Andy Weir, escritor conhecido por seus sucessos literários adaptados para o cinema, como os filmes Project Hail Mary (2026) e The Martian (2015), revelou que enfrenta obstáculos para escrever roteiros. Apesar do bom desempenho comercial e recepção crítica de suas obras na telona, ele ainda prefere trabalhar com romances tradicionais, por se sentir preso pelas características do formato visual das produções audiovisuais.
Desafio no formato audiovisual e experiência com audiobook
Durante entrevista concedida ao /Film, Weir comentou sobre o audiobook Exoplanet, do qual foi produtor executivo. Trata-se de um suspense de ficção científica no formato Audible Original que utiliza efeitos sonoros para transmitir a ação, sem a presença de um narrador tradicional. Para o escritor, essa abordagem apresenta dificuldades semelhantes às que ele encontra ao tentar escrever roteiros.
“Quando você escreve um livro, pode inserir parágrafos explicativos para o leitor. No audiobook, isso não é possível, a menos que haja um narrador”, explicou Weir. Ele também mencionou que o autor de Exoplanet, Benjamin Percy, rejeitou imediatamente a ideia de incluir um narrador, apostando apenas nos sons ambientes para contar a história. “Foi um desafio, mas ele conseguiu fazer isso muito bem”, acrescentou Weir, que compara essa experiência à sua tentativa frustrada de escrever roteiros.
Andy Weir continuará focado em romances e evita roteiros no momento
O autor está desenvolvendo seu próximo livro, que abordará o tema da inteligência artificial. Apesar do interesse da audiência por uma possível sequência de Project Hail Mary, ele ainda não está preparado para avançar com essa ideia. O que parece certo é que Weir não escreverá roteiros tão cedo.
“Já tentei escrever scripts, mas sempre me senti muito limitado e claustrofóbico. Em roteiros, você não tem espaço para expor informações diretamente, precisa fazer isso através de diálogos ou imagens”, declarou Weir. Ele destacou que os visuais funcionam bem para isso, pois permitem mostrar ações sem precisar descrever, mas no caso dos audiobooks essa opção não existe, aumentando a sensação de limitação.
Imagem: Divulgação
“Com as audiobooks, não tem parágrafos de exposição e você não pode usar imagens para mostrar o que acontece, então o formato é muito restrito”, concluiu o autor.
Embora esteja aberto à ideia de explorar o roteiro de filmes, Weir prefere seguir focado em suas obras literárias. Essa decisão agrada tanto seus fãs quanto os estúdios, que continuam colhendo bons resultados com adaptações feitas a partir de seus livros, como foi o caso de Project Hail Mary, um dos maiores sucessos do cinema em 2026.
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Com informações de SlashFilm
