Mike Flanagan, conhecido por dirigir filmes baseados em obras de Stephen King como “Gerald’s Game”, “Doctor Sleep” e “The Life of Chuck”, está lançando uma nova adaptação do primeiro livro do autor, “Carrie”, agora em formato de série para streaming. Flanagan também prepara um projeto baseado em “The Dark Tower”.
“Carrie” foi a estreia literária de Stephen King e já ganhou várias adaptações, sendo a mais famosa o filme de 1976 dirigido por Brian De Palma e estrelado por Sissy Spacek. No entanto, Flanagan acredita que ainda há espaço para explorar essa história de forma diferente.
A chave para uma boa adaptação de Stephen King
Questionado sobre o que faz uma boa adaptação das obras de Stephen King, Flanagan destaca o otimismo e o humanismo presentes no autor como essência para preservar em seus projetos. Segundo ele, apesar do clima de horror, há sempre uma mensagem fundamental de amor e empatia pelos seres humanos, mesmo nos aspectos mais sombrios das histórias.
Três diferenças principais na nova versão de “Carrie”
Sobre o que torna essa adaptação única, Flanagan aponta três fatores principais: o período em que a história se passa, o perfil dos personagens e o universo que envolve a narrativa. A série se passa em 2026, refletindo as novas formas de crueldade, bullying e violência escolar intensificadas pela existência das redes sociais, internet e fenômeno dos atiradores em escolas, elementos que não eram imaginados por King há cinquenta anos.
Além disso, os personagens são retratados de forma diferente. Carrie White, que tradicionalmente aparece como uma jovem assustada, retraída e traumatizada, é apresentada nesta série como alguém aberta, gentil, curiosa e disposta a se conectar com o mundo. Por sua vez, Margaret White, usualmente caracterizada como uma mãe abusiva, é interpretada como alguém que ama intensamente Carrie, mas está perdida na tentativa de protegê-la.
Ampliação do universo da história
Outra novidade da produção está na expansão do universo criado por King. No livro original, há sugestões de que Carrie faz parte de uma linhagem de mulheres com poderes especiais, mas ela não vive tempo suficiente para descobrir isso. Na série, Flanagan explora esse conceito, mostrando outras mulheres com dons semelhantes e como essa conexão interfere na trama e na personagem principal.
Flanagan explica que, em sua carreira, já trabalhou tanto em adaptações que procuram ser fiéis às obras originais quanto em projetos que se desconstróem para criar algo novo, citando exemplos como “The Haunting of Hill House” e “The Fall of the House of Usher”. Esta é a primeira vez que ele realiza essa reinvenção em uma obra de Stephen King.
Imagem: Divulgação
A interpretação de Summer H. Howell como Carrie
Para o papel de Carrie, Flanagan e sua equipe realizaram uma extensa seleção com mais de 1.400 candidatas. A atriz escolhida, Summer H. Howell, trouxe à personagem qualidades inéditas: uma combinação de curiosidade, honestidade e bondade, além de uma inteligência emocional aguçada e uma força interior significativa.
O diretor destacou que Howell expressa as múltiplas camadas da personagem de forma autêntica, sem ingenuidade, mas sim como alguém que desconhece o contexto cruel do mundo ao seu redor. Para Flanagan, a atuação de Summer é o ponto central da série, distinta de todas as interpretações anteriores.
“Carrie” estará disponível com seus oito episódios completos no Prime Video a partir de 7 de outubro de 2026.
Veja também
- Mike Flanagan apresenta três diferenças da sua versão de “Carrie” em relação às adaptações anteriores
- Trailer de VisionQuest apresenta Paladino, o mercenário mais misterioso da Marvel, ao MCU
- Mike Flanagan revive clássico de Stephen King em série “Carrie” com resultados mistos
Com informações de SlashFilm
