A Disney teve sucessos expressivos em 2026, como “Toy Story 5”, mas também enfrentou grandes fracassos, incluindo os filmes “The Mandalorian and Grogu” e “Moana” live-action, que registraram desempenho decepcionante nas bilheterias em julho. Em uma teleconferência sobre os resultados financeiros do terceiro trimestre, o CEO Josh D’Amaro, que assumiu o cargo neste ano, falou sobre esses lançamentos.
Embora admitisse que as receitas ficaram abaixo do esperado, D’Amaro ressaltou que os investimentos nas marcas impulsionam outras áreas da empresa. Segundo ele, “The Mandalorian and Grogu” impulsionou crescimento nas vendas de produtos da franquia Star Wars, atraiu visitantes para a atração atualizada da Millennium Falcon na Disneyland e no Walt Disney World, além de aumentar o engajamento com jogos relacionados. Já o live-action de “Moana” deve ter bom desempenho na plataforma Disney+, aproveitando o sucesso do filme original, um dos mais assistidos da história do streaming.
Resultados das bilheterias e situação dos filmes
O longa dirigido por Jon Favreau, “The Mandalorian and Grogu”, bateu recorde negativo para Star Wars como o filme live-action com pior arrecadação, com US$ 345 milhões no mundo. “Moana”, dirigido por Thomas Kail, ainda está em cartaz, mas com orçamento estimado em US$ 250 milhões, já arrecadou apenas US$ 263 milhões e apresenta queda acentuada. Os valores ficam muito abaixo das expectativas da Disney.

Posicionamento da Disney sobre os investimentos nas franquias
Em comunicado a investidores, a Disney também destacou que os investimentos em franquias geram valor além do desempenho nas salas de cinema. O CFO Hugh Johnston afirmou que, embora o desempenho teatral seja importante, o setor de cinema funciona como um portfólio e que a diversificação dos negócios da empresa ajuda a amortecer a volatilidade desse segmento.
Ele acrescentou que a janela teatral representa apenas um ponto de dados e que o verdadeiro valor das propriedades intelectuais está no benefício acumulado da narrativa contínua, permitindo que essas franquias sejam exploradas em várias frentes da empresa.
Desafios e lições dos fracassos nas bilheterias
Filmes menores têm mais facilidade para compensar baixa bilheteria com receitas posteriores. No entanto, para grandes produções e franquias centrais da Disney, esse equilíbrio é mais complexo. “The Mandalorian and Grogu” foi considerado de menor risco, pois adaptou uma série de TV popular para o cinema e foi o primeiro filme de Star Wars a estrear nos cinemas após sete anos desde “The Rise of Skywalker”. Com receitas provenientes de merchandising, streaming e parques temáticos, há possibilidade de saldo positivo no fim das contas.
Imagem: Divulgação
Já “Moana” enfrenta uma diferença financeira maior e tem menos potencial para compensação por meio de produtos licenciados ou atrações em parques. Mesmo com boa performance no Disney+, é incerto se essa receita será suficiente para cobrir as perdas nos cinemas.

Historicamente, entre 2010 e 2019, a Disney faturou cerca de US$ 7 bilhões com remakes live-action. Embora continuem rentáveis, esses projetos apresentam limitações. A franquia Star Wars também não mantém o mesmo destaque cultural automático e a Disney, junto à Lucasfilm, precisa estabelecer uma estratégia mais sólida para o futuro da saga, como o aguardado “Star Wars: Starfighter”, previsto para o próximo ano com Ryan Gosling no elenco.
Esses resultados indicam que a empresa terá que repensar seus investimentos para manter a rentabilidade e relevância dos seus principais títulos.
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Com informações de SlashFilm
