A temporada 3 de House of the Dragon marcou um aumento significativo no número de personagens mortos, destacando as consequências da guerra sem sentido em Westeros. Desde a batalha inicial da temporada com a morte do príncipe Jacaerys (Harry Collett) até a recente saída de Criston Cole (Fabien Frankel), o episódio final reservou uma despedida especialmente impactante para a rainha Helaena (Phia Saban).
No oitavo episódio, Helaena comete suicídio ao se lançar pela janela e morrer ao se perfurar no fosso com estacas do castelo Maegor’s Holdfast. Essa cena é fiel ao livro Fire & Blood, apesar de as circunstâncias terem sido modificadas. O escritor George R.R. Martin havia antecipado essa morte quase dois anos antes e criticou o roteiro idealizado por Ryan Condal na terceira temporada, afirmando que a motivação para o ato extremo da personagem havia sido alterada sem justificativa convincente.
Apesar dos esforços do episódio final para contextualizar a decisão de Helaena, a cena não alcança a profundidade esperada, reforçando a observação de Martin sobre a fragilidade dessa narrativa na série. O desfecho deixa uma sensação de tristeza pronunciada e a impressão de que uma oportunidade significativa foi perdida na adaptação.
A morte de Helaena em House of the Dragon parece abrupta e sem propósito
Helaena Targaryen, uma rainha que desejava apenas abandonar os conflitos incessantes de King’s Landing e viver em paz com seus filhos longe da corte, tem um destino considerado cruel na série, embora leitores dos livros esperassem uma morte misteriosa para a personagem.
O episódio final começa mostrando que ela está em greve de fome e insatisfeita com sua prisão. No entanto, a forma como seu suicídio ocorre levanta dúvidas. Após o assassinato traumático de seu filho na segunda temporada, ela continuou exercendo suas funções como rainha mesmo em meio à dor. Parte dessa aparente indiferença pode ser atribuída às suas características excêntricas, como o fascínio por visões proféticas e insetos.
Entretanto, a decisão de acabar com a própria vida parece ter sido motivada quase que exclusivamente por uma última palavra de Mysaria (Sonoya Mizuno), uma ação que fragiliza a lógica do ato extremo, inclusive desconsiderando o apoio que sua mãe Alicent (Olivia Cooke) lhe oferece para garantir sua liberdade.
Para o público, a morte da personagem soa súbita, perturbadora e, principalmente, sem sentido, levantando questionamentos sobre a real intenção narrativa dessa sequência.
Imagem: Ollie Upt/HBO
Comparação entre as mortes de Helaena na série e em Fire & Blood
Na obra original Fire & Blood, a trajetória de Helaena é ainda mais sombria. Ela é mantida prisioneira por Rhaenyra (Emma D’Arcy) sem liberdade para sair, confinada em King’s Landing enquanto a guerra se desenrola. O momento decisivo ocorre com a morte brutal de seu filho mais novo, Maelor, assassinado por populares durante uma revolta após a queda da cidade.
O livro sugere, mas não afirma explicitamente, que essa tragédia pode ter levado Helaena ao suicídio posteriormente. A ambiguidade dessa passagem contrasta com a adaptação, que apresenta um motivo mais superficial para o ato.
George R.R. Martin expressou preocupação com as alterações feitas na série, especialmente porque essas mudanças não oferecem uma conclusão mais profunda para a história de Helaena, mas geram mais questionamentos.
Com apenas uma temporada restante, aumenta a expectativa sobre como House of the Dragon concluirá esta narrativa complexa.
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Com informações de SlashFilm
