O diretor Zack Snyder, conhecido por provocar opiniões divisivas com seus filmes, comentou sobre as fortes reações negativas que seu projeto mais recente, The Last Photograph, recebeu após sua estreia no Festival Internacional de Cinema de Toronto (TIFF). O longa, que marca um retorno do cineasta a uma produção mais modesta, foi duramente criticado, com publicações qualificando-o como “grotesco” e “sem vergonha”.
O filme é um drama de guerra que acompanha um ex-agente da DEA, interpretado por Stuart Martin, em sua busca pelas crianças do irmão diplomata assassinado em um país sul-americano não especificado. Ele conta com a ajuda de um fotógrafo viciado, papel do ator Fra Fee, que testemunhou os assassinos.
A percepção de Snyder sobre a repercussão do filme
Em entrevista à revista Variety, Snyder se manifestou sobre o impacto negativo, dizendo não aceitar tão facilmente as críticas, mas demonstrando compreensão. O cineasta destacou o nível de hostilidade enfrentado, que varia desde insultos pessoais até acusações extremas:
“É estranho, porque a energia e o vitriol que encontro são incríveis. Já li coisas como ‘Quero matar Zack Snyder’, ‘Zack Snyder é fascista’, ‘Zack Snyder é homofóbico’, ‘Zack Snyder é bissexual’.”
Ele também refletiu sobre a atenção desproporcional direcionada a um filme de pequeno porte: “Pensei que, por ser um filme pequeno e não tão significativo, ele poderia existir no seu próprio espaço. Mas que tipo de barulho o mundo faz por um filme pequeno como este?”
Zack Snyder sobre a violência no filme
Snyder foi contratado para dirigir The Last Photograph em 2010, com roteiro assinado por Kurt Johnstad, colaborador frequente do diretor. A proposta era trabalhar em uma produção mais contida, após décadas atuando em grandes orçamentos.
Entre seus trabalhos recentes, estão os filmes Man of Steel, Batman v Superman: Dawn of Justice, além dos projetos com a Netflix, Army of the Dead e Rebel Moon. No entanto, seu retorno a produções menores não foi bem recebido pela crítica, principalmente devido à violência explícita mostrada no longa.
Uma das principais reclamações do público que assistiu ao filme no TIFF foi o uso excessivo de violência, especialmente contra mulheres e crianças. Sobre esse tema, Snyder defendeu que a violência retratada é indiscriminada, atingindo todos os personagens:
“Eu diria que a violência contra mulheres e homens é igual, ninguém é poupado — homens, mulheres, crianças. A justiça apresentada no filme age como um furacão. Tentar impor uma moralidade ou significado à violência não faz sentido; o que ela quer dizer é que a violência não funciona e não resolve nada.”
Diretor reconhece a forte polarização em torno dos seus filmes
Zack Snyder é figura frequentemente cercada por controvérsias. Suas decisões criativas em adaptações como Watchmen e Man of Steel já geraram debates acalorados, que se estendem a produções como Sucker Punch e Legend of the Guardians: The Owls of Ga’Hoole.
Imagem: Divulgação
Sobre o tamanho das reações ao seu novo filme, ele ressaltou a discrepância entre o número de espectadores e a quantidade de feedback negativo nas redes sociais: “Só havia 1.200 pessoas na sala, mas há milhares de comentários. Li um comentário de um cara que não viu ainda, mas já dizia que ‘com certeza é horrível’. Não interessa se o filme é bom ou ruim, comigo é mais fácil alguém escrever ‘Eu odeio Zack Snyder! Ele é fascista!’ do que ‘Eu vi o filme e gostei’. Ninguém dá atenção para isso.”
“E, obviamente, eu não sou fascista”, concluiu Snyder.
Atualmente, The Last Photograph está em busca de distribuidora, pois foi produzido de forma independente, sem parceria com grandes estúdios. Considerando as críticas negativas, a disponibilização ampla do filme pode demorar, e não há data oficial de lançamento.
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Com informações de SlashFilm
