Desde o lançamento do primeiro trailer, o filme “One Night Only”, dirigido por Will Gluck, passou a ser apelidado pelo público como a “comédia romântica da ‘sex Purge’”. A associação ocorre porque o longa aborda um cenário fictício no qual o governo determina que pessoas solteiras só podem ter relações sexuais em uma única noite por ano, numa tentativa política de reforçar os “valores familiares”. A proposta lembra o universo da franquia “The Purge”, em que uma vez por ano o crime é liberado.
Will Gluck explica a abordagem do filme
O diretor Will Gluck comentou em entrevista sua percepção sobre o debate em torno da temática do filme e detalhou o foco da produção. Segundo ele, o título não pretende explorar profundamente a legislação que molda esse universo, mas sim acompanhar personagens diante dessa realidade restritiva:
“Estou ciente do que as pessoas falam na internet, da comparação do filme com a ‘sex Purge’, e concordo que isso faz sentido. Porém, meu objetivo não foi criar um filme sobre isso. Adoro explorar personagens e situações. Não importa o motivo ou como as pessoas se encontram numa determinada condição, o que me interessa é mostrar que continuam sendo humanos tentando seguir em frente. Não queríamos que esse aspecto dominante tomasse conta da história, apenas explicamos o contexto sem tomar partido, mostrando ambos os lados. O foco está nos dois personagens enfrentando essa noite louca.”
O mundo do filme e o foco nos protagonistas
Apesar da afirmação de que o filme não toma partido em relação à lei fictícia, “One Night Only” apresenta o decreto em uma luz crítica. Durante o longa, um político o define como um “sinal de honra” para incels, enquanto um empresário da área de tecnologia, interpretado por Nicholas Braun, destaca os benefícios financeiros para sua empresa. A maioria dos personagens manifesta opiniões negativas sobre a lei, que também é alvo de manifestações visíveis no cenário, incluindo cartazes e um show de protesto anunciado.
Para Gluck, entretanto, o desenvolvimento dos personagens tem prioridade frente à ambientação. Ele acredita que os detalhes da situação se tornam pano de fundo para contar a história de pessoas que vivem numa realidade opressora e tentam lidar com ela. Essa resiliência, destaca o diretor, remete à forma como muitos espectadores encaram eventos reais difíceis, continuando suas vidas mesmo diante de situações adversas.
Imagem: Divulgação
O diretor conversará mais sobre o filme e suas escolhas na edição do dia 12 de agosto de 2026 do podcast /Film Weekly. “One Night Only” já está em cartaz nos cinemas.
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Com informações de SlashFilm
