Ben Affleck revelou em entrevista recente que utilizou inteligência artificial (IA) em diversas etapas da produção do seu filme “Animals”, lançado pela Netflix. Segundo o ator e diretor, a tecnologia foi especialmente empregada na pós-produção para acelerar o processo e realizar efeitos que seriam difíceis de executar de outras formas, mesmo sendo uma obra com poucas cenas espaciais ou efeitos visuais complexos.
Essa informação chama atenção especialmente após a recente aquisição da startup de IA de Affleck, InterPositive, pela Netflix, em um negócio avaliado em US$ 587 milhões. Apesar da resistência ao uso dessa tecnologia por parte de alguns setores, o uso da IA parece se consolidar no mercado, especialmente em produções com grandes investimentos.
Animals é um thriller que não entrega o suspense esperado
Além das questões envolvendo o uso da inteligência artificial, “Animals” decepciona enquanto thriller, falhando em manter a tensão ao longo da narrativa. O filme, que estreou na Netflix, traz Ben Affleck no papel principal e é um suspense que não empolga, especialmente se comparado a seus trabalhos anteriores na direção, como “Gone Baby Gone” e “Argo”.
Apesar de contar com elenco talentoso, o filme tem uma trama previsível e um desenvolvimento considerado mediano ou até inferior, sem conseguir gerar a inquietação necessária para um bom suspense.
Enredo acompanha sequestro na campanha política em Los Angeles
Em “Animals”, Affleck interpreta Mark Kimball, um advogado rico que está concorrendo ao cargo de prefeito de Los Angeles como independente. Ele vive com a esposa Abigail (Kerry Washington) e o filho Danny (Christopher Woodley) em uma mansão ampla, onde também trabalham a empregada Cecilia (Adriana Paz) e seu namorado Ramón (Luis Gerardo Méndez), um imigrante ilegal que enfrenta dificuldades para conseguir emprego devido ao medo político de Mark.
Diante de uma situação dramática, quando o filho do casal é sequestrado na noite de Halloween, a família se vê em apuros. Mark recorre ao seu gerente de campanha, Sam (Steven Yeun), que apresenta uma intermediária chamada Dale (Gillian Anderson). Ela oferece o dinheiro do resgate mediante um empréstimo com juros, complicando ainda mais a situação.
O filme acompanha a angústia da família e seus aliados durante uma noite de negociações e tentativas de resgatar o garoto, mas falha em transmitir a intensidade do momento, apostando em diálogos exaltados e trilha sonora tensa que não resulta em suspense genuíno.
Imagem: Divulgação
Direção de Affleck mostra momentos de ritmo, mas falta originalidade
Embora mantenha um ritmo acelerado e nunca se torne entediante, “Animals” apresenta uma narrativa previsível, pouco criativa e conta com um desfecho que pode soar cínico e contraditório. A atuação de Gillian Anderson, no papel da intermediária Dale, é o destaque do elenco, conferindo à personagem uma aura enigmática que poderia render um filme dedicado.
Ben Affleck já teve bons momentos como diretor, mas este projeto fica entre os seus trabalhos menos inspirados. “Animals” é mais um lançamento típico do catálogo da Netflix, que pode atrair público inicialmente, mas não se destaca por qualidade ou inovação.
A avaliação do filme é de 4 pontos em 10.
“Animals” está disponível na Netflix desde 9 de outubro de 2026.
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Com informações de SlashFilm
