Mike Flanagan, showrunner da nova série “Carrie” no Prime Video e responsável por adaptações de livros de Stephen King como “Gerald’s Game” e “Doctor Sleep”, falou sobre o que torna uma boa adaptação das obras do autor. Segundo ele, não basta focar apenas no terror, é fundamental trazer à tona o lado humano e otimista presente nas histórias de King.
Stephen King: um humanista otimista
Flanagan destaca que, no cerne de seu trabalho, Stephen King é um humanista otimista, e essa característica deve prevalecer além do aspecto assustador de suas narrativas. “O horror está lá para você se envolver, mas se conseguir manter esse otimismo fundamental, que para mim define a obra de Steve, o resultado é mais fiel ao que ele propõe”, afirmou o cineasta.
Para Flanagan, por trás dos temas mais sombrios e personagens terríveis de King, existe sempre uma paixão pela condição humana. Essa humanidade é o que torna a história impactante, além do próprio terror. Ele ressalta que essa abordagem é a que tenta preservar em suas adaptações.
King é reconhecido por criar personagens memoráveis que despertam empatia no público. Se não nos importássemos com eles, as tramas perderiam sentido — como no exemplo do Clube dos Perdedores e o palhaço Pennywise, cuja ameaça só faz efeito porque nos conectamos emocionalmente com as vítimas.
Apesar dos temas assustadores, muitas vezes perturbadores, as obras do autor carregam uma esperança sutil. Nem sempre os personagens alcançam finais felizes, mas o desejo por um desfecho positivo é parte essencial da narrativa.
Imagem: Divulgação
Dessa forma, Mike Flanagan aponta que o equilíbrio entre horror e humanidade é o fator decisivo para uma adaptação bem-sucedida das obras de Stephen King.
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Com informações de SlashFilm
