O filme “The Social Reckoning”, dirigido por Aaron Sorkin e sequência desnecessária do elogiado “The Social Network”, tem recebido críticas pesadas, principalmente por sua cena final que reconstrói a insurreição no Capitólio dos Estados Unidos em 6 de janeiro de 2021. O filme, que aborda as ações controversas do Facebook entre 2019 e 2021, foi considerado um dos piores lançamentos do ano por críticos. A reconstituição desse momento histórico, ainda muito recente, tem sido apontada como insensível e desajeitada.
Dois enredos se cruzam na narrativa sobre revelações do Facebook e insurreição
O roteiro intercala a história da denunciante Frances Haugen (interpretada por Mikey Madison, considerada mal escalada) e sua colaboração com o repórter do Wall Street Journal Jeff Horwitz (Jeremy Allen White), revelando que o Facebook deliberadamente amplificava conteúdos que deixavam os usuários mais irritados e propensos a radicalização. Paralelamente, há cenas de Jeremy Strong como Mark Zuckerberg, preparando-se para audiências no Senado. Tudo culmina no depoimento de Frances e nos eventos da insurreição.
A recriação da insurreição expõe falhas no filme
O ato de reviver esse episódio traumático, que aconteceu há menos de cinco anos, é apontado como inadequado para o cinema, dificultando a experiência do público que busca escapar da realidade nas salas de exibição. A insurreição ocorreu enquanto o Congresso certificava a vitória de Joe Biden na eleição presidencial de 2020, contestada pelo então presidente Donald Trump, que alegava fraude infundada nas urnas. Manifestantes pró-Trump invadiram o prédio, causando danos, ferimentos graves a policiais e atos de profanação.
Ponto importante abordado pelo filme é a postura de Zuckerberg, que não retirou imediatamente as publicações do ex-presidente durante os tumultos, ressaltando a ligação da rede social com a propagação dos acontecimentos.
Personagem do prólogo tem participação desajeitada no episódio de 6 de janeiro
Ao longo do filme, a personagem de Portia Doubleday aparece no prólogo como uma jovem aparentemente embriagada que alega perseguição policial devido à sua cor branca, enquanto grava os agentes. A cena, apontada como exagerada, mostra a personagem sendo radicalizada por redes sociais, o que, segundo o roteiro, a leva a participar da invasão ao Capitólio.
Imagem: Divulgação
Essa associação direta entre radicalização e os eventos de 6 de janeiro, mostrada de forma explícita e sem sutileza, foi criticada como excessivamente didática e simplista, contribuindo para a recepção negativa da obra apesar do tema relevante.
“The Social Reckoning” está em exibição nos cinemas.
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Com informações de SlashFilm
