Desde o encerramento da trajetória de Daniel Craig em 2021 com No Time to Die, a expectativa sobre quem será o próximo James Bond tornou-se um dos assuntos mais comentados no universo do cinema. A próxima fase da franquia ficará sob o comando da Amazon MGM, com Denis Villeneuve na direção do 26º filme e roteiro assinado por Steven Knight. Entre os nomes cotados estão tanto talentos já consagrados quanto atores mais jovens, e os comentários de Gary Oldman sobre um colega de Slow Horses intensificaram ainda mais as especulações.
Para entender por que esses artistas são considerados para o papel icônico, é revelador analisar os filmes e séries que impulsionaram suas carreiras. A seguir, são destacados os títulos que melhor ilustram a capacidade e versatilidade dos principais concorrentes para vestir o famoso smoking do agente 007.
Jack O’Connell – Sinners (2025)

Jack O’Connell é reconhecido pelo seu talento versátil em diversos filmes e séries britânicas. Apesar de sua performance em Starred Up ser muito elogiada, o filme que o consagra é Sinners, dirigido por Ryan Coogler. Esta produção de horror sobrenatural, ambientada em época passada, mistura elementos de vampiros e drama histórico, se destacando em 2025. O’Connell interpreta Remmick, um antagonista carismático e inquietante.
O interesse por Remmick está na forma como O’Connell o interpreta inicialmente como um estranho capaz de se conectar com as esperanças e frustrações da comunidade, um papel que equilibra sedução e ameaça. Mesmo dividindo a cena com Michael B. Jordan, ele chama atenção. Em Sinners, O’Connell demonstra habilidade para ser tanto encantador quanto intimidante, características essenciais para um James Bond eficaz.
Callum Turner – Green Room (2015)

Antes de protagonizar Masters of the Air e entrar na lista para James Bond, Callum Turner ganhou destaque em Green Room, thriller tenso dirigido por Jeremy Saulnier. O filme acompanha uma banda punk presa em um local isolado após testemunhar um assassinato cometido por neonazistas. Turner vive Tiger, o vocalista, que provoca a rivalidade ao cantar um hino anti-nazista.
O clima do filme é violento e direto, e Turner se destaca como membro de um elenco que deve tomar decisões rápidas e realistas. Embora tenha tido papéis maiores depois, Green Room permanece uma das atuações iniciais mais marcantes de Turner, cuja versatilidade também pode ser vista em papéis como Major John “Bucky” Egan em Masters of the Air e Liam em Rose of Nevada, misturando gêneros e estilos variados.
Jack Reynor – Midsommar (2019)

Jack Reynor teve em Midsommar, dirigido por Ari Aster, um dos seus papéis mais impactantes. No filme de horror de horror psicológico, ele interpreta Christian Hughes, cuja relação com Dani, personagem de Florence Pugh, já era fragilizada antes da viagem a um festival sueco.
Christian é vivido com uma mistura de arrogância, insegurança e passividade, tornando-o um personagem frustrantemente comum, mas com falhas que se revelam ao longo do filme. Antes de Midsommar, Reynor participou de Transformers: Age of Extinction e What Richard Did, além de retornar recentimente ao gênero horror com The Mummy de Lee Cronin, e atua também em musicais, mostrando sua versatilidade.
Jacob Elordi – Frankenstein (2025)

Jacob Elordi viveu uma transformação marcante ao interpretar a Criatura na versão de Mary Shelley dirigida por Guillermo del Toro, lançada em 2025. O elenco principal conta ainda com Oscar Isaac, Mia Goth e Christoph Waltz. O papel exigiu de Elordi uma atuação física intensa, transmitindo vulnerabilidade emocional e crescimento do personagem sob maquiagem pesada e próteses.
Antes desse papel, Elordi era conhecido principalmente pelo sucesso da série de filmes The Kissing Booth e depois consolidou sua reputação dramática em Saltburn. Frankenstein colocou a técnica física e expressiva do ator em evidência, demonstrando sua capacidade para papéis exigentes.
Aaron Taylor-Johnson – Nocturnal Animals (2016)

A carreira de Aaron Taylor-Johnson é marcada por diversidade, atuando em Kick-Ass, como John Lennon em Nowhere Boy, e como Mercúrio em Avengers: Age of Ultron. No entanto, seu papel mais notável é Ray Marcus em Nocturnal Animals, thriller psicológico de Tom Ford.
Imagem: Divulgação
Ray é um criminoso violento e imprevisível, personagem que lhe rendeu um Globo de Ouro. Taylor-Johnson evita caricaturas e cria um antagonista ameaçador pela incerteza e intensidade. Seu trabalho em Bullet Train também destaca seu carisma para papel de ação, mas Nocturnal Animals continua sendo sua atuação mais expressiva.
Jack Lowden – Calibre (2018)
Jack Lowden tem ganhado destaque principalmente pela série Slow Horses, onde vive River Cartwright, agente da MI5. Seu melhor filme até agora é o thriller de sobrevivência Calibre, de 2018, que narra uma caçada no interior da Escócia que termina em tragédia. Lowden encarna Vaughn, que enfrenta dilemas morais em uma situação extrema.
Com participações em Dunkirk, Mary Queen of Scots e Fighting with My Family, Lowden confirma sua aptidão para carregar tramas tensas. As recentes declarações de Gary Oldman, seu colega em Slow Horses, sugerem que o ator já foi escolhido para ser o próximo 007, aumentando as expectativas sobre seu nome.
Jack Barton – Heartstopper Forever (2026)
Menos experiente no cinema, Jack Barton tem em Heartstopper Forever seu papel mais robusto até o momento. O filme da Netflix é a conclusão da história baseada na obra de Alice Oseman, onde o ator retorna como David Nelson, irmão mais velho do protagonista Nick.
Barton também é conhecido por papéis em séries como Rogue Heroes e The War of the Worlds, além de uma participação rápida em Poor Things. Embora ainda em desenvolvimento, sua energia tradicionalmente carismática em Heartstopper demonstra o charme natural que é fundamental para o personagem de Bond.
Harris Dickinson – Triangle of Sadness (2022)
Harris Dickinson conquistou destaque com o filme Triangle of Sadness, vencedor da Palma de Ouro em Cannes. No longa dirigido por Ruben Östlund, Dickinson interpreta Carl, um modelo jovem que enfrenta problemas pessoais em meio a uma crise social provocada pela naufrágio de um iate de luxo.
O filme desafia estereótipos e coloca o ator sob uma luz complexa, diferente do papel tradicional de galã. Com trabalhos anteriores em Beach Rats, The King’s Man e Blitz, Dickinson se tornou uma das apostas mais interessantes para a próxima geração de James Bond.
A análise dos filmes desses atores revela os motivos pelos quais eles são cogitados para o papel de James Bond, reunindo na carreira de cada um habilidades essenciais ao agente 007, como carisma, presença e capacidade dramática.
