Zach Cregger conquistou seu espaço como um dos nomes importantes do terror contemporâneo em poucos anos. Depois de chamar atenção com “Barbarian” e atingir o reconhecimento com o sucesso de “Weapons”, filme vencedor do Oscar, o diretor ainda superou seu começo difícil com a comédia “Miss March”. Agora, no reboot da franquia “Resident Evil”, Cregger mostra sua habilidade em trabalhar com universos estabelecidos e adiciona um ponto curioso ao seu filme: um cameo quase imperceptível.
Nova trama se mantém fiel ao universo dos games, mas traz história inédita
O longa acompanha Bryan (Austin Abrams), um entregador médico que, sem querer, se envolve numa corrida frenética pela sobrevivência durante uma noite caótica. Ambientado principalmente em Raccoon City, o filme se encaixa cronologicamente na linha do tempo dos jogos, especialmente próximo ao lançamento de “Resident Evil 2”. No entanto, não adapta diretamente nenhum dos jogos e prefere apresentar uma narrativa inédita dentro do mesmo universo.
Abrams, que trabalhou anteriormente com Cregger em “Weapons”, está em quase todas as cenas, carregando o filme praticamente sozinho. Outros atores, como Paul Walter Hauser e Zach Cherry, aparecem em participações curtas, mas marcantes. No entanto, um detalhe menos visível é a participação do próprio diretor no elenco.
Cameo de Zach Cregger ocorre de forma sonora, sem exibição do rosto
No terceiro ato do filme, quando Bryan finalmente alcança o hospital com uma peça fundamental para a cura da infecção causada pelo T-Vírus, encontra dificuldades para usar o elevador no estacionamento. Desesperado, ele registra uma mensagem de voz para sua namorada e chora enquanto a infecção progride no corpo. É nesse momento que a voz que orienta Bryan pelo intercomunicador pertence a Cregger, mas seu personagem nunca é mostrado na tela.
Embora o público possa presumir que a voz seria de Dave, papel de Zach Cherry – o cientista principal revelado posteriormente –, os créditos confirmam que o diretor é justamente a “voz do intercomunicador”.
Técnica de cameo vocal é comum entre diretores renomados
Diretores usando a própria voz para um cameo não é novidade no cinema. James Cameron, por exemplo, já fez diversas participações vocais em seus filmes. Essa estratégia permite que o diretor se insira no filme sem causar distrações visuais, ao contrário das aparições físicas, que podem destoar do clima da cena, como acontece em algumas participações de M. Night Shyamalan.
Imagem: Divulgação
Independentemente da escolha, o método de Cregger foi eficaz. “Resident Evil” quebrou o recorde de melhor avaliação no Rotten Tomatoes para filmes baseados em videogames. Além disso, o longa deve também registrar sucesso comercial, confirmando a consolidação do diretor no circuito hollywoodiano.
O filme já está em exibição nos cinemas.
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Com informações de SlashFilm
