O filme Supergirl, agora disponível no HBO Max, oferece uma nova oportunidade para o público revisitar essa produção do Universo DC (DCU), que passou por dificuldades nas bilheterias após seu lançamento teatral. Apesar do sucesso do filme Superman dirigido por James Gunn no ano anterior, a obra focada em Kara Zor-El enfrentou críticas e desafios, embora possua momentos dignos de atenção.
Milly Alcock mantém uma excelente atuação como Supergirl
A atriz Milly Alcock, intérprete de Kara Zor-El, entregou a melhor performance do filme. Com uma interpretação que mistura realismo e uma postura mais dura, ela conseguiu dar vida a uma Supergirl diferente do primo Superman, influenciada fortemente pela história em quadrinhos Woman of Tomorrow. Mesmo diante de uma narrativa e ritmo que apresentam dificuldades, Alcock é a principal força do longa, especialmente ao retratar a dor da perda de Krypton e a adaptação dela à Terra.
Jason Momoa diverte como Lobo
O papel de Lobo, interpretado por Jason Momoa, é um dos destaques divertidos do filme. Já conhecido por seu desempenho como Aquaman, Momoa incorporou o caçador de recompensas intergaláctico com simpatia e autenticidade, agradando os fãs do personagem nos quadrinhos. Embora sua participação na produção tenha sido pequena, espera-se que ele tenha futuro no DCU a partir dessa introdução.
A exploração de Krypton no DCU fascina, mas compromete o ritmo
A extensa sequência de flashback que revela a origem de Kara Zor-El e sua vida em Krypton desacelera bastante a narrativa atual do filme. Contudo, essa exploração do planeta natal dos dois Kryptonianos é intrigante, mostrando o que Kara perdeu, já que viveu uma vida inteira lá, diferente de Superman, que veio à Terra ainda bebê. Essa abordagem também torna o plot twist sobre os pais kryptonianos de Superman mais curioso, indicando que a ambição de conquista parece ser uma particularidade dos seus genitores.
As participações de Superman são pontos altos
David Corenswet interpreta Superman em duas rápidas aparições que aumentam o carisma do personagem no filme. Essas cenas reforçam as diferenças entre os primos kryptonianos: enquanto Kal-El é otimista e sempre esperançoso, Kara demonstra um tom mais cético e marcado pela experiência traumática. A oposição dos perfis mostra bem o contraste entre eles e sugere potencial para futuras histórias em conjunto dentro do DCU, como em Man of Tomorrow.
Filme apresenta problemas significativos de ritmo
Um dos maiores desafios do filme é o seu ritmo irregular, problema que se torna mais evidente em uma releitura. O longa sofreu interferências entre o diretor Craig Gillespie e o DC Studios durante a finalização, chegando a ter cortes alternativos testados em diversas sessões. O resultado é uma narrativa que não aproveita adequadamente certas partes e se arrasta em outras, prejudicando a adaptação da famosa história em quadrinhos Woman of Tomorrow, que teve muitos elementos deixados de lado.
Krem é um dos vilões menos interessantes entre filmes de quadrinhos
O antagonista Krem, interpretado por Matthias Schoenaerts, não consegue causar um impacto relevante. A representação do personagem no filme fica distante da original dos quadrinhos, apresentando uma vilania rasa e pouco cativante, mesmo com o ator tentando passar uma presença ameaçadora.
Luta final de Supergirl é monótona
O confronto final, onde Kara finalmente demonstra todo seu poder, ocorre em um cenário escuro e sem vida, o que torna a cena pouco empolgante. Embora ambientes assim facilitem a aplicação de efeitos visuais, o embate perde frescor e energia, falhando em entregar a intensidade que o momento e a personagem merecem.
Imagem: MovieStillsDB
Música final do filme não é tão ruim quanto dizem
A faixa usada na cena final de Supergirl recebeu muitas críticas e virou motivo de memes, mas sua presença não chega a comprometer tanto a produção. Embora músicas como “Call Me”, da Blondie, tivessem sido amplamente utilizadas na divulgação e talvez combinassem melhor, a canção escolhida não é desastrosa, e um clima visual mais vibrante poderia ter ajudado na recepção da sequência.
Final do filme diverge da mensagem original de Woman of Tomorrow
O encerramento da história gerou polêmica, pois Supergirl mata Krem, enquanto nos quadrinhos o desfecho mostra Kara buscando convencer Ruthye de que a vingança não cura a dor, e Krem fica preso na Zona Fantasma, retornando posteriormente para enfrentar a personagem de forma diferente. A roteirista Ana Nogueira teria interpretado erroneamente a conclusão da HQ, acarretando uma finalização que enfraquece o impacto da trama original.
Apesar das falhas, Kara Zor-El merece continuidade no DCU
Mesmo com todos os problemas exibidos, a personagem de Milly Alcock ainda possui muito potencial para ser explorado em novos projetos do Universo DC. A confirmação da atriz na sequência Man of Tomorrow, prevista para 2027, reacende as expectativas para uma trajetória mais consistente de Supergirl, demonstrando que há espaço para sua história se desenvolver adiante.
Supergirl está disponível para streaming no HBO Max.
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Com informações de Screen Rant
