacífica entre mutantes e humanos.
Desde sua primeira cena, Stewart demonstra domínio total do papel, transmitindo a autoridade e o afeto que definem seu Professor X. O filme permite explorar as facetas de mentor e educador do personagem, tornando-o um pilar da equipe e do enredo.
Apesar de momentos de humor, sua presença é sempre imponente e garante credibilidade ao universo dos mutantes, ajudando a firmar a franquia como um sucesso no gênero de super-heróis.
X-Men: Days of Future Past

Em X-Men: Days of Future Past, o papel de Stewart limita-se a poucos momentos no futuro, já que o foco principal está no passado com os personagens mais jovens. Ainda assim, ele impressiona ao transmitir a tensão e a esperança diante da ameaça aos mutantes.
O ponto alto é a cena em que o Professor X encontra sua versão mais jovem, representada por James McAvoy. O diálogo entre as duas encarnações revela sabedoria e fé na capacidade de mudança das pessoas, sintetizado pela frase marcante: “Só porque alguém tropeça e perde o rumo, não significa que esteja perdido para sempre.”
Imagem: Divulgação
No desfecho do filme, Stewart também mostra com sutileza o choque e alívio ao perceber que o futuro foi alterado, fechando sua participação com emoção.
X2

X2 é considerado um dos melhores filmes da série, mas o papel de Stewart é desafiador, pois o Professor X passa grande parte do tempo como prisioneiro em uma ilusão de William Stryker. Isso limita suas interações e o ritmo de seu desempenho.
Mesmo com pouca participação, Stewart revela o lado humano e protetor do personagem, principalmente ao cuidar de um garoto que é filho do vilão e aparece na ilusão. Sua habilidade telepática ganha destaque, mas a presença do ator é mais discreta quando comparada a outras obras do universo X-Men.
X-Men: The Last Stand

Embora X-Men: The Last Stand seja um filme criticado, Patrick Stewart entrega uma atuação sólida interpretando um Professor X atormentado. Neste longa, o personagem enfrenta as consequências de decisões morais controversas relacionadas a Jean Grey.
O ator equilibra a calmaria e a angústia, refletindo a preocupação com os perigos que a Jean representa, ao mesmo tempo em que lida com suas próprias falhas. A cena da morte de Professor X pelo próprio Jean é um dos pontos de maior carga emocional, graças à interpretação intensa de Stewart.
Apesar do papel limitado devido à morte do personagem, a performance do ator se destaca em um filme que, de outra forma, é menos bem avaliado.
Doctor Strange in the Multiverse of Madness

Stewart fez sua estreia no MCU em Doctor Strange in the Multiverse of Madness numa participação rápida, que vai além de um mero cameo. Ele aparece em três cenas principais: a reunião do Illuminati com Doutor Estranho, instruções finais após um ataque da Feiticeira Escarlate e um breve contato com Wanda Maximoff.
É curioso vê-lo na cadeira flutuante amarela icônica da série animada dos X-Men e interagindo com personagens de outros universos Marvel. Apesar do tempo limitado, Stewart transmite a sabedoria e a liderança do Professor X com firmeza, apresentando momentos emocionais importantes.
Essa atuação ficou em último lugar na lista por causa da pouca duração, que restringe seu impacto. É possível imaginar que, se o ator tivesse um papel maior em um filme focado no Illuminati, sua performance ganharia maior destaque.
Patrick Stewart deixa um legado marcante como Professor X, atuando em nove filmes da Marvel, incluindo produções da Fox e do MCU. Sua interpretação é reconhecida por trazer profundidade, humanidade e autoridade ao personagem até seus últimos momentos.
