Após sucessos como Argo e The Town, Ben Affleck volta à direção em Animals, seu novo thriller político disponível na Netflix a partir de 9 de outubro de 2026. No longa, Affleck interpreta Mark Kimball, candidato independente à prefeitura de Los Angeles.
O elenco é complementado por Kerry Washington, que vive Abigail, esposa de Kimball; Steven Yeun como Sam, seu assessor político; Adriana Paz como Ceci, babá de sua família; Luis Gerardo Méndez no papel de Ramon, marido de Ceci; e Gillian Anderson como Dayle Burton, uma misteriosa intermediária política.
A trama gira em torno do sequestro do filho de Kimball, Denny (Christopher Woodley). O político é forçado a tomar decisões extremas para proteger sua família, enquanto lida com as consequências para sua carreira pública. A proposta do roteiro prometia um thriller político com elementos de neo-noir, mas o resultado final não corresponde às expectativas.
A trama se perde sem foco e não justifica sua existência
Animals demonstra dificuldades em manter uma narrativa coerente e conclusiva. O filme apresenta diversas pistas e situações intrigantes, porém a história não amarra seus pontos de forma satisfatória. Seja por falhas na execução ou por uma escolha narrativa confusa, o roteiro não entrega resoluções claras, frustrando o espectador.
A figura do político íntegro, vivendo um casamento conturbado devido à sua dedicação à carreira, e os segredos do passado que o ameaçam instigam curiosidade. Além disso, a personagem de Gillian Anderson surge como uma espécie de representante da máquina política, oferecendo comentários sobre o sistema. No entanto, nenhuma dessas linhas narrativas é aprofundada.
Embora o longa tenha tentado abordar temas como justiça, imigração e privilégios sociais, tais discussões são rapidamente descartadas. O desfecho acaba parecendo um thriller genérico ao estilo Jason Statham/Liam Neeson, com personagens pouco simpáticos e uma narrativa inacessível ao público.
Na tentativa de abarcar várias abordagens — desde uma releitura de filmes de sequestro, passando por uma versão do pacto faustiano à crítica política —, Animals acaba sem identidade clara, tornando-se irrelevante em todos os aspectos.
Produção marcada por personagens sem profundidade e direção falha
Ben Affleck e Kerry Washington em Animals
A produção dirigida por Affleck, que também colaborou no roteiro ao lado de Billy Ray e Connor O. McIntyre, sofre por diálogos e cenas carregadas de melodrama, sem proporcionar desenvolvimento emocional genuíno aos personagens. A caracterização rasa dificulta qualquer identificação ou empatia do público.
Imagem: Divulgação
Os recursos visuais, que poderiam contribuir para criar uma atmosfera tensa típica do gênero, possuem incoerências que interrompem o ritmo do filme. Por exemplo, em momentos de maior tensão, cenas com tomadas aéreas longas e lentas quebram a sensação de claustrofobia e urgência. Sequências em câmera lenta, mal planejadas, chegam a provocar risos inesperados.
A tentativa de resgatar o espírito dos thrillers dos anos 1990, à moda de Ransom, não se concretiza, e o filme termina sendo cansativo e pouco marcante.
Avaliação e informações finais
“Animals” tem duração de 106 minutos e conta com produção de Ben Affleck, Brad Weston, Collin Creighton, Dani Bernfeld e Matt Damon. O thriller, classificado para maiores de 18 anos, estreia no catálogo da Netflix em 9 de outubro de 2026.
Embora o elenco promissor e a premissa interessante tenham gerado expectativa, o longa não consegue desenvolver adequadamente suas ideias, resultando em uma experiência morosa e desarticulada.
Animals já está disponível para streaming na Netflix.
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Com informações de Screen Rant
