A produção Clayface estreia com uma proposta diferenciada dentro do universo cinematográfico da DC, ao se apresentar como um filme autônomo, com foco em roteiro e personagens, sem a necessidade de integrar uma trama extensa de universos compartilhados. O longa, lançado em outubro de 2026, elimina aparições forçadas e cenas pós-crédito, privilegiando a narrativa e a construção dos personagens.
A história de Clayface e seu ambiente independente
Em Clayface, o ator Tom Rhys Harries interpreta Matt Hagen, um astro em ascensão no cinema fictício. Após uma noite de excessos com uma mulher errada, ele sofre uma grave desfiguração facial. Em busca de solução, procura a cientista Caitlyn Coor, personagem de Naomi Ackie, que desenvolve tecnologias inovadoras com potencial para restaurar o rosto de Matt. Contudo, o experimento dá errado, conduzindo a uma trama de horror corporal e tragédia.
Diferente dos tradicionais filmes de super-heróis, Clayface não traz batalhas de poderes ou conflitos geopolíticos, focando em um drama pessoal dentro do contexto amplo do universo DC. A atriz Naomi Ackie ressaltou que o diferencial do filme está justamente em sua história concentrada, ambientada em um universo familiar, mas que se dedica à relação entre seus protagonistas.
“A beleza deste filme é que ele conta uma história contida dentro de um universo conhecido. As pessoas já entendem o contexto, mas aqui acompanhamos dois personagens em uma relação que evolui para algo intenso e até perigoso, romanticamente e em termos físicos e médicos,” explicou Ackie.
Tom Rhys Harries completou: “Existe algo épico na intimidade de poder ambientar a história em Gotham e mostrar uma pequena parte dessa cidade tão conhecida.”
Personagens aprofundados em foco no roteiro
Apesar de integrar elementos de ficção científica e horror corporal, Clayface não perde a atenção em seus personagens, um aspecto que muitos filmes do gênero costumam sacrificar devido a efeitos visuais e cenas de ação. Segundo os atores, esse equilíbrio proporcionou uma experiência diferenciada na produção.
Para Tom Rhys Harries, interpretar Matt Hagen envolveu um desafio emocional, pois o personagem representa uma mistura de vulnerabilidade e monstrosidade. Ele destacou a importância de buscar referências externas para construir a figura do Clayface, evitando se prender apenas às próprias inseguranças.
Imagem: Divulgação
“Todo projeto acaba sendo introspectivo em certo ponto, mas é preciso olhar também para fora de si. Existe a percepção que temos de nós mesmos e o que os outros pensam, e a distância entre essas duas coisas pode ser maior do que gostamos de admitir,” comentou o ator.
A dualidade entre vítima e monstro presente no personagem aproxima Clayface mais do estilo clássico dos filmes de horror da Universal do que das produções tradicionais de super-heróis, reforçando a singularidade do filme dentro do gênero.
Clayface está em cartaz nos cinemas.
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Com informações de SlashFilm
