Zack Cregger se firmou como um dos principais nomes do cinema de horror contemporâneo ao lançar seu reboot da franquia Resident Evil. A nova adaptação dos jogos da Capcom estreou com grande sucesso nas bilheterias, superando expectativas e estabelecendo recordes para a série.
Avaliação positiva de críticos e público
Embora o gênero de terror costume gerar debates acalorados, o filme de Cregger foi unanimemente bem recebido tanto pela crítica quanto pelo público. Atualmente, o reboot detém 95% de aprovação no Rotten Tomatoes e 91% entre os espectadores, superando marcas anteriores, como a do filme Sonic the Hedgehog 3. Além disso, recebeu nota B+ no CinemaScore, um reconhecimento raro e positivo para o gênero. Esses índices apontam para uma recepção favorável que deve garantir estabilidade nas próximas semanas nas bilheterias.
O longa acompanha Bryan (Austin Abrams), um entregador médico que se vê preso em uma noite caótica em Raccoon City, lutando pela sobrevivência. Também atuam Paul Walter Hauser, Zach Cherry e Kali Reis. Críticas destacam o equilíbrio entre ação intensa e elementos característicos de horror da franquia, agradando especialmente os fãs.
Sucesso doméstico sem depender do mercado internacional
Ao contrário das produções anteriores, que tiveram grande parte de sua receita concentrada no exterior, o novo Resident Evil já apresenta desempenho robusto no mercado norte-americano. A estreia rendeu US$ 60,2 milhões nos Estados Unidos e US$ 48,3 milhões no restante do mundo, totalizando US$ 108,5 milhões globalmente, uma marca inédita para a franquia. Essa mudança indica maior estabilidade financeira e menor dependência de mercados internacionais, o que representa um avanço para a série.
O filme ainda precisa consolidar sua arrecadação para justificar o orçamento de US$ 75 milhões, mas está bem encaminhado para se tornar o título mais lucrativo do universo Resident Evil, tanto no mercado interno quanto globalmente.
Escolha estratégica da data de lançamento
Apesar de o filme não ter sido lançado no mês de Halloween, época tradicionalmente associada a lançamentos de terror, a Sony Pictures optou por uma estreia em setembro, aproveitando uma janela pouco competitiva. Essa estratégia permitiu que Resident Evil tivesse destaque em um período com poucos lançamentos do gênero, dando margem para uma boa exposição nas semanas seguintes.
Nos dias seguintes ao lançamento, outras produções grandes como “Avengers Endgame: Encore” e “Primetime”, que deve atrair público de premiações, não ameaçam diretamente o público-alvo do filme de terror. Além disso, o próximo grande lançamento de horror só acontecerá em outubro, o que favorece a consolidação do filme nas bilheterias.
Históricamente, setembro é um mês considerado fraco para o cinema, mas filmes acertados com o público podem se destacar — como foi o caso de “It”, de Stephen King, que também estreou em setembro e se tornou um sucesso.
Imagem: Divulgação
Legado e popularidade da franquia Resident Evil
A popularidade da franquia Resident Evil, que teve seu início há 30 anos com o lançamento do jogo original da Capcom, é um fator decisivo para o sucesso do filme. O nome é reconhecido por fãs de diversas gerações e continua vivo graças a títulos recentes de sucesso, como Resident Evil: Village.
Apesar do fracasso da série live-action produzida pela Netflix, o interesse pela narrativa continua, e o público costuma comparecer em peso para adaptacões cinematográficas da franquia. O hábito de revisitar “Resident Evil” tanto para gamers quanto para espectadores que acompanharam os filmes protagonizados por Milla Jovovich contribui para a performance positiva da nova produção.
Zack Cregger como responsável pelo sucesso recente
Zack Cregger disputou seu espaço no cinema de terror com filmes como “Barbarian” (2022), que revitalizou o gênero e colocou o diretor em evidência, e “Weapons”, que inclusive conquistou um Oscar. Essas conquistas recentes consolidaram seu nome como sinônimo de qualidade no cinema de horror, trazendo expectativas positivas para sua interpretação dentro do universo Resident Evil.
Embora alguns fãs tenham criticado a decisão de não seguir fielmente a cronologia dos jogos, optando por uma história paralela ao Resident Evil 2, a recepção geral foi favorável, e as opiniões negativas não tiveram impacto significativo nas bilheterias. A trajetória de Cregger reforça seu prestígio, e seu envolvimento no projeto foi um atrativo para o público.
Resident Evil está em cartaz nos cinemas.
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Com informações de SlashFilm
