Lanterns já está entre as melhores produções do Universo DC de James Gunn e Peter Safran, mas o próximo lançamento em 2026 representa o maior risco já visto na narrativa de super-heróis. Estruturado em histórias interligadas, o DCU demonstrou interesse em tramas complexas, como mostrado nos enigmas envolventes de Lanterns.
Apesar de Lanterns estar repleto de referências ao DCU, a série se destaca por funcionar de forma independente, focando na história dos Green Lanterns John Stewart e Hal Jordan. A trama avança entre diferentes períodos, construindo uma narrativa envolvente e com forte apelo para reprises. Seu tom mistura drama sério com ficção científica imaginativa, equilíbrio que parece ideal para o DC.
As críticas ao Lanterns foram positivas, mas a série integra um conjunto de tonalidades variadas que marcam o Universo DC. Diferente do tom otimista e colorido previsto para o filme Superman em 2025, essa diversidade torna ainda mais interessante o encontro entre Superman e John Stewart em Man of Tomorrow.
Mesmo com histórias distintas, personagens de Superman, Supergirl, Creature Commandos e Lanterns coexistem plausivelmente no mesmo universo. No entanto, essa harmonia parece mais difícil de manter com o personagem que será introduzido posteriormente em 2026.
O DCU aposta em personagem menos conhecido para 2026

Clayface, com lançamento previsto para 23 de outubro, é possivelmente o maior risco já assumido pelo DCU. Após o lançamento de Superman, que trouxe um dos maiores heróis da DC, a franquia tem seguido rumos inesperados.
O filme Supergirl, apesar de promissor e baseado em personagem famoso, não atingiu o desempenho esperado nas bilheterias. Outros projetos, como Lanterns, seguiram caminhos mais tradicionais, adaptando personagens populares da DC.
Peacemaker foi uma escolha incomum, mas funcionou como continuação de The Suicide Squad, produção anterior de Gunn no extinto DCEU. Da mesma forma, a série animada Creature Commandos não tinha as mesmas expectativas de bilheteria, pois se trata de um conteúdo para streaming.
O público ainda aguarda novidades sobre o filme do Batman no DCU, mas parece que esse universo será introduzido de maneira diferente, por meio do lançamento de Clayface.
Clayface será a produção mais inusitada do DCU

Clayface apresenta um tom assustador, no melhor sentido da palavra. A produção tem sido comparada a The Fly, de David Cronenberg, por seu foco em horror corporal. A história acompanha Matt Hagen, um ator em ascensão que perde seu rosto e se submete a cirurgias complexas para recuperá-lo.
Essas intervenções cirúrgicas acabam dando errado, transformando Hagen no vilão Clayface, com semelhanças à figura do Doutor Destino da Marvel. O roteiro é assinado pelo renomado criador de horror Mike Flanagan e a direção fica por conta de James Watkins, conhecido por Speak No Evil.
Com classificação indicativa R e um tom mais sombrio, o filme se diferencia dos lançamentos de Superman e Supergirl, e pode atrair um público novo para o DCU.
Imagem: Divulgação
Clayface traz o que o DCU precisa

Os trailers de Clayface têm sido bem recebidos, evidenciando a disposição da DC de arriscar narrativas fora do padrão. Inovar é essencial para manter o interesse do público em uma franquia que prevê vários lançamentos anuais. A proposta de um filme de terror corporal com classificação R é incomum para o gênero.
Enquanto o sucesso de Spider-Man: Brand New Day indica que o interesse por filmes de super-herói persiste, o desempenho de lançamentos em 2025 como Thunderbolts e The Fantastic Four: First Steps decepcionou nas bilheterias, apesar das críticas positivas. O público quer títulos originais e envolventes, e a DC tenta proporcionar isso.
Supergirl foi alvo de críticas por se apoiar muito nos elementos característicos das produções de James Gunn, como humor sarcástico e efeitos visuais coloridos. Clayface pretendem ser uma resposta a isso, apresentando uma visão mais séria do DCU, o que pode ser positivo para a franquia.
Por que Clayface pode funcionar no DCU

Clayface é um dos vilões mais populares do Batman, mas ainda não ganhou uma adaptação live-action para o cinema. O personagem já apareceu em séries como Gotham e é bastante apreciado em animações como Harley Quinn e episódios de Batman: The Animated Series.
A DC tem vários vilões de destaque, e após o sucesso do primeiro filme do Coringa, essas histórias podem se sustentar sozinhas. Além disso, Clayface tem um orçamento relativamente baixo, cerca de US$ 40 milhões, e estreia em um ótimo momento, no final de outubro.
O gênero de terror vem alcançando bons resultados nas bilheterias, com títulos como Obsession fazendo sucesso em 2026. Uma narrativa sombria, focada no personagem, com efeitos gore e tensão pode garantir bons números para o filme, tendo também a relação com Batman como atrativo.
Embora o Batman não deva aparecer em Clayface, o filme mostrará grande parte da cidade de Gotham. Referências a Gotham estão presentes em Superman e em personagens de Lanterns, indicando que a cidade será importante no desenvolvimento do universo.
Com duas produções lançadas, o DCU soma um sucesso razoável e um grande fracasso. Clayface pode ser a chave para recuperar a confiança do público em 2026, especialmente após o bom desempenho de Lanterns. Apesar do risco, a aposta tem potencial para ter um retorno significativo.
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Com informações de Screen Rant
